Menu & Busca
Crítica: Tim Burton nos leva às alturas com novo Dumbo

Crítica: Tim Burton nos leva às alturas com novo Dumbo


Por Rodrigo Barros – Fala! Cásper

O filme de 1941 sobre o filhote de elefante que conseguia voar graças às suas orelhas gigantes é o mais novo título da lista de clássicos da Disney que foram readaptados para o cinema. A versão original de Dumbo foi o quarto longa de animação dos estúdios Disney e também o responsável por salvar a empresa da falência após o fracasso de bilheteria que foi o Fantasia. A versão live action não decepciona, e mantém a magia que era de se esperar ao juntar o Tim Burton e a Disney no mesmo filme.

O filme conta a história do pequeno Dumbo, que nasceu em um circo e é separado de sua mãe ainda muito novo. O protagonista sofre ridicularizações por conta de suas orelhas durante grande parte do filme, até o momento em que os donos do circo descobrem que na verdade, essas orelhas que antes eram vistas como um defeito estético, eram justamente aquilo que o tornava especial, permitindo que ele voasse.

O que diferencia esse filme de outras readaptações do estúdio é que a antropomorfização de Dumbo é muito mais singela do que de filmes como Rei Leão e Mogli. Ao contrário da animação, os animais nesse filme não falam, fazendo com que alguns personagens percam a sua importância na trama, como é o caso do ratinho Timothy, que na versão nova aparece em poucas cenas e tem seu papel na vida do protagonista transferido para as crianças Milly e Joe Farrier, os irmãos interpretados por Nico Parker e por Finley Hobbinças.

Dumbo é o filme perfeito para ser produzido por um diretor como Tim Burton. A mistura entre a melancolia e o extraordinário característicos do diretor é algo que se encaixa facilmente na narrativa e faz com que todos no cinema entrem naquele universo espetacular e se compadeçam profundamente com os sofrimentos e vitórias que Dumbo enfrenta ao longo do filme.

Entretanto, a maior dificuldade que a adaptação enfrentou foi tentar encaixar uma história que originalmente tinha 64 minutos em um novo filme com 2 horas de duração. O resultado disso faz com que a trama em alguns momentos pareça vazia e fique repetindo o mesmo sofrimento e melancolia do filhote de elefante.

Eva Green é uma das grandes surpresas que a adaptação oferece. A atriz interpreta Colette, a trapezista que inicialmente parece que vai ser apenas uma coadjuvante para o vilão, o poderoso V.A. Vandevere, interpretado por Michael Keaton, mas ao longo da trama ela conquista os nossos corações com seu charmoso sotaque francês e sua personalidade ousada essencial para a história.

Como já se tornou de costume nas readaptações da Disney, Dumbo traz o filme original com pequenas mudanças que o encaixa no compasso moral da nossa época sobre determinados assuntos, que não necessariamente é o mesmo da época em que o filme foi originalmente produzido. Na nova versão, Dumbo faz uma crítica à prática de utilizar animais como atrações de circo.

Mesmo sendo a mais fraca das readaptações que a Disney lançou, Dumbo não decepciona em sua qualidade fotográfica que brinca entre o lúdico e o melancólico. A narrativa, apesar de fraca em momentos, também é cativante e serve como um bom esquenta para Aladdin e Rei Leão, que serão lançados nos próximos meses. No geral, vale a pena pagar o ingresso para assistir o CGI do elefantinho na telona.

Quer se tornar um colaborar e escrever para o fala?
Saiba como

0 Comentários

Tags mais acessadas