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Confira Nossa Entrevista com Rodrigo Guima: o Social Artist que usa Arte e Amor como Ferramenta em Intervenções Urbanas.

Confira Nossa Entrevista com Rodrigo Guima: o Social Artist que usa Arte e Amor como Ferramenta em Intervenções Urbanas.

Rodrigo Guima é a cabeça, junto com um grupo de amigos, por trás do projeto Aqui Bate Um Coração, que repercutiu nas redes sociais e em toda a internet por meio de um vídeo. O projeto chegou a ser reproduzido por várias cidades do Brasil, como Belo Horizonte (MG), Santa Maria (RS), Itaocara (RJ) e até alguns lugares na gringa, como Londres, Paris e Berlim.

Guima, o mineiro de 34 anos e social artist da Ben & Jerry’s, deixou Belo Horizonte há 9 anos e reside na grande SP desde então. Após Aqui Bate Um Coração, também em 2012, Rodrigo propôs o Aqui o Tempo Parou. Esta frase foi espalhada em aproximadamente 200 relógios de São Paulo e viralizou com a hashtag #aquiotempoparou, no Instagram. Senta Aqui Meu Amor, outra intervenção urbana, reuniu diversos sofás antigos e abandonados e os espalhou nos locais mais movimentados da cidade.

za5mi2Confira o nosso bate-papo e entenda melhor o seu trabalho:

01 – Suas intervenções urbanas começaram em 2012 com Aqui Bate Um Coração. Como surgiu esse projeto e qual a ideologia por trás dele?

Foi bem na época em que o Criolo havia lançado aquela música Não Existe Amor em SP. Era uma época que eu me encontrava com uma turma de amigas, e andávamos conversando muito sobre cidade, sobre o tempo. Foi aí que a gente começou a olhar mais paras as estátuas, porque elas eram como as pessoas que a gente estava enxergando naquele momento, no centro da cidade, endurecidas e individualistas. A gente decidiu doar um coração para cada estátua e assim nascia a ideia do projeto. Era tudo muito simples.

Captura de Tela (54)
Foto: Divulgação.

 

02 – Aqui Bate Um Coração repercutiu de tal forma que atingiu outros estados e até alguns lugares da Europa. Quantas cidades reproduziram o vídeo e como foi descobrir que haviam muitos adeptos a sua ideia?

Logo depois que a gente fez o projeto aqui, a gente soltou um vídeo sobre o que tinha acontecido, porque é uma obra muito efêmera. Da forma mais espontânea possível, para nossa surpresa, a coisa pegou muito forte. Aí eu comecei a receber mensagens de pessoas que iriam fazer na própria cidade delas. Eu entendi que muito mais importante do que eu ir nas cidades para fazer, seria que eu me tornasse a ferramenta e que eu ajudasse as pessoas a reproduzirem a coisa na cidade delas. Para minha surpresa, nesses últimos anos, o Aqui Bate Um Coração foi espalhado em 51 cidades, 40 no Brasil e 11 na gringa.

03 – O seu trabalho como social artist da Ben & Jerry’s vai além de promover a marca. De que forma vocês interagem pela cidade de São Paulo?

Cada cidade em que a Ben & Jerry’s chega, eles têm um compromisso social com a comunidade. Lá fora, no exterior, duas causas sociais muito grande que a marca carrega são a justiça climática e o casamento gay. Aqui no Brasil, como já estava rolando fortemente em São Paulo, que era o ponto de chegada deles, essa história de ocupação do espaço público, a redescoberta da rua, decidiu-se ficar próximo desses grupos e ajudá-los a se tornarem mais e mais visíveis, levando a mensagem deles mais para a frente. E aí rolou esse convite de ser esse Social Artist deles aqui no Brasil, me colocando, no caso, no meio entre as companhias e os movimentos.

04 – Em maio de 2015, a Ben & Jerry’s apoiou a causa do casamento homoafetivo através da página no Facebook. Por meio da publicação, a marca realizou o casamento de um dos seguidores. Como aconteceu e como foi a experiência?

Nós colocamos que éramos a favor da união homoafetiva e que família para a gente é formada a partir de pessoas que se amam. E nesse post um fã da marca foi lá e publicou “olha, se vocês realmente acreditam nisso, eu quero que me ajudem a casar”. A gente respondeu para ele como um inbox, pelo Facebook mesmo, “você está falando sério? Como assim?”. E aí ele falou que queria se casar e fazer um casamento surpresa e que queria que o casamento fosse na nossa sorveteria. Foi uma grande e linda loucura organizar esse casamento. Ele aconteceu de uma maneira super espontânea, eu fiquei super feliz de ser convidado a celebrar esse momento e falar sobre o amor.

05 – Outro projeto que fez a rotina paulista sair do piloto automático, foi o Senta Aqui Meu Amor. Como foi o processo de reprodução e qual a mensagem transmitida?

Eu sempre fui apaixonado pelos sofás abandonados que eu via espalhados pela cidade e eu sempre me questionei o por que da rua não ser um lugar que a gente possa parar, sentar, olhar quem está andando, enfim. Isso sempre ficou na minha cabeça. Então Senta Aqui Meu Amor é também uma intervenção urbana que provoca as pessoas a repensarem a cidade. Depois de recolhidos, eu escrevi com uma caneta fosca a frase “Senta aqui meu amor” em todos eles, que era um convite às pessoas para sentarem-se, e devolvi eles para a cidade, nos pontos que considero que as pessoas mais vivam no piloto automático.

06 – Além desses projetos, Aqui o Tempo Parou, outra intervenção organizada por você, estampou esta frase em aproximadamente duzentos relógios na cidade de São Paulo. Por que este tema foi escolhido?

A gente fez uma reunião na prefeitura para criar alguma coisa para os relógios da cidade. A vontade era realmente fazer com que o tempo parasse para que as pessoas pudessem olhar para elas, olhar em torno delas. A gente chegou nessa frase, que era muito parecida com Aqui Bate um Coração, só que a intervenção não foi aceita por eles. Aí falamos “beleza, não rolou”. Três meses depois lembramos que eles haviam nos dado o mapeamento dos trezentos relógios. A gente mandou fazer os Lambe-Lambes, tudo de um jeito que não danificasse nenhum material, e nós lambemos uns duzentos relógios com essa frase “Aqui o Tempo Parou”. Foi muito legal, porque as pessoas abraçaram essas frases, esse sentimento.

Confira mais fotos:

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Por: Ana Amorim – Fala!Anhembi

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