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Resenha: Baseado em Fatos Reais

Resenha: Baseado em Fatos Reais

Por Daniel Benites – Fala!Cásper 

Em  Baseado em fatos reais, seu filme mais recente em cartaz, Roman Polanski busca retratar as dificuldades comuns de escritoras, bem como de artistas em geral. Após escrever uma autobiografia que rapidamente se torna um sucesso para os fãs, a escritora Delphine de Vigan se encontra em um período de bloqueio de criatividade, sem saber o que escrever, ao mesmo tempo em que é pressionada por amigos, familiares, admiradores e por ela mesma a produzir um best-seller ainda melhor que o último.

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Delphine é interpretada por Emmanuelle Seigner. Após um longo dia praticamente autografando exemplares de sua autobiografia, a escritora acaba conhecendo a misteriosa Elle, vivida por Eva Green (famosa por seu trabalho em Lar das Crianças Peculiares). No início, Elle é apenas mais uma admiradora para Delphine, mas as duas passam a se encontrar para conversar com frequência. Elle também é escritora, ainda que atue como ghost writer.

Como sua recente amiga Elle lhe sugere, e como a própria Delphine constata ao longo da obra, é necessário que ela se afaste um pouco de seus conhecidos e de sua rotina para conseguir descansar e conseguir inspiração para seu próximo livro, o qual Elle persiste em dizer que deve ser “baseado em fatos reais” e verídicos, deixando de lado a ficção a qual Delphine está acostumada. Desta forma, Delphine se isola em sua casa e posteriormente em uma residência no interior, sempre ao lado de Elle.

O modo como a ghost writer acompanha e persuade a protagonista ao longo da estória nunca deixa de surpreender os espectadores, que permanecem em frequentes dúvidas a respeito das reais intenções de Elle, devido às suas maneiras suspeitas e misteriosas.

Aos poucos, Delphine percebe que os “fatos reais” sobre os quais ela deve escrever remetem à vida de Elle, que com a amizade acaba se aproximando e compartilhando vários detalhes de sua vida.

Trata-se de um filme de suspense psicológico. Muitas vezes os espectadores são tomados por dúvidas acerca das atitudes das duas protagonistas, levando-lhes a criar diversas expectativas sobre o rumo do enredo. Por vezes a fotografia escura, muito presente no longa, pode deixar a experiência de apreciação da obra um pouco cansativa, algo que é suprimido quando o suspense se torna mais evidente.

Apesar do ritmo um tanto lento na primeira metade do filme, Polanski consegue construir um clima de mistério e tensão capaz de cativar os espectadores. Ainda que seja previsível, o final da obra é realizado de modo inteligente e remete a plateia a diversas reflexões.

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