Como as lojas de shopping têm lidado com a pandemia?
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Como as lojas de shopping têm lidado com a pandemia?

Como as lojas de shopping têm lidado com a pandemia?

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Desde que os primeiros casos da Covid-19 surgiram no Brasil, lá em março, os empresários que atuam em lojas físicas enfrentam dificuldades em manter os negócios funcionando. Eles tiveram que recorrer a soluções digitais, já que regras de isolamento social impedem a livre circulação de pessoas e obrigaram os shoppings a fechar as portas por vários meses.

Grandes redes transferiram as operações para lojas virtuais e conseguiram seguir com o funcionamento, outras inovaram com o uso de aplicativos, enquanto que outras tiveram que interromper as atividades em 100%.

Diante desta situação de calamidade vivida pela população brasileira, como as lojas de shopping lidam com a pandemia? Para ajudar a responder essa pergunta, abaixo, reuni uma série de ações que foram implementadas por empresários e que foram efetivas para preservar os negócios.

Atendentes foram treinados para melhorar a experiência do cliente a distância e para fazer vendas consultivas a partir de necessidades que os consumidores transmitem por aplicativos, por mensagens de texto ou mesmo por e-mail.

Neste novo normal, três medidas tiveram sucesso e detalharei ambas a seguir. Vamos lá!

lojas de shopping
Saiba como as lojas de shopping têm lidado com a pandemia. | Foto: Pixabay.

Lojas de shopping na pandemia

Vendas por drive-thru

Algumas redes pediram autorização de funcionamento com público controlado durante a pandemia, com acesso apenas aos trabalhadores e entrega de encomendas via sistema de drive-thru no estacionamento do shopping.

Durante a quarentena, três grandes datas comerciais tiveram essa operação: Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais.

No interior de São Paulo, um shopping tentou inovar permitindo a entrada de carros dentro do piso térreo, mas a medida não vingou, já que a falta de regulamentação para isso e o risco aos trabalhadores levaram a prefeitura de Botucatu (SP) a proibir tal prática.

Vendas em sites coletivos

Um projeto lançado em 2019, chamado Iguatemi 365, reúne lojistas de luxo e populares em um único site e foi o canal usado por várias empresas durante a pandemia, para manter o funcionamento dos negócios.

A rede expandiu e já conta com a integração de mais de 14 shoppings centers e milhares de lojas, alcançando consumidores com diversos interesses e atende diversos estados brasileiros.

“A integração do físico com o digital é um caminho sem volta”, revela Cristina Betts, vice-presidente de finanças e relações com investidores da Iguatemi.

Os principais diferenciais deste tipo de plataforma são funcionar como um marketplace, em que estoque é local, o usuário não paga frete e retira o produto diretamente na loja do shopping center local e também tem regra de preço estabelecida pelo lojista.

Vendas por WhatsApp

O aplicativo tornou-se uma importante solução de comunicação e vendas, talvez bem mais do que jamais imaginaram os seus idealizadores. Hoje, diversos lojistas mantêm grupos segmentados de clientes e lançam promoções por meio dele, fazendo atendimento via chat ou via chamada de vídeo, para vendas consultivas individuais, com um tratamento totalmente personalizado.

Além de reduzir os gastos com ligações, a solução permite trocar arquivos de foto, vídeo e áudio, ser informado sobre lançamentos e promoções limitadas.

A única pendência que não pode ser resolvida ainda pelo aplicativo é o pagamento. A medida está em fase de homologação pelo Banco Central e deve ser aprovada em breve.

Essa solução é eficiente para qualquer porte de empresa, independente se é serviço ou produto, e permite uma proximidade maior entre lojista e consumidor.

Para vender mais pelo WhatsApp, o lojista precisa tomar alguns cuidados:

  • Definir, informar e cumprir um horário de atendimento;
  • Ser empático;
  • Ter conhecimento amplo dos produtos e serviços;
  • Ter habilidade de venda consultiva.

Vendas durante a pandemia

As medidas de isolamento social impostas pela pandemia afetaram o funcionamento de empresas de diversos portes, inclusive aquelas que não estão nos grandes centros comerciais (shoppings centers). A rápida adaptação ao universo on-line foi uma das formas de sobrevivência mais efetivas deste período.

Pode ser que na sua região, em algo mais local, as lojas de shopping tenham lidado de forma diferente com a pandemia. Esses três cenários acima são os que foram mais divulgados pela imprensa e que se mostraram efetivos.

Agora, você, como consumidor, fez uso de alguma dessas táticas acima ou outra diferente para adquirir um presente nas datas comerciais que já passaram? Como foi a experiência nesse “novo normal”?

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Por Mayk Souza – Fala! Anhembi

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