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Conheça o Cataki, aplicativo que dá visibilidade aos catadores de lixo

Conheça o Cataki, aplicativo que dá visibilidade aos catadores de lixo

Por Luiza Granero – Fala!MACK

Ocupando a quinta posição como país mais populoso do mundo, o Brasil produz em média, cerca de 200 mil toneladas de lixo por dia. De todos os materiais que podem ser reutilizados, apenas 2% é devidamente aproveitado. Esse quadro ainda piora: 90% dessa reciclagem é feita por catadores de lixo, pessoas de renda baixa, que trabalham sem carteira assinada e não têm nenhum reconhecimento profissional.

Edimilson da Silva, de 55 anos, trabalha como catador desde 2002. Nascido no Maranhão, ele sai todos os dias do Campo Limpo onde mora com a esposa, e anda com sua carroça pelas ruas de São Paulo procurando materiais que possam ser reciclados. “Hoje o que tá valendo mais é o ferro, 30 centavos o quilo”. Perguntado sobre quanto ganha com o trabalho, ele diz que varia: “Tem dia que eu não ganho nada, mas tem dia que eu ganho 50, 60 reais”.

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Edmilson conta sobre sua rotina em meio aos carros e à pouca visibilidade que recebe tanto da população quanto do governo. “As pessoas não percebem que a gente faz o bem para a sociedade”. Ele conta que o trabalho já foi melhor, mas, que de uns anos para cá, a prefeitura vem tomando as carroças dos trabalhadores.

Pensando em mudar esse cenário, o grafiteiro Thiago Mundano funda, em 2012, o projeto Pimp My Carroça, inspirado num programa americano de reforma de carros. O objetivo é modernizar as carroças, deixando-as mais eficientes – colocando freios e melhorando sua estrutura – e mais bonitas também, para chamar atenção, de maneira positiva, do trabalho dos catadores.

 Foto – Pimp My Carroça

 Ao longo dos anos, o projeto expandiu: surgiu o Pimpex, uma espécie de “mini edição” do Pimp My Carroça, onde voluntários arrecadam, através de CrowdFunding (uma vaquinha online), o dinheiro necessário para reformar as carroças, e o aplicativo Cataki, que conecta diretamente os catadores às pessoas que quiserem reciclar.

Foto – Pimp My Carroça

“Quem tiver material para reciclar, encontre o catador mais próximo, combine uma coleta e ele encaminha os materiais para reciclagem”, explica o coordenador do aplicativo, Breno Alves. Qualquer um pode cadastrar um catador. Muitos deles trabalham com contratos, recolhendo materiais em pontos fixos como prédios e empresas.

Em menos de um ano de funcionamento, o aplicativo já conta com 300 catadores registrados em mais de 30 cidades pelo país. Um deles é Edmilson, que sonha em rever os irmãos no Maranhão. “Não vejo eles desde 1986, não tive condição ainda de voltar no Nordeste. A coisa que eu mais queria era saber se meus irmãos ainda tão vivos”. Um objetivo que dialoga bem com o do aplicativo, que é proporcionar uma vida mais justa, a quem mais precisa recebê-la.

Foto – Pimp My Carroça

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2 Comentários

  1. Lidia Staschuk
    1 ano ago

    Achei a ideia muito boa, convivo diariamente com catadores ou coletadotes como uns o chamam,e gostaria de saber se poderia fazer esse sistema de cadastramento em Curitiba, obrigada.

    • Luiza Granero
      1 ano ago

      Oi Lidia, pode sim! Baixe o aplicativo Cataki e lá você encontra as instruções de como fazer o cadastro.

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