Crítica sobre o filme 'Enola Holmes', novidade da Netflix
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Crítica sobre o filme ‘Enola Holmes’, novidade da Netflix

Crítica sobre o filme ‘Enola Holmes’, novidade da Netflix

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Nós já vimos várias adaptações do Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle, como os filmes de Robert Downey Jr, ou a série com o Benedict Cumberbatch, e até mesmo uma série chamada Elementary, em que Watson – o famoso companheiro de Sherlock – é uma mulher, ao invés de um homem como nos livros. Mas Enola Holmes não é como nenhum deles, começando por não ser uma adaptação de Conan Doyle, mas, sim, de uma série de livros escrita por Nancy Springer. Você sabe que o filme será diferente de tudo que você já viu a partir do momento em que eles não contam a história de Sherlock, mas, sim, de sua irmã mais nova, Enola.

Quando os irmãos Holmes ainda eram pequenos, seu pai morreu e os dois irmãos mais velhos logo se mudaram, deixando a jovem Enola para ser criada apenas por sua mãe. Mycroft – o filho mais velho – é um político, e Sherlock é um famoso detetive; então, eles raramente estavam em casa e não fizeram parte da vida da pequena Enola. Mas sua mãe a criou apropriadamente por dezesseis anos, com aulas em casa que praticavam todo tipo de exercício que existia: física, intelectual e emocional; o que resultou numa jovem garota muito interessante.

Mas a mãe desapareceu durante a noite do décimo sexto aniversário de Enola, o que fez com que seus irmãos voltassem para casa a fim de tomar conta dela. Mycroft é um homem muito conservativo e acredita que sua irmã não é uma jovem mulher decente, e que foi criada impropriamente. Ele estavam mais preocupado em “consertar” sua irmã ao invés de resolver o caso da sua mãe desaparecida. E, com isso, Enola foge de casa para evitar ser mandada para uma escola de boas maneiras e para encontrar a sua mãe. Porém, ela acaba acidentalmente se envolvendo na vida atrapalhada de um marquês chamado Tewkesbury.

Enola Holmes
Crítica sobre o filme Enola Holmes, da Netflix. | Foto: Reprodução.

Crítica de Enola Holmes

O filme é tão leve e perfeito de assistir em uma tarde calma. Mas mesmo que ele seja fofo e divertido de assistir, ele está cheio de críticas sociais – especialmente o feminismo – como você sempre consegue observar Enola não sendo uma garota convencional como é esperado. Ela é extraordinariamente inteligente e observadora, e está sempre protestando e se questionando do porquê ela não pode fazer as coisas do seu jeito.

O filme conta com um elenco de peso em atores conhecidos e respeitados britânicos como Millie Bobby Brown, de Stranger Things; Henry Cavill, de Superman e The Witcher, Sam Claffin, de Simplesmente Acontece, Jogos Vorazes e Peaky Blinders; Helena Boham Carter, Frances de La Tour e Fiona Shawn, de Harry Potter; e Louis Partridge, um novato em que esse é o seu primeiro filme creditado.

Millie Bobby Brown foi a escolha perfeita para o papel considerando que ela tem esse perfil de “cool girl” na vida real, e ela trouxe isso para a sua personagem, o que acabou se encaixando perfeitamente com o filme. A maneira em que ela interage com os outros personagens é maravilhoso – especialmente com o Sherlock e com o Tewkesbury. Cada cena é sempre inesperada e você não consegue tirar seus olhos da tela somente para ver o que Enola fará em seguida.

E falando em tirar seus olhos da tela, é melhor você não se distrair neste filme – o que eu duvido que acontecerá – porque ele é um filme bastante visual. Tudo o que está sendo dito é mostrado na tela e é muito importante prestar atenção nisso para entender cada pequena parte da investigação da garota. Cada detalhe é crucial e não deve ser passado despercebido.

Henry Cavill como Sherlock é um dos melhores que tem por aí. Ele é muito diferente dos outros, como o de Cumberbatch. Ele tem sentimentos e é muito mais emotivo do que antes visto, e parece que ele é muito afeiçoado por sua irmã mais nova, por mais que eles não fossem tão chegados antes do desaparecimento de sua mãe. É muito positivo saber que o filme não se desenvolve ao contar a história da irmã de Sherlock Holmes – isso é apenas um pequeno detalhe incluso na história.

Os fãs de Sam Claflin devem ter ficado impressionados por receberem um personagem tão odioso que você sempre está torcendo contra no filme, assim como Mycroft. Ele, de alguma maneira, se torna o vilão, e para aqueles que não haviam lido o livro antes, é um tanto inesperado. Ele tem interpretado alguns papéis parecidos desde a quinta temporada de Peaky Blinders, série na qual interpretou Mosley, líder da União Britânica de Fascistas. A sua caracterização no filme não foge muito da de Mosley. Mycroft tem muito em comum com o papel de Claflin na série.

Mas o que foi uma surpresa agradável foi Louis Partridge, que acabou de iniciar sua carreira e já está quebrando corações. Tewkesbury é provavelmente o personagem mais fofo do filme, com todo seu conhecimento em flores e a maneira em que ele se importa com Enola. A interação deles é simplesmente a melhor! Eles vão se meter em muita encrenca juntos, mas você vai querer ficar por perto para acompanhar suas outras aventuras.

Ainda não há nenhuma informação sobre um segundo filme, considerando que o livro em que ele foi baseado faz parte de uma série. Mas já está disponível mundialmente e já tem muitos fãs por aí, tendo atingido o topo das paradas da Netflix em vários países. Você definitivamente precisa assistir!

Assista ao trailer:

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Por Rafaela Bertolini – Fala! Cásper

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