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Berlim fora do script – viaje de maneira diferente

Berlim fora do script – viaje de maneira diferente

Por Alice Anhaia Mello – Fala!Cásper

A cidade que foi capital do país mais intelectualmente rico da Europa nos anos 30 continua sendo ponto de encontro mundial para a cultura e as mais variadas formas de expressão. Ao andar por Berlim é quase impossível não ter contato visual ou até mesmo dar de encontro com a arte: desde o grafitti mais elaborado e politicamente/socialmente crítico estampado na parede de um prédio antigo abandonado, até o berliner vestido inteiramente de tigre dentro do vagão de metrô em uma rotineira quarta-feira. Talvez por razões de tanta opressão, segregação e destruição vivenciadas na época do nazismo, o povo berlinense depois que sentiu o gostinho da liberdade não quis mais parar. Com isso, esse lugar rico em diversidade étnica, cultural, artística, gastronômica etc. nasceu.

Se você é uma pessoa que procura o pacote da clássica cidade europeia (castelos, monumentos históricos, arquitetura antiga), não recomendaria Berlim como destino. A cidade que foi alvo principal de bombardeios na Segunda Guerra Mundial teve muito prejuízo estrutural, o que criou uma paisagem muito misturada entre o velho e o novo, interessantíssima de se contemplar. Berlim, antes de ser a capital da Alemanha, é uma cidade internacional, que convida e acolhe as mais diferentes culturas ao redor do mundo.

Aqui vai um breve roteiro anti-turístico, uma compilação de points frequentados geralmente por berliners ou pessoas que preferem não seguir o padrão das repetitivas viagens planejadas pelas agências de turismo. Viva Berlim como um berliner!

Teufelsberg

Quando Berlim ainda era separada pelo muro, os Estados Unidos instalaram uma base militar de espionagem para captar sinais de rádio vindos da Alemanha Oriental. A guerra acabou, mas a estrutura do lugar continuou em desuso no topo de uma montanha localizada na maior floresta da cidade, Grunnewald. Há poucos anos artistas independentes transformaram o prédio abandonado em uma galeria de arte a céu aberto.

Para chegar lá, existe a possibilidade de pegar o metrô até a estação “Grunnewald”. Descendo da estação, você deve encontrar a entrada da floresta e então fazer uma trilha de aproximadamente 40 minutos. A entrada custa 8 euros.

Clubes e Techno

A música techno é muito influente em Berlim, assim como o funk no Brasil. Os berliners são adeptos dessa vertente musical há muito tempo, tornando algo cultural e passado por gerações. Sendo assim, se você deseja ter a experiência da cidade como um todo, recomendo muito conhecer alguns dos clubes mais tradicionais e secretos.

Alguns dos clubes são adeptos dos “dress codes” (vestes sugeridas/exigidas para determinadas festas) e são muito seletivos na hora de escolher quem vai entrar (independente de idade e ingresso). Muitas vezes ninguém consegue decifrar qual será o critério de seleção da noite. Pode ser que apenas não tenham ido com a sua cara, afinal, isso é Berlim.

Flohmarkt / Mauerpark

O Mauerpark é um parque onde você não irá encontrar muita natureza e tranquilidade, mas sim apresentações musicais, performances de mágica e artísticas (muitas vezes em inglês, pois como foi dito, Berlim é uma cidade internacional e adequou-se à isso). Domingo é o melhor dia para ir ao parque, muitas pessoas reúnem os amigos e fazem o famoso “grillen”, uma espécie de churrasco ao ar livre.

Em uma outra área do parque acontecem também os brechós/feirinhas de roupas e decorações, que são os Flohmarkt (ou na tradução para português “mercado de pulgas”).  Tudo vintage e antigo. Nesse mesmo local outras tendinhas vendem comidas das mais variadas, do árabe ao vegan.

O nome do parque se dá por causa do muro de Berlim. Ele era localizado na “faixa da morte”, a faixa de terra que ficava entre os dois muros, onde tinham obstáculos, torres de segurança e patrulhamento dos guardas alemães. Existe ainda um resto do Muro de Berlim, que fica na parte alta do parque onde muitos artistas fazem grafitti ao vivo.

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