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Modelo abre o jogo sobre ‘Book Azul’, o ‘Book Rosa’ da moda masculina

Modelo abre o jogo sobre ‘Book Azul’, o ‘Book Rosa’ da moda masculina


O glamour do mundo fashion, assim como as luzes e flashes sobre a passarela, quase nos ocultam de um lado sombrio e infelizmente real do mundo da moda, que também poucos profissionais do meio tem coragem de falar sobre, que é o ‘book azul’.

Tempos atrás, a novela ‘Verdades Secretas’ da Rede Globo levantou e expôs a polêmica do ‘book rosa’, que é a apresentação feita por agências de modelos com intuito de exploração sexual, como um catálogo de belas mulheres para clientes dispostos a pagar. No entanto o ‘book azul’, que consiste em agenciar homens jovens e de boa aparência para se tornarem acompanhantes, também é uma triste realidade dos bastidores da fama e que agora tem sido exposta por profissionais do mundo da moda que resolveram quebrar o silêncio para alertar sobre essa triste realidade aos que aspiram ingressar neste mercado.

O modelo Eduardo Rodrigues é um destes jovens que ingressaram no mercado da moda com esperança de se tornarem reconhecidos por seu trabalho, mas que se depararam com essa triste realidade. Recusando-se a participar do chamado ‘book azul’, Eduardo pensou em abandonar tudo e deixou São Paulo de volta para sua cidade, Divinópolis, em Minas Gerais: “São Paulo era pra mim a cidade aonde tudo acontecia e por isso eu fui para lá, em busca de um sonho e com o objetivo de me consolidar como modelo. Porem tive uma grande decepção com a agência e com o mercado, pois eu não estava lá para fazer ‘book azul’ e sim para trabalhar a sério como modelo. Nunca aceitei me prostituir por dinheiro nenhum do mundo, e por isso voltei para minha cidade”, revela.

O modelo Eduardo Rodrigues (Foto: Reprodução)

O modelo conta que morou por um ano em São Paulo em busca de seu sonho, mas que algumas agências, quando percebiam que ele vem do interior, tentavam oferecê-lo como acompanhante para clientes dispostos a pagar para ter uma noite com ele, como o falso argumento de que era assim que as coisas funcionavam na cidade grande: “achei aquilo um absurdo. Acontecia que a cada vez que eu negava participar disso me deixavam um tempo mais na ‘geladeira’, sem trabalho. Sou muito ético e infelizmente ter que admitir que existe o ‘book azul’ fez meu mundo cair”.

No entanto a carreira do modelo estaria longe de acabar. Hoje Eduardo é um influenciador digital em sua região e afirma que os trabalhos vão muito bem: “quando eu voltei para minha cidade quis me dedicar a terminar os estudos na faculdade de educação física, me focar na área de saúde e fitness e até mesmo deixar de lado o mundo da moda, devido a tudo que aconteceu em São Paulo. No entanto, surpreendentemente, assim que eu cheguei a Divinópolis comecei a ser procurado por empresas para fazer trabalhos como modelo, desfiles, ensaios fotográficos e tive reconhecimento muito grande também nas redes sociais, especialmente no Instagram. Me tornei um influencer aqui na região. Desde então tenho trabalhado com ambas as coisas, moda e fitness, e tem sido muito bom”. 

Eduardo Rodrigues gosta de cuidar do corpo e se dedica ao fitness (Foto: Reprodução / Instagram)

Oprimido por sua antiga agência, o modelo aponta que ao voltar para sua cidade saiu debaixo de uma ‘ditadura’ que lhe era imposta e passou a ter liberdade para ser ele mesmo: “Eu viva em uma ditadura da moda. A agência mandava no meu corte de cabelo, no formato e corte da minha barba e dizia que tínhamos que ser mais magros. Hoje eu posso usar o meu cabelo como me agrada, malhar e ter um corpo com mais músculos, manifestar minha personalidade através da minha aparência e ainda assim atender às expectativas das empresas que me contratam para suas campanhas e desfiles”.

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Carnaval BH ??? #carnaval

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