Dia da Amazônia: Entenda a importância do dia 5 de setembro
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Dia da Amazônia: Entenda a importância do dia 5 de setembro

Dia da Amazônia: Entenda a importância do dia 5 de setembro

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No dia 5 de setembro será comemorado o “Dia da Amazônia“. Entenda como nossa floresta tropical contribui para o equilíbrio ambiental da Terra e saiba quais são os principais problemas ambientais que a Amazônia vem enfrentando nos últimos anos.

Dia da Amazônia
Dia da Amazônia é comemorado no dia 5 de setembro. | Foto: Reprodução.

Dia da Amazônia é comemorado no dia 5 de setembro

O Dia da Amazônia é comemorado todo dia 5 de setembro e tem como objetivo chamar a atenção da população para um bioma que inclui a maior floresta tropical do planeta. A data foi escolhida como forma de homenagear a criação da Província do Amazonas por D. Pedro II em 1850.

Com mais de quatro milhões de quilômetros quadrados, a floresta amazônica abrange nove países, sendo eles Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela.

O Dia da Amazônia visa alertar a população sobre questões ambientais como o desmatamento e as queimadas, chamando a atenção para esse bioma que, muitas vezes, parece uma realidade distante para quem vive uma rotina urbana.

A data também tem como objetivo ressaltar a importância de ações sustentáveis, individuais e coletivas, para que, dessa forma, possamos manter a floresta amazônica sempre viva, desenvolvendo nosso país sem a necessidade de acabar com a biodiversidade local.

O que é uma reserva natural?

Uma reserva natural, ou reserva florestal, é uma área verde protegida, tendo como objetivo a preservação de fauna e flora e demais atributos naturais, não permitindo a interferência direta do ser humano nesses locais. No Brasil, 26% da floresta amazônica é tida como área protegida. A caça no Brasil também não é permitida, garantindo, assim, a preservação da fauna local.

Na tarde da última sexta-feira (28/8), o Ministério do Meio Ambiente havia anunciado que operações contra o desmatamento e queimadas ilegais na Amazônia e no Pantanal estariam suspensas a partir de segunda (31/8). A decisão teria sido tomada por conta de um bloqueio de R$ 60 milhões na pasta, decisão de responsabilidade do setor econômico do Planalto.

Os alvos de cortes teriam sido o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio; bloqueio de R$ 39,7 milhões) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama; bloqueio de R$ 20,9 milhões). Segundo a nota divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, ação aconteceria sob determinação da Secretaria de Governo e da Casa Civil da Presidência.

No entanto, ainda no mesmo dia (28/8), o Ministério do Meio Ambiente publicou uma atualização da nota, anulando o anúncio feito na tarde do mesmo dia após uma série de reações negativas acerca do assunto.

Na tarde de hoje (sexta) houve o desbloqueio financeiro dos recursos do IBAMA e ICMBIO e que, portanto, as operações de combate ao desmatamento ilegal e às queimadas prosseguirão normalmente.

Escreveu o Ministério do Meio Ambiente em nota.

Queimadas na Amazônia

Em 2019, as queimadas na floresta amazônica foram palco de discussão intensa. Isso aconteceu depois que uma grande frente fria de nuvens baixas e carregadas somadas à fumaça das queimadas por conta do desmatamento da Amazônia ocasionaram o escurecimento do céu por volta das 16h no dia 19 de agosto de 2019.

A polêmica aumentou depois que Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou que as queimadas no Brasil aumentaram 82% após a entrada do governo de Jair Bolsonaro (PSL), se comparadas há um ano, sendo a maior alta dos últimos sete anos e diversas regiões do Brasil sofreram com o desmatamento da Amazônia até aquela época.

Em 2020, apesar dos impactos climáticos positivos causados pela pandemia no meio ambiente, como redução da redução de CO2 e de NO2, o mês de junho fechou com o maior número de focos de queimadas na Amazônia dos últimos 13 anos.

Os dados oficiais foram levantados e divulgados pelo próprio governo federal. Mais de 2.248 focos de calor foram registrados neste curto período de 30 dias, um volume que não era atingido desde 2007 e que representa um aumento de 19,57% em relação ao registrado em junho de 2019.

Queimadas não são fatores incomuns e podem ocorrer por um processo natural da floresta. No entanto, em muitos casos, as queimadas estão relacionadas ao desmatamento para renovação da pastagem ou a ampliação de áreas para criação de gado.

Desmatamento na Amazônia

Nos primeiros meses de 2020, o desmatamento aumentou 55% em relação ao mesmo período de 2019. As queimadas contribuem simultaneamente para as crises do clima, da biodiversidade e de saúde que estamos vivendo hoje.

Entre as principais causas de desmatamento no Brasil estão o avanço das plantações de soja e da pecuária, destruição de florestas para a construção de hidrelétricas e a mineração,

Os minérios são rochas com minerais ou elementos químicos com importância econômica. Pra abrir a mina, é necessário abrir espaço, que gera desmatamento. Além disso, o processo de retirada do mineral da rocha polui o meio ambiente e o “resto” da lama, rejeit

De acordo com um levantamento feito pelo Greenpeace, foram derrubadas cerca de 1.185.000.000 (um bilhão, cento e oitenta e cinco milhões) de árvores durante o período contabilizado entre agosto de 2017 e julho de 2018. Para debater sobre o assunto, a Eko.logical junto ao Projeto Quantos realizarão uma live no dia 04/09, às 16h, em seus respectivos perfis no Instagram.

Por que a Amazônia é importante?

Por ser a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia influência diretamente no equilíbrio ambiental do nosso planeta. Um bom exemplo disso é o papel que a floresta Amazônica exerce sobre o regime de chuvas de toda a América Latina devido aos rios voadores.

Os rios voadores funcionam da seguinte forma: as árvores produzem muito vapor e fazem as próprias chuvas. Só que a floresta produz tanta água que, quando o vento bate, os chamados “rios voadores” são formados, arrastando a água por grande parte da América Latina.

A vegetação presente na floresta Amazônica ainda pode ajudar na diminuição de gás carbônico, que melhora a qualidade do ar e colabora para o equilibro do efeito estufa. Isso acontece devido ao processo de fotossíntese que a vegetação da floresta exerce.

E não podemos esquecer da riqueza de fauna e flora presente em nossa floresta. Sendo exemplo de biodiversidade nativa, pesquisas indicam que a Amazônia abriga mais de 40 mil espécies de planta, 1300 tipos diferentes de aves e mais de 400 espécies distintas de mamíferos. Além disso, a floresta amazônica é casa de muitas comunidades indígenas.

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