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As controvérsias no encontro histórico entre Donald Trump e Vladimir Putin

As controvérsias no encontro histórico entre Donald Trump e Vladimir Putin


Giovanna Stival – Fala!Cásper

 

Com clima amistoso, os líderes realizaram reunião polêmica na Finlândia mesmo após denúncias sobre envolvimento russo nas eleições

 

Após os serviços de inteligência concluírem que houve interferência russa nas eleições que colocaram o empresário Donald Trump a frente do governo dos Estados Unidos em 2016, o presidente americano declarou que não vê qualquer razão para a Rússia interferir nas eleições americanas no encontro realizado entre os líderes dos dois países em Helsinki, capital da Finlândia. Três dias antes do encontro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos denunciou 12 agentes russos por invadiram redes de computadores de comitês do Partido Democrata e sabotarem a campanha de Hillary Clinton expondo e-mails da candidata meses antes da disputa.

Depois de uma reunião fechada nesta segunda-feira, dia 16 de junho, que durou cerca de três horas, Trump disse em uma coletiva de imprensa acompanhado de Vladimir Putin que “o presidente Putin diz que a Rússia não agiu assim. Não vejo razão para acreditar no contrário”. Ele ainda reconheceu que a relação entre os dois adversários históricos nunca esteve pior antes do encontro, mas que isso irá mudar.

Legenda: The New Republic

Putin disse que colaboraria com as investigações sobre sabotagem na campanha eleitoral se a Rússia pudesse obter direitos similares quanto a atividade ilegal americana no país: “temos um acordo entre os Estados Unidos e a Rússia, que remonta a 1999 sobre a ajuda em casos criminais e este acordo ainda está em vigor. Neste quadro, [a Procuradoria americana] pode enviar um pedido para interrogar essas pessoas que são suspeitas”, respondeu o presidente quando perguntado se Robert Mueller, investigador independente americano, poderia enviar oficiais dos EUA para interrogar cidadãos russos.

Em terras americanas, Paul Ryan (integrante do Partido Republicano e atual presidente da Câmera dos Deputados dos Estados Unidos) disse que Trump deveria considerar que a Rússia não é um aliado do país, e o senador republicano Lindsey Graham tuitou: ” uma oportunidade perdida para o presidente Trump para responsabilizar com firmeza a Rússia pela interferência em 2016 e enviar um forte alerta sobre futuras eleições”. Nas redes sociais os eleitores americanos se mostraram decepcionados com a relação entre as duas potências.

Ao final do encontro, o presidente americano elogiou a Copa do Mundo, encerrada no dia 15 de junho no no Estádio Lujniki em Moscou, e Putin presenteou Trump com uma bola de futebol, lançada à primeira dama, Melania Knauss-Trump. Ambos disseram que moveriam esforços para resolver a guerra na Síria, onde os dois países apoiam lados opostos no conflito.

“Nossas Forças Armadas se dão bem melhor entre si do que nossos líderes políticos há muitos anos e nos damos bem na Síria também”, comentou Trump.

O clima amistoso entre os dois países vai em contrapartida com o comportamento crítico que o presidente americano teve durante a reunião com os líderes da Otan, no dia 11 de junho, em Bruxelas na Bélgica, e as declarações prejudiciais ao Brexit que fez durante sua visita a Inglaterra.

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