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São Paulo: Candidatos a Favor de Pautas Progressistas

Por Thiago Dias  – Fala! Anhembi


Nas #Eleições2018 temos 2.174 candidatos ao cargo de deputado estadual e 1.686 candidatos ao cargo de deputado federal, no estado de São Paulo. Separamos
 uma lista de candidatas e candidatos que são a favor de pautas progressistas: se você se identifica com questões como legalização do aborto, legalização da maconha, políticas públicas para a comunidade LGBTQI+, preservação do meio ambiente, entre outras,  vale a pena dar uma olhada.

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Confira os candidatos progressistas a Deputado Estadual e Deputado Federal em São Paulo

 

Hailey Kaas (PSOL)

Foto do Facebook de Hailey Kaas

Hailey Kaas é uma mulher trans, sendo transfeminista, tradutora, escritora e pesquisadora. Ela tem 29 anos e construiu uma trajetória de militância na internet e nas ruas a partir de sua produção sobre feminismo, transfeminismo, racismo, gordofobia, bissexualidade e sexualidade não-binária. A candidata a deputada estadual, Aposta na construção coletiva que expresse as demandas dos movimentos sociais, a candidata tem como prioridade as pautas das mulheres (sendo a favor da legalização do aborto), LGBTs, negras e negros, representatividade trans e a geração de empregos dignos e de qualidade. É a favor da legalização das drogas.

 

Erica Malunguinho (PSOL)

Foto: Divulgação

Erica Malunguinho é mulher, trans, negra, nordestina de Pernambuco, vivendo em São Paulo há 16 anos. É educadora com ampla atuação na formação de professores, mestra em Estética e História da Arte pela USP. A Candidata a deputada estadual, fundou em São Paulo um centro cultural de resistência negra, Aparelha Luzia, que recebe esse nome, em homenagem aos espaços chamados de “aparelhos”, pois na época da ditadura militar, era um espaço que reuniam militantes para resistir contra a barbárie. Ela defende a legalização do aborto e a legalização das drogas.

 

Leandro Gonçalves (PSOL)

Foto: Página do Facebook de Leandro Gonçalves

Leandro é estudante de Engenharia Civil, na Universidade Federal de São Carlos e um dos primeiros da família a chegar na universidade pública. “Estar nessas eleições não é um projeto pessoal, mas uma continuidade de uma contínua luta por um futuro de justiça, igualdade e liberdade. Estamos nas eleições para ecoar as vozes da juventude que resiste em cada bairro, escola, universidade e local de trabalho contra a retirada de direitos. As cores do povo, da negritude, das mulheres, das LGBTs e da juventude vão colorir de esperança esses tempos de política acinzentada”, diz o candidato. O Candidato a deputado estadual é a favor da descriminalização do aborto e das drogas.

 

Carina Vitral ( PCDOB)

 

Foto: Reprodução

Carina Vitral é candidata a deputada estadual,  militante sempre esteve presente no movimento estudantil Durante os anos de 2015 e 2017, foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). A Candidata é contra as reformas de Temer. Uma de suas propostas é o Selo Empresa Amiga da Mulher Paulista, caso a empresa adotar a igualdade de salário entre homens e mulheres.

 

Todd Tomorrow (PSOL)

Foto: Perfil VQQ

Ele tem 37 anos, é formado em Relações Internacionais e Publicidade e Propaganda. Atua profissionalmente como internacionalista. Militante das causas populares, o candidato esteve presente em diversas mobilizações de rua desde 2012, especialmente no embate contra fundamentalismo religioso. Também foi uma das primeiras figuras do ativismo político a apontar os perigos à democracia que representava a presença nefasta de Eduardo Cunha na política, além de ter conquistado na Justiça Eleitoral a maior derrota que o grupo de ultradireita MBL já enfrentou: a sua proibição em realizar campanha eleitoral, pois, segundo entendimento da Justiça Eleitoral, configura financiamento empresarial de campanhas, prática proibida pelo STF.

A campanha aborda temas libertários que entram em rota de colisão com interesses econômicos poderosos, como o agronegócio em larga escala, a mineração sem preservação ao meio ambiente, além de proteção para setores religiosos vulneráveis, principalmente os de matriz africana. A pauta irá abordar, ainda, os direitos dos grupos LGBTIs, observando as particularidades de cada uma dessas populações, que possuem demandas específicas, como as travestis e as transexuais. O Candidato a deputado estadual é a favor da legalização do aborto. 

 

Jéssica Candidatura coletiva (PSOL)

Foto: Divulgação

Jéssica é candidata a deputada estadual, feminista da Rede Pública de São José dos Campos. E, juntamente com outras ativistas, decidiram construir uma candidatura coletiva para ocupar a Alesp com pautas e sonhos, reivindicando a representatividade feminina. Ela é a favor do aborto e da legalização da maconha.

 

Anita Gusmão (PSOL)

Foto: Facebook de Anita Pretinha Basica

A Candidata a deputada estadual é moradora da Zona Leste, nasceu e morou na Comunidade de Vila Prudente. Anita luta desde 2008 ativamente para tentar melhorar a realidade das mulheres negras, contra a violência a mulher, pelo jovem de periferia, regularização de moradias, direito à cultura, educação e lazer, visibilidade a regiões periféricas, buscando melhores condições de locomoção, urbanização, segurança e tudo que se refere ao que é direito. Ela é coordenadora de um cursinho de Educação Popular em São Mateus pelo Rede Emancipa, esse cursinho é um preparatório pro vestibular focado no ENEM, e busca diminuir a desigualdade permitindo a possibilidade de pessoas de baixa renda entrarem para a faculdade pública. Ela é a favor da legalização do aborto e da legalização das drogas.

 

Alexya Salvador (PSOL)

Foto de perfil do Facebook de Alexya Salvador

 

Alexya é uma mulher transgênera, professora da rede pública, mãe por adoção, pastora de uma igreja inclusiva, militante dos direitos humanos. A Candidata a deputada estadual quer lutar pelos direitos humanos, é a favor da legalização do aborto e das drogas. “Eu quero lutar pelo Estado Laico. Como pastora de uma igreja protestante inclusiva, quero lutar para que nesses espaços de poder, que nesses espaços de decisão, a laicidade seja realmente exercida e que a religião não oriente o Estado. A gente está lá para representar os interesses do povo, não as individualidades que cada deputado e deputada traz consigo”, defende Salvador em entrevista ao Ponte Jornalismo. 

 

Carlos Giannazi (PSOL)

Foto: Esquerda Diário

Giannazi é professor universitário e diretor de escola pública. Em 2001 a 2007 foi vereador da cidade de São Paulo, e uma de suas marcas na política foi a luta por serviços públicos. Apoia a descriminalização da maconha, e quando a cracolândia foi ‘invadida’ por uma ação da prefeitura de São Paulo, o candidato se posicionou dizendo que acredita que isso não combate o tráfico na capital, pois nenhum traficante foi preso. O candidato a deputado estadual luta por um combate contra o narcotráfico e o crime organizado.

 

Isa Penna (PSOL)

Foto: Vereadores que queremos

Formada em direito pela Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Isa é advogada trabalhista. Ela luta pelos direitos humanos e acredita que para estar dentro da política deve fortalecer os movimentos sociais. Penna foi a terceira candidata a vereadora com mais votos pelo Psol no ano de 2016, e foi primeira suplente da bancada do vereador Toninho Vespolli (Psol). No mês das mulheres, quando Vespoli tirou uma licença de 30 dias, Penna ocupou o cargo. A candidata a deputada estadual acredita que a legislação sobre as drogas é usada como uma desculpa do estado para implementar uma política de criminalização da pobreza, onde as maiores vítimas são os jovens negros.

 

Mônica da Bancada Ativista (PSOL)

Foto: Jornal Periscópio

É uma candidatura coletiva a deputada estadual. A representante da urna é Mônica da Bancada. Caso seja eleita, a ativista leva junto 9 pessoas de pautas e territórios diferentes, sendo: mulheres, negros, indígenas, trans, mães, ambientalistas, agentes culturais para ocupar a política. O grupo acredita na defesa dos direitos humanos, no combate às desigualdades e da justiça socioambiental. No ano de 2016, a bancada ajudou a eleger Sâmia Bonfim. Os ativistas defendem a legalização da maconha com uma política de saúde pública para a redução de danos no uso de drogas. São a favor do aborto, de cotas para negros em universidades, e contra as medidas aprovadas pelo governo Temer: Reforma Trabalhista, Reforma da Previdência, Escola sem Partido.

 

Ana Mielke (PSOL)

Foto: Campanha de Mulher

Nascida na cidade do Espírito Santo (ES), a militante está em São Paulo há 12 anos e começou a ingressar na política no movimento estudantil. Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a ativista luta pela democratização da comunicação com pautas anti-racistas e anti-machistas. Sobre a política de drogas, a candidata a deputada estadual acredita que existem dois “Brasis”, sendo um deles composto por jovens, brancos e adultos de classe média e alta que realizam o consumo de drogas, sem serem afetados por  suas funções sociais e profissionais, já para a militante o outro lado é composto por negros e pobres que são dizimados pelo consumo da droga. É a favor da legalização do aborto e da legalização das drogas.

 

Luiza Erundina (PSOL)

Foto: Divulgação

A assistente social de 84 anos é candidata a deputada federal pelo estado de São Paulo. Foi eleita a primeira prefeita da capital paulista pelo PT em 1988, Erundina é deputada há cinco mandatos, defendendo projetos como; maior representação feminina e a reforma política, pela democratização da comunicação, dos direitos humanos e contra as opressões.

 

Djalma Nerry (PSOL)

Foto do Twitter de Djalma Nerry

Se formou em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), e mestre em ciências ambientais e professor de ensino médio. Fundou a entidade ambientalista em São Carlos chamada, Veracidade (estação de permacultura urbana). Foi o candidato não eleito com mais votos em São Carlos no ano de 2016, faltando 44 votos para ser eleito. Sobre a política de drogas, o candidato a deputado estadual, acredita que deve ser reformulada, assim, controla o combate ao crime organizado reduzindo a criminalidade e permitindo o avanço das pesquisas.

 

Sâmia Bonfim (PSOL)

Foto do Facebook de Sâmia Bonfim

A candidata à Deputada Federal pelo Psol é formada em Letras pela Universidade de São Paulo, e aos 28 anos é considerada a vereadora mais jovem da história de São Paulo. Sâmia ficou conhecida por ser opositora dos projetos do ex prefeito da cidade, João Dória. Também foi contra a reforma da previdência municipal (Sampaprev). A marca da deputada é a defesa das mulheres, da educação, da ética na política e dos trabalhadores. Em uma eleição marcada por posicionamentos fortes, Sâmia pretende revolucionar a política lutando pelos direitos humanos ao lado da população. Sobre a política de drogas, ela acredita que mata e encarcera milhares de jovens negros todos os dias.

 

Júlia Martin (PT)

Foto do site pessoal de Júlia Martin (www.juliamartin.com.br)

Jornalista de formação, aos 29 anos é a mais jovem presidenta (Partido dos Trabalhadores) de Taubaté, eleita no ano de 2017. Participou do movimento sindical na cidade. Júlia é candidata a deputada federal. A candidata defende uma nova política de drogas com foco na redução de danos e da criminalização do usuário. A marca da candidata é uma sociedade com igualdade de gênero é o combate às diversas formas de discriminação.

 

Bruno Ramos (PT)

Foto: Facebook de Bruno Ramos

 

Nascido e criado na Zona Leste de São Paulo, Bruno é empreendedor e produtor cultural, e foi vice-presidente da Associação Cultural (Liga Do Funk). O candidato a deputado federal acredita que não é tempo de representar as periferias no congresso, mas sim invadir o congresso, por isso sua candidatura. Ramos luta pelo combate radical às desigualdades e pela cultura periférica. O militante acredita que a guerra não é contra drogas, e sim aos corpos negros – acredita em uma regulamentação das drogas, garantindo políticas públicas.

 

Edmar Luz (REDE)

Foto da página do Facebook de Edmar Luz

O candidato a deputado federal pela Rede (Sustentabilidade) é jornalista formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). Luta por um estado laico e libertário, e acredita que os ateus podem fazer a diferença na política. Um dos projetos é que as igrejas devem pagar impostos. Sobre a política de drogas para o candidato, é uma política de discriminação social como fonte alimentadora da própria corrupção.

 

Humberto Laudares (PPS)

Foto: Partido Popular Socialista

Laudares estudou Administração na Fundação Getúlio Vargas (SP) e ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP), e é candidato a deputado federal pelo PPS (Partido Popular Socialista).  Humberto trabalhou no governo do Estado de São Paulo e no Fundo Global de luta contra AIDS, Malária e Tuberculose na Suíça. O candidato acredita que é possível fazer um Brasil melhor defendendo a modernização da economia, igualar as oportunidades e fortalecer a democracia.

 

Alexandre Padilha (PT)

Foto: RFI

Padilha tem 47 anos e formado em medicina pela UNICAMP. Atualmente é vice-presidente nacional do PT (Partido Dos Trabalhadores) e professor universitário. No Governo Lula, trabalhou na direção de saúde indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Sobre a política de drogas, o candidato a deputado federal, acredita que a política de drogas tem que ser tratada como saúde pública, colocando a saúde e o cuidado das pessoas em primeiro lugar.

 

Raul Thame (PV)

Foto: Página do Facebook de Raul Thame

Nascido na cidade de Piracicaba (SP), Thame é professor de educação física, militante do esporte e ativista pela causa ambiental. Esse ano foi reeleito à presidência da Associação Brasileira da Indústria e dos Esportes com Pranchas (ABIEP). O candidato a deputado federal, acredita que o Estado não consegue combater o tráfico, é acredita no óleo extraído da maconha como tratamento medicinal.

 

Renata Peron (PSOL)

Foto: Por Neto Lucon

Assistente Social, militante, cantora, trans, e agora candidata a deputada federal pelo Psol. Sua campanha defende a representatividade LGBTQI+,  ”TRANSformação do Congresso Nacional”. A militante defende a liberdade nas artes e a luta para enfrentar o avanço do conservadorismo que hoje se encontra muito presente nas artes. A candidata promete apresentar projetos de lei para fortalecer as diferentes formas de expressões culturais, incentivando a arte de rua.

 

Orlando Silva ( PCDOB)

Foto: Reprodução

Formado em Direito pela Universidade Católica de Salvador, o candidato a deputado federal é ex ministro do esporte e foi o primeiro candidato negro a ocupar a presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em sua campanha, Orlando luta por um futuro socialista e por mais negros e jovens na política. Uma de suas propostas é o passe livre para estudantes em todo o estado.

 

Ivan Valente (PSOL)

Foto: PSOL São Paulo

Engenheiro e professor, foi presidente nacional do PSOL. O candidato a deputado federal tem 40 anos de vida pública, saiu na lista dos ” 100 parlamentares mais influentes do Congresso pela DIAP”. Ivan, enfrentou a bancada ruralista contra a PL do Veneno.  Na ditadura militar foi obrigado a abandonar o cargo do Movimento de Emancipação do Proletariado (MEP), foi perseguido, preso, torturado e condenado pelo regime militar. O candidato a deputado federal é a favor da legalização das drogas.

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