Confira cinco séries dramáticas para assistir na Netflix
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Confira cinco séries dramáticas para assistir na Netflix

Confira cinco séries dramáticas para assistir na Netflix

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Assistir a uma série de TV é um hábito que está inserido na rotina de muitas pessoas, a popularidade dessas produções audiovisuais é gigantesca e está ganhando cada vez mais força. Hoje, já temos séries abordando os mais variados assuntos, desde gangues perigosas do século passado até distopias complexas e instigantes, mesmo com enredos diferentes, muitas delas se unem em um aspecto: o drama, esse elemento é capaz de causar comoção e deixar os espectadores envolvidos em uma boa história. A seleção abaixo reúne cinco séries inseridas no gênero drama, porém bastante diferentes entre si e que estão na Netflix.

Séries dramáticas para assistir na Netflix

Peaky Blinders

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Peaky Blinders. | Foto: Reprodução.

O misto entre drama e ação é o que faz os espectadores de Peaky Blinders ficarem com os olhos arregalados e nunca mais largarem a série, que hoje já conquistou uma legião de fãs. Acompanhando a gangue que leva o nome da produção, principalmente conhecida por carregar navalhas em suas boinas e pela organização de apostas de cavalos, Peaky Blinders inspira-se em uma gangue criminosa de mesmo nome que viveu em Birmingham nas primeiras décadas do século XX.

Após o final da Primeira Guerra Mundial, o ambicioso Thomas Shelby, líder da gangue, passa a ser observado pelo Major Campbell, inspetor da polícia que presta serviços para Winston Churchill, com a intenção de destruir a organização criminosa. Esse é só o primeiro dos grandes desafios que a família Shelby enfrentará ao longo da série, durante as temporadas, ainda temos conflitos com a máfia italiana, entrada na vida política, a Grande Depressão e disputas com um líder fascista. Porém, mesmo em meio a cenas violentas, Peaky Blinders ainda tem espaço para abordar união, família, paixão e questões psicológicas do ser humano.

Coisa Mais Linda

Coisa Mais Linda
Coisa Mais Linda, uma das séries mais aclamadas da Netflix. | Foto: Reprodução.

A produção original da Netflix Brasil conta a história de Malu, paulistana que se muda para o Rio de Janeiro com a intenção de abrir um restaurante com o marido, mas, ao descobrir que ele roubou todo o seu dinheiro, decide recomeçar completamente a vida na nova cidade em que acabou de chegar, usando, assim, o terreno do então restaurante para criar um clube de bossa nova. Várias pessoas acompanharão Malu na nova fase de sua vida, entre elas temos Chico, cantor de bossa nova que a fará ver a vida com outros olhos, e Adélia, que precisa batalhar para sustentar sua filha e irmã mais nova, fazendo Malu enxergar os desafios de uma mulher negra naquela época.

“Eu vim aqui pra ver o mar / Rio, que não sai da minha mente, do meu olhar” é um pequeno trecho da música que o personagem Chico canta no primeiro episódio de Coisa Mais Linda, é depois de ouvir a belíssima melodia que qualquer espectador passa a ter certeza de que está diante de uma série especial.

Outras personagens também se destacam na trama, Thereza é uma jornalista que luta pela igualdade de direitos no ambiente do trabalho e Lígia sonha em ser cantora, mas seu marido extremamente conservador é o maior obstáculo para alcançar tudo o que sempre quis. Além de ser rica em charme e música, Coisa Mais Linda é uma série sobre feminismo, independência, luta contra racismo e também sobre o desejo de realizar sonhos. A produção nos faz pensar sobre como a sociedade evoluiu em alguns aspectos, mas continua insistindo nos mesmos erros de décadas atrás.

Greenleaf

Netflix
Greenleaf. | Foto: Reprodução.

A série Greenleaf é, definitivamente, um original da Netflix que merece estar entre as mais reconhecidas de toda a plataforma, porém, infelizmente, ainda passa despercebida por muitos. Durante as cinco temporadas da produção, acompanhamos a vida da família Greenleaf, dona de uma grande igreja em Memphis, nos Estados Unidos.

O diferencial da série é a maneira que o cristianismo é abordado, Greenleaf não tem medo de criar polêmicas e abordar assuntos que muitos conservadores evitam, mas, mesmo assim trata, todos os temas com muito respeito.

A série tem seu início com o retorno de Grace Greenleaf a Memphis, retomando assim suas atividades como pastora na igreja Calvary, que pertence a sua família. Com um elenco quase que inteiramente composto por atores negros, contando ainda com a atuação e produção de Oprah Winfrey, Greenleaf não tem filtros ao tratar de ganância, adultério, desvio de dízimos e outros diversos assuntos que não podem ser ocultados. Mas é na exposição totalmente verdadeira das questões, não apenas da igreja, porém também da família que protagoniza a série, que Greenleaf transmite a sua mensagem: todas as pessoas são, apesar de tudo, seres humanos, e ninguém deve ser colocado em um pedestal.

The Crown

The Crown
The Crown, um dos maiores sucessos da Netflix. | Foto: Reprodução.

“A monarquia é responsável por criar diversas narrativas em seu povo, sejam elas felizes ou tristes” são as palavras expressadas pela Princesa Margaret no décimo episódio da terceira temporada de The Crown, série que coleciona muitos prêmios por retratar a história da tão famosa Família Real Britânica a partir do início do reinado de Elizabeth II.

The Crown vem servindo como produto para popularização e informação da realeza britânica. Sua produção conta com especialistas no assunto que possuem a função de garantir que a série se aproxime da realidade da melhor e mais verdadeira forma possível.

O sucesso de The Crown deve-se justamente à derrubada de figuras tão influentes do pedestal, é possível se aprofundar em seus pensamentos, angústias e modos de viver. Os momentos de glória estão presentes, mas o espaço especial deixado para os momentos pessoais de cada um mostra que, apesar de tudo, a família real é composta por seres humanos, pessoas que erram e acertam.

The Crown não tem receios ao tratar de momentos polêmicos e assuntos que a família prefere ocultar, entretanto, tudo aquilo que é apresentado em cada um dos episódios possui não apenas crítica, mas também respeito. O retrato não tradicional da realeza já é um grande motivo para assistir à produção, mas a atuação impecável e a fotografia, ambientação e trilha sonora belíssimas também convencem muitos a mergulhar no mundo da série.

Snowpiercer (Expresso do Amanhã)

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Snowpiercer. | Foto: Reprodução.

Sete anos após uma terrível catástrofe climática no planeta Terra, um trem de mais de mil vagões é a única opção de evitar a extinção dos seres humanos. Com o restante da sociedade vivendo através de uma divisão de classes sociais dentro do Snowpiercer, trem que dá nome à série, os espectadores são introduzidos em um universo muito mais do que apocalíptico, já que apresenta grandes semelhanças com a sociedade atual.

Enquanto os passageiros que vivem na frente do trem desfrutam de uma vida luxuosa e repleta de privilégios, aqueles que se encontram nos últimos vagões, conhecidos como fundistas, vivem em meio à miséria e à ausência de direitos no Snowpiercer, retratando, assim, a desigualdade social, que não é um elemento exclusivo do universo ficcional.

A primeira temporada da série não possui um ritmo estável, apesar da trama interessante, é difícil se envolver completamente com a produção durante os primeiros episódios, entretanto, é notável que Snowpiercer melhora significativamente em sua segunda temporada, deixando os espectadores cada vez mais imersos na trama, que se divide entre o retrato dos passageiros enquanto sociedade e os desafios da manutenção de um trem em meio a uma realidade apocalíptica.

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Por Giovanna Araujo Ragano – Fala! Cásper

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