Como seria a eleição brasileira de 2018 se fosse o sistema dos EUA
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Como seria a eleição brasileira de 2018 se fosse o sistema dos EUA

Como seria a eleição brasileira de 2018 se fosse o sistema dos EUA

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O clima tenso das eleições norte-americanas continua. Os Estados Unidos possuem um sistema de Colégio Eleitoral, no qual, para ser eleito, o candidato à presidência deve contabilizar a maioria dos votos do Colégio, ou seja, 270. Devido a isso, até o presente momento não há um vencedor – Donald Trump ou Joe Biden.

Desde 1787, na Constituição dos EUA, o Colégio Eleitoral consiste em 538 eleitores ou delegados nomeados. Os delegados são legisladores locais e líderes estaduais dos partidos, mas os nomes não constam nas cédulas de votação e, muitas vezes, são desconhecidos pela opinião pública. Assim, estabelece-se uma eleição presidencial indireta e com um único turno.

Dessa forma, cada estado apresenta o mesmo número de votos no Colégio e de legisladores na Câmara de Representantes (que varia conforme a sua população) e no Senado (dois para cada estado). Diante disso, em teoria, o candidato que recebe a maioria dos votos populares, carrega os grandes eleitores.

Em meio à situação atual, questiona-se como seria a eleição presidencial brasileira de 2018 se o sistema eleitoral fosse semelhante ao estadunidense. Pensando nisso, confira quem venceria a votação a seguir.

eleições
Como seria a eleição brasileira de 2018 se fosse o sistema eleitoral dos EUA. | Foto: Reprodução.

Como seria a eleição brasileira de 2018 se fosse o sistema eleitoral dos EUA

As eleições brasileiras diferem do sistema eleitoral dos EUA. Afinal, o voto é contado a partir de cada cidadão – e não por delegados. Com isso, para ser efetivado no cargo, o candidato à presidência deve contabilizar 50% dos votos mais um. Caso nenhum candidato obtenha mais da metade dos votos, há um segundo turno.

Se o sistema brasileiro fosse idêntico ao norte-americano, os Estados-chave ou decisivos na corrida eleitoral seriam SP (46.289.333 pessoas), MG (21.292.666 pessoas), RJ (17.366.189 pessoas), BA (14.930.634 pessoas) e PR (11.516.840 pessoas). De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esses são os estados mais populosos do Brasil.

Nesse sentido, além da população de cada estado, os três senadores federais também deveriam ser contabilizados (Câmara de Representantes – que representa a população – e Senado – no Brasil, são três para cada estado).

Com isso, confira qual seria o resultado das eleições de 2018 caso o método estadunidense fosse implementado.

Primeiro Turno

No Primeiro Turno, Jair Bolsonaro ganhou em 17 estados, sendo quatro deles (SP, MG, RJ e PR) os maiores em termos populacionais no Brasil – o que o elegeria à presidência automaticamente, se o sistema eleitoral estadunidense fosse adotado.

Já Fernando Haddad, venceu em 9 estados, sendo o grande destaque a Bahia – que é o quarto maior em população. Por fim, Ciro Gomes não conseguiria se eleger, visto que foi eleito em apenas um estado. Apesar de ocupar oitavo lugar em termos populacionais, o Ceará não garantia a eleição do candidato.

Veja o mapa abaixo:

Jair Bolsonaro
Quem ganhou cada estado nas eleições de 2018; amarelo condiz com Jair Bolsonaro, vermelho, Fernando Haddad, e azul, o candidato Ciro Gomes. | Mapa: Gazeta do Povo.

Segundo Turno

Pensando no segundo turno, que foi concorrido por Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, a situação também não variaria tanto. Conforme a apuração de votos, o candidato do PT foi eleito em 11 estados, enquanto o candidato do PSL, em 16 estados.

No entanto, é válido reforçar que não seria a quantidade de estados que garantiriam o cargo ao concorrente, mas sim, a população. Dessa maneira, os estados mais populosos teriam mais delegados e, por consequência, teriam um peso maior na decisão. Assim, Jair Bolsonaro também seria eleito presidente pelo sistema dos Estados Unidos.

Confira o mapa a seguir:

eleições de 2018
Quem ganhou as eleições de 2018 em cada estado. | Infográfico e mapa: Gazeta do Povo.

Ou seja, se a votação para a presidência no Brasil seguisse as normas eleitorais norte-americanas em 2018, o resultado seria o mesmo: Jair Bolsonaro venceria as eleições por ser eleito nos estados mais populosos.

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Por Isabela Cagliari – Redação Fala!

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