Banda Lagum fala sobre evolução pessoal e sonora e planos futuros
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Banda Lagum fala sobre evolução pessoal e sonora e planos futuros

Banda Lagum fala sobre evolução pessoal e sonora e planos futuros

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Em entrevista, os integrantes da banda pop mineira falam sobre relação com a música, processo criativo e da saudade dos palcos

Banda Lagum
Banda Lagum. | Foto: Alessa Semião.

Criada em 2014 no estado de Minas Gerais, a Banda Lagum é formada por Pedro Calais (vocal), Otávio Cardoso (guitarra), Chicão (baixo) e Tio Wilson (bateria). O primeiro álbum, Seja o que eu quiser, foi lançado em 2016 e foi, em 2018, com a música Deixa, que conta com participação da cantora Ana Gabriela, que a Lagum alcançou as paradas das rádio e das plataformas de streaming.

Com uma sonoridade pop que carrega uma grande influência do reggae, eletrônica e MPB, a Lagum faz uma mistura de ritmos para chegar no seu som, que é acompanhado de letras que tratam desde questionamentos sobre o futuro até amores e desamores. 

A Lagum lançou o álbum Coisas de Geração, em 2019, e está com um novo projeto engatilhado para lançamento. Em entrevista, os integrantes falam sobre música, futuro da banda e lições da vida. Você acompanha a entrevista na íntegra a seguir:

Entrevista com banda Lagum

Qual é a primeira memória que vocês têm com a música?

Otávio/Zani: A primeira memória que tenho com a música já faz um tempinho. Entre 4 e 5 anos, dividia quarto com meu irmão, onde tínhamos uma vitrola e apenas 2 LP’s, um de ciranda para crianças e um compilado do Raul Seixas. Logo, já aprendi a colocar a vitrola para tocar e me divertia ouvindo e pulando na cama.

Na gravação de Eu Admito, vocês usaram o obturador da câmera como parte da melodia, como funciona o processo criativo da banda e como vocês têm essa ideias de experimentações na música?

Otávio/Zani: Normalmente, o processo de criação começa com uma composição do Pedro. Juntos, no estúdio, discutimos o que queremos no momento, o que seria bom pra banda, mapeamos e definimos as referências e as pegadas que desejamos. Durante o processo de gravação, temos uma liberdade muito grande entre os instrumentos, todo mundo opina sobre a gravação de cada instrumento, sobre como deve ser a bateria, o baixo, as guitarras ou os teclados.

A partir do momento em que a música começa a tomar forma, nos atentamos aos detalhes, à dinâmica e ao que pode ser acrescentado. Quanto a música Eu Admito, estávamos em uma época de experimentar novas sonoridades, que, no caso, eram os beats. Como todo mundo já usava samples, pensamos, ainda na pré-produção, em montar uma bateria não convencional e surgiram essas ideias de fazer o bumbo com uma mala grande, fazer um clap com obturador da câmera e por aí vai.

Qual a diferença no pessoal e no profissional de vocês desde o Seja o que eu quiser até o Coisas de Geração?

Pedro: A Lagum vem amadurecendo junto com a gente. Além da música que não para de evoluir, de lá pra cá, a banda ganhou uma estrutura mais bem preparada como empresa, a equipe cresceu, os shows ficaram maiores e mais produzidos, temos uma gravadora, o público cresceu, enfim… o que antes era feito unicamente por nós 5 para um pequeno público, hoje, tem proporções maiores. Isso tudo reflete nas nossas vidas pessoais em forma de responsabilidades e de sonhos maiores. Antes, tínhamos outros trabalhos, alguns estudavam e, agora, estamos unicamente pela banda. Lembro de ser escolhido nos grupos da escola por ser “criativo” e é engraçado ver minha vida se estruturando nisso. Antes eu fazia só pra me divertir e, hoje, criar é o meu trabalho.

Vocês lançaram recentemente os singles Hoje eu quero me perder e Será, e eles fazem parte do novo álbum. O que vocês podem adiantar para a gente desse novo trabalho, já tem data para sair?

Pedro: A gente está muito orgulhoso desse novo trabalho. São as melhores músicas que já fizemos até hoje, pelo menos para nós (risos), e está sendo muito divertido trabalhar no conceito desta próxima fase. Podemos adiantar que teremos participações muito maneiras e clipes incríveis.  Estamos lançando alguns singles e a data de lançamento do álbum completo depende muito de quando poderemos voltar a fazer shows. Queremos lançar o álbum e poder sair para fazer uma tour. Tocar ao vivo para os fãs é uma das partes mais importantes para a gente.

Qual a parte que vocês mais gostam em fazer um disco?

Jorge: Criar um disco é um conjunto de vários processos, desde o momento que o Pedro, geralmente, apresenta a ideia inicial na voz e violão ou num beat, depois para a banda criar a pré-produção em estúdio, para então finalmente entrarmos num estúdio para gravar com um produtor. Cada parte tem a sua importância e as suas “cores”. Particularmente, gosto bastante da última, pois geralmente é a fase que concentramos toda a nossa energia e foco para transformar em música, um registro concreto, de ideias e criatividade.

Por exemplo, costumamos gravar no estúdio do Jota Quest em BH, o Minério de Ferro. Então, quando estamos no processo de gravação com algum produtor, ficamos dias imersos naquele universo, de chegar lá na parte da manhã, almoçar a deliciosa comida do Seu Eli, gravar durante o dia todo, ter ideias, sair na varanda para tomar um chá, e repetir esse loop até de noite. Ou seja, a nossa vida e o nosso foco naquele momento fica todo voltado para esse processo que é bastante prazeroso e gratificante.

Recentemente vocês fizeram um feat com a IZA no single Será, como que rolou essa parceria? 

Tio Wilson: Em algumas entrevistas, era comum responder que tínhamos interesse em fazer um feat com a Iza. Fizemos o convite para participação no festival Sarará. Foi um dia marcante dividir o palco e conhecer a pessoa incrível que ela é. Pudemos demonstrar nosso interesse e ela aceitou o nosso convite para o feat. Iniciamos uma parceria da qual temos muito orgulho! Acreditamos na força do lançamento de Será e somos gratos pela confiança.

Se fosse para escolher qualquer artista agora para fazer uma colaboração, quem vocês escolheriam?

Chicão: A banda Jovem Dionísio, uma galera do Sul que vem com uma proposta sólida e músicas muito maneiras. Conhecemos eles em uma das primeiras vezes que fomos ao sul e, desde o início, além de fazer um som massa, foram muito legais como pessoas!

Qual a maior lição da estrada?

Jorge: Saber desenvolver um bom relacionamento com quem está em volta. A vida de estrada faz a gente passar por todo tipo de momento, bons/ruins, difíceis/fáceis, e saber conviver nessa jornada entre nós, com nossa equipe, e com nossos fãs, que são o motivo de estarmos ali, é essencial. Muitas vezes, passamos mais tempo ali com essas pessoas do que em casa, então precisamos criar um ambiente saudável que respeite cada um, e que, ao mesmo tempo, fortaleça o grupo para a gente conviver em harmonia e desempenhar em alto nível as demandas profissionais.

O que vocês andam escutando agora?

Tio Wilson: Apesar do gosto pessoal de cada integrante, temos várias bandas que todos curtimos como: Charlie Brown Jr., Sticky Fingers, Supercombo, Red Hot Chilli Peppers, Twenty One Pilots e outras.

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Por Daniela de Jesus – Fala! Anhembi

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