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5 Motivos pelos quais Dumbo será um dos melhores filmes do ano

5 Motivos pelos quais Dumbo será um dos melhores filmes do ano

Por Matheus Menezes – Fala!Anhembi

Dentre seus vários lançamentos em 2019, a Walt Disney Pictures continua investindo fortemente nos remakes em live-action das clássicas animações do estúdio. Apenas neste ano teremos três títulos ganhando uma repaginada nos cinemas: O Rei Leão, com estreia prevista para 18 de julho; Aladdin, marcado para 23 de maio; e Dumbo, que chega em 28 de março.

Apesar de ser o primeiro da lista, Dumbo não conseguiu conquistar a galera. O hype e a expectativa para essa nova versão estão muito baixos. Enquanto que cada teaser, trailer ou pôster das outras duas produções é recebido com grande entusiasmo e alarde na internet, a história do elefante de circo parece não ter encontrado seu público ainda. Talvez isso aconteça porque o filme original data dos primórdios da fundação da Disney – décadas de 1930 e 1940 -, algo muito distante para audiências juvenis. Então é difícil se aproveitar da sua nostalgia.

Mas esse artigo veio para mudar um pouco esse cenário. Se tratando de um dos maiores filmes de animação de todos os tempos, um clássico obrigatório do cinema, queremos que o pequeno elefante atrapalhado receba justiça e seja apadrinhado por essa geração assim como aconteceu com Mufasa, Simba, o Gênio e Iago. Por isso listamos aqui cinco motivos que revelam porque o remake de Dumbo promete ser um dos melhores dessa nova leva da Disney! [

Com certeza você irá chegar ao final da leitura completamente apaixonado pelo elefantinho de orelhas grandes.

1º MOTIVO: O ORIGINAL É UMA OBRA-PRIMA

Dumbo (1941) é o quarto longa-metragem da Walt Disney Animation. O enredo segue a aventura do elefantinho de circo rejeitado, que é constantemente caçoado por causa de suas orelhas gigantes. Ao lado de seu amigo Timothy, um adorável rato, Dumbo percorre uma linda jornada em busca de amor-próprio.

Depois do experimental Fantasia (1940), que mistura música erudita com animação – uma obra à frente do seu tempo, até mesmo para os parâmetros atuais –, a Disney estava disposta a ir mais longe. Aos animadores foi concedida total liberdade para testar formatos e estilos inovadores. Por esse motivo, o início da década de 1940 marca uma das fases mais prolíferas da produtora, onde reinava a experimentação.

Cartão de Natal da Disney de 1940, época de descobertas para o estúdio.

Apesar disso, os traços que ajudaram a moldar o imaginário popular da produtora podem ser sentidos ao longo de toda a duração do filme do elefante e do ratinho: o sentimentalismo, as cenas de ação divertidas, os animais antropomorfizados, etc. Mas algumas escolhas artísticas fazem esse título se destacar em meio à longa filmografia do estúdio.

Duas cenas icônicas esclarecem a importância de Dumbo para os desenhos animados. A primeira é a alucinação psicodélica do protagonista. A dificuldade técnica de construir uma sequência incrivelmente deslumbrante como essa e, principalmente, a coragem de inserir em um conto infantil um trecho tão perturbador tornam esse momento um verdadeiro marco da sétima arte.


A famosa cena da alucinação com elefantes cor-de-rosa

E há também o encontro comovente do acanhado filhote com a sua mãe, que foi injustamente enjaulada. Essa passagem terna, e ao mesmo tempo angustiante, pode ser considerada uma das cenas mais tristes já produzidas pela Disney. Por essa e outras razões Dumbo se tornou um verdadeiro clássico da animação.

2º MOTIVO: TIM BURTON ESTÁ LIDERANDO O NOVO PROJETO

Tim Burton, um dos maiores cineastas americanos de todos os tempos, encabeça a produção do remake. É a escolha certa para assumir a direção dessa releitura.

Burton ganhou notoriedade no início da década de 1980 com os seus curtas-metragens de animação em stop-motion, que possuíam aspectos macabros e exóticos. Esse tom sinistro percorreu o diretor por toda a sua carreira, desde Batman (1989) e Edward Mãos de Tesoura (1990) até Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas (2003).

Ele já trabalhou com a Disney em outras ocasiões, como em Alice no País das Maravilhas (2010), filme que inaugurou essa leva de novas versões dos clássicos. Nesse caso, a qualidade e o brilhantismo de sua direção decaíram um pouco, apesar de o visual do País das Maravilhas estar impecável e ser puramente burtonesco.[

O trabalho surrealista do cineasta em Alice no País das Maravilhas (2010)

Ao longo de sua carreira, o cineasta enfrentou diversos altos e baixos, mas ele sempre foi capaz de se reerguer. Recentemente ele se redimiu com Grandes Olhos (2014), uma obra intimista e cativante. E Dumbo tem tudo para ser outro grande sucesso seu: uma história excêntrica e excepcional que combina perfeitamente com o estranho mundo de Tim Burton. Ver o elefante de volta ás telas através da visão de Burton vai ser incrível!

3º MOTIVO: O ELENCO ESTÁ SENSACIONAL

Quando a Disney anuncia um novo projeto, o que não falta é ambição. O estúdio já conseguiu reunir Donald Glover e Beyoncé – dois dos maiores ídolos da música atualmente – para viverem o casal protagonista de O Rei Leão (2019); e em Mogli: O Menino Lobo (2016), atores do naipe de Bill Murray, Ben Kingsley, Idris Elba e Scarlett Johansson estrelam o longa. Mas nesses dois exemplos apenas a voz dos artistas foi usada.

Já em Dumbo, os atores aparecem em carne e osso ao lado de personagens em CGI. Fazem parte do elenco nomes como Colin Farrell, Danny DeVito, Eva Green (a nova musa de Burton), Alan Arkin e Michael Keaton – esse último já trabalhou com o diretor vivendo o homem morcego em Batman (1989) e Batman: O Retorno (1992). E essa lista de peso não inclui as crianças, que, aliás, estão adoráveis, e conseguem encantar a platéia com apenas alguns segundos de trailer.

Agora, a aparência do elefantinho é um show à parte. A equipe de animação conseguiu manter certo realismo, ao mesmo tempo em que soube tratar a feição de Dumbo com carinho e afeto, desde as marcas no rosto até o semblante tristonho. O resultado é absolutamente lindo!

4º MOTIVO: ESSA HISTÓRIA É DIFERENTE DE TUDO O QUE VOCÊ JÁ VIU

Mesmo nos dias de hoje, as animações da Disney se voltam com frequência para contos de fadas tradicionais e narrações folclóricas populares em busca de inspiração. Na época de lançamento de Dumbo (1941), a tradição já era essa, a exemplo de Branca de Neve e os Sete Anões (1937).

Porém, a fábula do elefante de circo rejeitado foge à regra. O roteiro foi adaptado de um livro relativamente modesto – assim como o subsequente Bambi (1942). Com esse material de base, os animadores tiveram a liberdade de se afastar do habitual romantismo do estilo príncipe-salva-princesa.

5º MOTIVO: POR FIM, AURORA

A canção que embala o encontro de Dumbo com a sua mãe é “Baby Mine”, ou “Meu Bebê” em português, uma das peças mais belas de trilhas sonoras infantis. “Se alguém rir de você, chore não, meu bebê”, canta a Senhora Jumbo.

É claro que a clássica balada de Dumbo não poderia ser deixada de fora da nova versão. Para fazer jus à potência dessa melodia, a artista norueguesa Aurora foi convidada para regravar a música. O refrão já pode escutado no trailer, e os acordes de Aurora são de arrepiar! Confira abaixo.

A esperança é a de que Dumbo exploda na bilheteria, pois isso irá demonstrar o valor de histórias mais singelas e contidas. O longa-metragem chega às salas de exibição nacionais no dia 28 de março.

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