'Bridgerton' vai além do esperado e dos clichês - leia a crítica
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‘Bridgerton’ vai além do esperado e dos clichês – leia a crítica

‘Bridgerton’ vai além do esperado e dos clichês – leia a crítica

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Amor, intriga e debates marcam a série Bridgerton positivamente e agradam fãs  

A mais nova aposta da Netflix em colaboração com a produtora Shondaland já é o sucesso do streaming e não tem como negar o fato após o recorde de série mais assistida da plataforma, com até então 82 milhões de lares, sendo que estimavam 62 milhões no primeiro mês, desbancando a série The Witcher. Além disso, mantém-se no TOP 10 do Brasil por semanas desde o seu lançamento, em 25 de dezembro de 2020.

A série se baseia nos livros best-sellers da autora norte-americana Julia Quinn, e são amados e adorados em todo mundo – com fãs fiéis que esperavam ansiosamente esse lançamento desde o anúncio que a produção seria real.

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Cena de Bridgerton. | Foto: Reprodução.

Bridgerton vai além do esperado e dos clichês – leia a crítica

Bridgerton conta a história de uma família inglesa no século 19, que tem 8 filhos e uma mãe que quer que todos sejam apaixonados e felizes em suas respectivas uniões, assim como ela teve com o falecido marido Edmund. Sabemos que não era comum casamentos por amor neste século, pois uniões eram principalmente para ascensão social e até um contrato quase político entre os cônjuges. Mas a série representa que o amor pode ser encontrado das formas mais diversas e da forma mais leve. 

Nessa primeira temporada, temos o protagonismo de Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor), a irmã mais velha da família e Simon Basset, Duque de Hastings que não pretende se casar. Esse casal nos mostra que o amor é algo para se plantar e colher aos poucos, e que nem tudo se resume a flores para sempre. O tal felizes para sempre tem suas ressalvas, o que torna esse relacionamento mais palpável e real aos olhos do público, afinal, a vida não é sempre um conto de fadas da Disney.

Elenco, produção e figurino

O elenco foi uma surpresa abraçada por todos, ao ver que atores negros fariam parte desse universo. Não era esperado nada diferente da produtora Shonda Rimes, que é uma mulher preta e com séries de sucesso no currículo que sempre frisaram a importância da diversidade em produções de Hollywood, e o roteiro fez questão de mostrar igualdade da melhor maneira possível. Sem dúvidas, o ator Regé-Jean Page seria o Duque mais adequado.

Figurinos impecáveis fazem parte do mais novo sucesso do streaming. As buscas por corsets explodiram, ademais, também aumentou a procura por tiaras de pérolas. A sensualidade é bem presente na trama e pode agradar quem procura por essa característica, mas esse não é o foco e temos outros tramas que seguram e contextualizam essas cenas.

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A nova série da Netflix conquistou o público rapidamente. | Foto: Reprodução.

A trilha sonora é um show à parte, onde vemos músicas contemporâneas tocadas de formas instrumentais, podemos ver na produção Bad Guy, da Billie Eilish, e Wildest Dreams, da Taylor Swift. 

Outros pontos positivos da nova série

Bridgerton é uma ótima recomendação para os fãs de Jane Austen e para os apaixonados pelo século 19, com seus lindos vestidos e histórias de deixar o coração quentinho, e que vão além da caixinha de clichês românticos e debatem o machismo e o papel da mulher na sociedade, como vemos a personagem Eloise Bridgerton (Claudia Jesse) ser à frente do seu tempo e questionar muitas vezes porque ela não poderia estudar e ser livre. Também temos questões LGBTQI+, que normalmente são ignoradas em obras que retratam essa época.

Bem, é quase impossível não se apaixonar por essa produção. Saber que a série já foi renovada foi um alívio para os fãs que já estavam clamando por uma segunda temporada desde o dia do lançamento. Em breve, teremos mais dessa família tão incrível para maratonar.

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Por Natasha Carpi – Fala! Anhembi

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