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Reflexão: (des)valorização dos professores no Brasil.

Reflexão: (des)valorização dos professores no Brasil.


Por Nathália Taise de Camargo Mendes

Durante meu curso de Licenciatura e em minha vivência como brasileira, uma das questões que me parecem mais importantes, no âmbito da educação, é a valorização dos professores.

Sabemos que a desvalorização que esses profissionais sofrem atualmente não veio do nada, mas carrega sua história. Quando a educação básica surgiu, muitas décadas atrás, ela nasce como uma profissão exclusivamente feminina, pois, era uma atividade que além de ser meio período – o que permitia que a mulher também cuidasse da casa
e da família -, envolvia crianças. Nesta época, a cultura machista tinha ainda mais força exprimindo pensamentos como “quem deve cuidar e educar crianças é a mulher, porque homem não tem jeito para isso”, o que afastava os homens da profissão.

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Sendo a sociedade da época extremamente machista, o salário de uma mulher não precisava ser grande. Porém os tempos mudaram e hoje a mulher não é mais só dona de casa, mas trabalha período integral e também têm os afazeres da vida pessoal. Atualmente, os professores não são exclusivamente mulheres, mostrando que a sociedade mudou muito, mas os salários nem tanto.

Com isso, os professores, especialmente da rede pública, precisam trabalhar mais do que deveriam para terem salários que sejam suficientes para uma vida razoável. O que resulta em exaustão durante o acúmulo de horas de trabalho e traz menor desempenho nas aulas aplicadas, gerando insatisfação dos alunos diante da escola.
Devemos também lembrar que esta desvalorização dos professores não acontece só nos
salários, mas também na mentalidade das pessoas, quando um aluno desmerece um professor, quando
adentro a escola que vou estagiar e os próprios professores me dizem “desista enquanto é tempo”,
ou até mesmo quando alguém que já almejou um dia ser professor acaba desistindo, por acreditar que a profissão não dá sustento.

A desvalorização vem tanto da história, quanto da mentalidade de pessoas que têm o professorado como uma profissão diminuta. Por outro lado, a atividade sobrevive de pessoas que ainda percebem o valor dos professores, como a maioria das famílias brasileiras em que os ascendentes não tiveram acesso ao estudo, por necessidades financeiras, mas proporcionaram educação para seus descendentes. Pessoas estas que valorizam os professores de forma merecida.

Sendo assim, a valorização dos professores não dependendo apenas da população, mas infelizmente dos nossos governantes, será uma realidade difícil de mudar em curto prazo. Pois, se a educação fosse valorizada da mesma forma como estas famílias as valorizam, toda a realidade das escolas brasileiras mudaria, os professores dariam aula
contentes, teríamos aulas de qualidade que incentivaria os alunos e mostraria que o estudo traz futuro. Além de levar muitos jovens a aspirarem o professorado.

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