O Ensino Superior ainda é decisivo para o mercado de trabalho? O Ensino Superior ainda é decisivo para o mercado de trabalho?
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O Ensino Superior ainda é decisivo para o mercado de trabalho?

O Ensino Superior ainda é decisivo para o mercado de trabalho?

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Pessoas sem um Ensino Superior têm mais que o dobro das chances de ficarem desempregados se comparados com aqueles que cursaram alguma universidade

Empresas têm preferência por trabalhadores com Ensino Superior
Empresas têm preferência por trabalhadores com Ensino Superior. | Foto: Reprodução.

Cursar uma universidade garante uma vaga no mercado de trabalho?

A pandemia veio de surpresa e pegou grande parte da população desprevenida, escancarando a importância de estarmos preparados para imprevistos e para lidarmos com planos emergenciais.

Este cenário de mudanças, que demanda um agir rápido e assertivo, não deixa dúvidas sobre a importância dos profissionais de todas as áreas de atuação desenvolverem diversas competências e habilidades cada vez mais exigidas pelas empresas, imprescindíveis para a adaptação a essa nova realidade e também para que seja possível acompanhar as transformações pelas quais o mercado de trabalho vem passando.

Neste momento, fica ainda mais evidente a importância do conhecimento frente às adversidades. Sabe aquela máxima “quem tem ensino superior sofre menos em tempos de crise”? Será que isso faz sentido nos dias de hoje?

Com o aumento da taxa de desemprego nos últimos anos e com o agravamento devido à Covid-19, o Brasil registrou no último semestre 12,4 milhões de pessoas em busca por uma recolocação no mercado, uma taxa de 13,1%. Mas a pergunta que fica é: o número de desempregados saltará por igual em todos os níveis de escolaridade?

Para nos ajudar nesta reflexão, trago alguns dados. O Instituto SEMESP divulgou em maio deste ano a 10ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil, com informações que reforçam a contribuição da graduação para o aumento da renda. Segundo o estudo, a remuneração média de trabalhadores com nível superior é de R$ 6.004, enquanto aqueles que têm Ensino Médio ganham, em média, R$ 2.180,00.

Os dados coletados mostram, ainda, que profissionais com diploma de graduação foram menos afetados com a crise que teve início em 2015 no Brasil e que causou a redução na variação do número de empregos formais no País.

Empresas dão preferência a trabalhadores com Ensino Superior

Outra pesquisa recente do mesmo Instituto relacionou a taxa de desocupação por nível de escolaridade e as projeções durante e pós-pandemia. Considerando a média dos quatro trimestres de 2019, a taxa de desocupação de pessoas com nível de Ensino Médio estava em torno de 13,3%, enquanto a mesma taxa entre as pessoas com Ensino Superior era de apenas 6,1%.

Ou seja, trabalhadores que completaram até o Ensino Médio têm mais que o dobro das chances de ficarem desempregados quando comparados com aqueles que possuem um diploma de graduação.

Além disso, o SEMESP projetou a queda de vínculos formais em todos os níveis de instrução. Vínculos empregatícios devem diminuir 14,7% e 5,3% para quem tem Ensino Fundamental e Médio, respectivamente, mas o percentual deve cair apenas 1,3% para quem possui Ensino Superior – mantendo-se praticamente estável, tendo em vista os 10,7 milhões de postos de trabalho.

De maneira geral, não é possível prever quem ficará desempregado, uma vez que isso se deve a inúmeros fatores. Entretanto, em momentos de crise como a que estamos passando os indicadores de empregabilidade mostram que as empresas preferem contar com profissionais capacitados e qualificados para auxiliá-los a vencer as adversidades.

Além de uma maior remuneração média, a probabilidade de um profissional com curso superior ser dispensado de um vínculo formal é menor. Sabemos que, quando a economia vai bem, a disputa por profissionais qualificados aumenta as remunerações dos cargos, contudo, ter uma graduação em tempos de crise torna-se fundamental para minimizar o risco de desemprego e construir sólidas vantagens competitivas neste cenário de incertezas.

Matéria feita por João Victor Reis, é engenheiro, professor e coordenador dos cursos de Engenharia de Produção, Civil e Elétrica da Faculdade Anhanguera de Assis.

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