Conheça cinco lugares imperdíveis para visitar na Bélgica
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Conheça cinco lugares imperdíveis para visitar na Bélgica

Conheça cinco lugares imperdíveis para visitar na Bélgica

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Acho válido já esclarecer de início aos leitores que não tive a oportunidade ainda de conhecer a Bélgica. Com isso, ao contrário de outros textos que escrevi neste mesmo estilo, como o de Roma, por exemplo, não haverá toques de experiência e subjetividade tão grandes, simplesmente pelo fato de eu não ter visitado o país.

No entanto, a ideia é pensar em uma estrutura de roteiro que faça sentido logisticamente, para aqueles que, assim como eu, desejam viajar para a Bélgica um dia. Será um roteiro simples e dentre as milhares de combinações possíveis de lugares para visitar.

A minha seleção tem base em pesquisas e estudos sobre as principais cidades do país e com leves toques de subjetividade em certas opções de pontos turísticos. Posso garantir que esse roteiro despertou-me ainda mais a vontade de conhecer a Bélgica. Espero que também desperte em vocês!

Lugares para visitar na Bélgica

Localizada na parte francesa do país, vamos começar pela capital Bruxelas. É recomendado que, quando se deseja conhecer a fundo história de um país, as especificidades culturais de uma forma geral, dê preferências para a capital. Mas é claro que essa lógica não vale para todos os países, o melhor exemplo disso é o próprio Brasil. Mas, em países pequenos, isso costuma funcionar, para se ter uma noção, a Bélgica é um pouco maior que o estado de Alagoas.

Grand Place

O primeiro lugar é a Grand Place, traduzindo do francês, a “Grande Praça” (as línguas oficiais da Bélgica são o francês e o holandês, mas há também variantes). Como o nome já diz, é uma enorme praça quadrangular rodeada de construções históricas importantes. É muito similar à praça Maria Teresa, em Viena, também conhecida como quarteirão dos museus, apesar de, em Viena, não ter tanta culinária, na de Bruxelas tem.

Resumindo, se você tem um dia pra ficar em Bruxelas, passe o dia inteiro na Grand Place. Vou destacar a prefeitura (Hôtel de Ville) com uma arquitetura gótica deslumbrante no exterior e uma parte interna também luxuosa e muito rica em detalhes. O segundo destaque na praça é para o Museu da Cidade, também conhecido como a casa do Rei (Maison du Roi) – o Rei em referência é o Carlos V do Sacro Império Romano Germânico, que ascendeu ao trono na primeira metade do século XVI.

grand place Bélgica
Grand Place, um dos lugares para visitar na Bélgica. | Foto: Reprodução.

Waterloo e Ypres

Mantendo a “pegada” histórica, vou montar um trajeto que deve ser feito de preferência de carro, levando em média 2 horas de deslocamento. O tema seria Guerras e Batalhas. Começando em Waterloo (30min de Bruxelas), palco da mais importante batalha Napoleônica, em 1815, na qual o imperador francês foi obrigado a abdicar.

Depois, seguindo para Ypres, cidade que guarda memórias e registros da primeira guerra mundial. Uma das marcas dessa guerra foram as trincheiras, que eram escavações no solo, com o intuito de criar um tipo de proteção e abrigo para os soldados que ali estavam. Posteriormente, uma das fases do conflito ficou conhecida como Guerra de Trincheiras, pois os países adotaram essa tática como forma de defesa, de ataque e de sobrevivência. E a região mantém ainda essas trincheiras que se estendem por muitos quilômetros na cidade.

Antwerpen

Agora, viajando para o norte, nosso destino é a cidade mais populosa do país. Antuérpia ou Antwerpen, em holandês (nesse caso a língua mais falada é o holandês pela proximidade com os países baixos). Agora, já estamos em uma atmosfera mais artística, para aqueles que curtem arquitetura, design e as mais variadas percepções da arte.

É também conhecida como o Distrito do diamante, já há muitos séculos a cidade é referência no comércio e na indústria dos diamantes. Vale lembrar que a Antuérpia é uma cidade portuária, com um porto de extrema importância para o comércio mundial, localizado às margens do Rio Escalada, ponto de escoamento de diversos produtos, entre os quais o diamante.

Destaque para o Museum aan de Stroom (MAS), tradução livre seria algo como “Museu no Rio”. Possui diversos andares de exibição permanentes no interior, inclusive uma das salas é dedicada aos diamantes – o pavilhão dos diamantes – com amostras de diversas joias e vídeos explicando os processos de polimento do cristal.

MAS Bélgica
Museum aan de Stroom (MAS). | Foto: Reprodução.

Provavelmente você já deve ter ouvido falar da cerveja Antuérpia, e apesar do nome, sua origem não é belga. Fundada em 2009, a cervejaria é mineira e hoje é uma das mais famosas do Brasil. No entanto, é claro que com esse nome, a influência e a inspiração dos fundadores teria alguma relação com a cidade ou pelo menos com as cervejas belgas, e de fato tem. Após provarem a cerveja Antwaarpse Pale Ale (APA), despertou a vontade de produzir uma cerveja com aquela essência. Os criadores estavam na Antuérpia, então, como a ideia veio dali, a cerveja foi batizada com o nome da cidade.

cervejas da Bélgica
Cervejas Antuérpia. | Foto: Reprodução.

Delirium Café

Mas voltando para a Bélgica sem sair desse assunto, vamos fechar o roteiro em um dos bares mais tradicionais do país. Localizado em Bruxelas, bem perto da Grand Place, o Delirium Café, o bar que possui a maior carta de cervejas do mundo – está inclusive no Guinness Book. Ao todo são mais de 3 mil opções de cerveja para o cliente escolher, um verdadeiro paraíso para os apreciadores da bebida.

A cerveja Delirium Tremens (para os íntimos, ”a do elefante rosa”)  e que deu origem ao bar foi eleita como a melhor cerveja do mundo em 1998, pela World Beer. E não é preciso ir à Bélgica para prová-la, é bem fácil de encontrar em mercados aqui no Brasil, no entanto, paga-se um pouco mais. Além disso, o Rio de Janeiro também possui um Delirium Café, localizado na rua Barão da Torre, em Ipanema. Claro que possui bem menos variedades, mas, para quem quiser já ter um gostinho, é uma excelente oportunidade. 

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Por Pedro Tavares – Fala! UFRJ

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