Conheça os cinco maiores piratas da história dos sete mares
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Conheça os cinco maiores piratas da história dos sete mares

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Os piratas sempre estiveram no imaginário popular e foram fonte de inspiração de diversos filmes e livros em histórias que misturam a realidade com ficção. São notáveis pelo espírito aventureiro e ganancioso, participando de terríveis confrontos e conquistando novos territórios, riquezas e prestígio. Sendo assim, estão todos convidados a embarcarem nessa viagem na história dos 5 maiores e mais destemidos piratas dos sete mares. 

Maiores piratas da história

1- Edward Teach (Barba Negra)

Barba Negra
Barba Negra. | Foto: Reprodução.

O pirata inglês que navegou pelos mares do início do século XVIII com o navio “Queen Anne’s Revenge”, tempos depois renomeado de “Adventure” (contendo 40 canhões), se popularizou com a reputação de “Barba Negra” porque durante os ataques aos navios inimigos, ele ascendia fósforos e pavios nas pontas dos cabelos, fazendo com que seu rosto ficasse iluminado de uma forma assustadora e se tornasse especialista em causar terror psicológico, na qual mesmo com a fama de arbitrário, não existem informações sobre ter assassinado alguma pessoa.

Muito inteligente, aproximava-se de autoridades e marinheiros, envolvendo-os em um tentador esquema de corrupção como, por exemplo, quando o governador da Carolina do Norte, Charles Eden, providenciou o 14º casamento de Teach com uma garota de 16 anos, ou quando estava prestes a perder sua licença de navegação e Eden ofereceu-lhe um navio.

No dia 22 de novembro de 1718, quando tinha entre 35 e 40 anos, seu navio sofreu um ataque surpresa da Marinha Real Britânica, resultando em uma sangrenta batalha que matou dois terços dos marinheiros ingleses e, a partir do despreparo de Teach e sua tripulação, ele também faleceu, segundo rumores, com cinco ferimentos de bala e vinte de espada. 

2- Ching Shih

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Ching Shih. | Foto: Reprodução.

Ela nasceu em Guangzhou, na China, em 1775, sendo capturada por piratas sob o nome de Jehng Sih e vendida para um bordel aos 15 anos. Enquanto era forçada à prostituição, arranjou informações valiosas de seus clientes, o que, tempos depois, a ajudou a desenvolver um esquema de contrabando.

Em 1801, tornou-se proprietária de um bordel e chamou a atenção do pirata Ching I, que futuramente seria seu marido, mas antes de efetivarem o casamento, a jovem propôs um acordo que dizia que ela seria sua co-capitã e teria direito a uma parte de sua frota da Bandeira Vermelha. Porém, seis anos depois, seu marido morreu aos 42 anos e seu corpo nunca foi encontrado.

Ching aproveitou desse fato para aumentar seu poder e casou-se com seu filho adotivo, Cheung Po Tsai, além de promover diversas reuniões com membros da família e aliados poderosos, visando unir forças. Ganhou o apelido de “terror do sul da China” e, durante muito tempo, foi considerada uma ameaça para a Inglaterra, França, Portugal e o Império Qing, chegando a comandar mais de 1500 navios com 80000 homens.

Incapaz de se livrar da pirata, o imperador da China sugeriu que desmontasse a frota e escaparia imune de seus crimes. Já em 1810, quando suas alianças estavam sendo rompidas, ofereceu um novo acordo ao imperador: a liberdade dela, de seu marido e de qualquer outra pessoa que ela escolhesse, além de receber parte dos indultos reais. Por fim, seu marido foi designado ao comando de uma nova frota de elite e Ching viveu por mais trinta anos como realeza, até falecer em 1844 por causas desconhecidas. 

3- Bartholomew Roberts

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Bartholomew Roberts. | Foto: Reprodução.

Nasceu em 1682, em Casnewydd-Bach, no sudoeste do País de Gales. Seu nome de batismo era John Roberts, porém os piratas costumavam usar pseudônimos e especula-se que Bartholomew teria sido escolhido em homenagem póstuma ao bucaneiro Bartholomew Sharp. Alguns boatos relatam que possivelmente este pirata que foi considerado o de maior sucesso de seu tempo, iniciou sua aprendizagem como marinheiro aos 13 anos de idade, integrou a Marinha Real Britânica durante as operações navais da Guerra da Sucessão Espanhola e trabalhou como tripulante nos navios negreiros que levavam escravos da África para as Américas.

Quando ingressou na pirataria, forçado a se juntar a outros piratas que apreenderam seu navio, demonstrou ter talento e se tornou o capitão da frota, o qual era quase nomeado como invencível, sendo responsável pelo ataque a mais de 400 navios. Também formulou um código da pirataria para manter a ordem entre os membros de sua tripulação.

Encontrou, certa vez, um grupo de navios mercantis portugueses e fingiu que seu navio fazia parte daquela frota, ganhando a oportunidade para atacar a embarcação com maior riqueza e conseguindo fugir. Todavia, em uma azarada ocasião, seus marinheiros estavam bêbados e foram atacados, resultando na morte amarga de Roberts no confronto em 1722. 

4- Hayreddin Barbarossa (Barba-Ruiva)

piratas
Barba-Ruiva. | Foto: Reprodução.

Nasceu em Lesbos, na Grécia, em meados de 1470 e suas conquistas navais garantiram o domínio do Império Otomano no Mediterrâneo durante o século XVI. Seu irmão mais velho foi mantido prisioneiro e escravo durante a juventude, mas conseguiu se fortalecer após o ocorrido e elaborou sua própria frota, que aterrorizaria os mares daquela época. Apostavam em frotas comandadas por outros piratas e não por escravos, pois estabeleciam união e foco nos objetivos e também negociavam com líderes muçulmanos.

Juntamente a seus irmãos, capturou muitos navios de países europeus e auxiliou na fuga de muçulmanos da Espanha. O nome Barbarossa foi um apelido de seu irmão mais velho, o comandante, porém, quando este faleceu, Hayreddin assumiu o título e o comando, engrandecendo o que já havia feito com o irmão.

Em uma de suas batalhas mais emblemáticas, em 1538, derrotou esquadradas de Gênova, Veneza e do papa, que estavam sob o comando de Andrea Doria, estabelecendo os turcos como controladores do Mediterrâneo, fundamental para a expansão do Império Otomano. Dizem que o pirata era tão astuto com estratégias que, certa vez, conseguiu derrotar uma frota de 300 navios com apenas 122 navios. Faleceu em 1546 e seu corpo foi sepultado em Istambul, na Turquia. 

5- Anne Bonny

Anne Bonny
Anne Bonny. | Foto: Reprodução.

Nasceu em 1697, na Irlanda, foi casada com o pequeno pirata James Bonny, contudo, ela repugnou suas atitudes quando ele se tornou informante para o governo e traiu outros piratas. Então, Anne fugiu com seu amante, o capitão pirata Jack Rackham. Batalhava vestida com roupas masculinas, era exímia no uso de armas e era considerada tão perigosa quanto qualquer outro pirata, até que descobriu que outro membro da tripulação também era uma mulher disfarçada: Mary Read.

Em outubro de 1720, em retribuição ao seu informante, o governador da Jamaica ouviu falar na presença de Jack e enviou uma embarcação armada para intervir e capturá-lo. O navio Revenge do capitão Jack foi capturado de surpresa e, para o desânimo de Anne, os piratas não lutaram, porque estavam bêbados demais para isso, deixando todo o trabalho para Mary e Anne, que após duas horas de batalha, foram capturadas.

Anne Bonny e Mary Read confessaram que eram mulheres, declarando-se culpadas, mas alegaram gravidez e foram poupadas até que dessem à luz. Mary escapou da forca ao morrer de febre na prisão, já Anne saiu da prisão por motivos desconhecidos. Especula-se que sua fiança tenha sido paga pelo seu pai, mas seu fim ainda continua um mistério já que nunca foram encontrados registros funerários em seu nome.

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Por Glícia Santos – Fala! Cásper

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