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As 7 obras mais No-Sense da 32ª Bienal de São Paulo

As 7 obras mais No-Sense da 32ª Bienal de São Paulo

Com o tema Incerteza Viva, a 32a Bienal de São Paulo fez jus ao nome e apresenta algumas obras bizarras.

Como de praxe em qualquer exposição de arte, a Bienal deste ano trouxe reflexões importantíssimas sobre o meio ambiente, os estereótipos da sociedade ou a alienação em que a tecnologia nos coloca.

Porém, por mais que a exposição esteja completamente boa, com críticas pontuais e reflexões inteligentes, ainda é possível encontrar aquelas obras malditas que nos fazem parar e pensar: poxa, não entendi porcaria nenhuma.

Então, a gente separou uma lista com as 7 obras mais No-Sense da Bienal, que por mais que pareçam totalmente sem sentido, no fundo escondem um grande conceito. Confira:

01. Do Pó ao Pó – José Bento

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Foto: Laura Jabur.

 

É complicado. Você olha pra essas caixinhas de fósforo, mas não vê nada de mais. Daí você tenta achar algum detalhe que pode matar a charada, mas não encontra nada que fuja do senso comum.

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Foto: Laura Jabur.

 

Descrição da obra: “… A obra inédita Do Pó ao Pó (2016), por sua vez, é composta de caixinhas de fósforos expostas sobre estruturas de bancas de camelô com pés retráteis. Os conjuntos são esculpidos em madeiras de biomas brasileiros, como braúna, cedro, pau-brasil, o que inclui cada palito de fósforo contido nas caixas. O título, ao evocar a presença do fogo, propõe refletir sobre a relação que há entre o tempo e a matéria que constitui inícios e fins”.

02. Ebony G. Patterson

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Foto: Laura Jabur.

 

Essa artista está com um bloco bem chamativo na Bienal. Coberto por cores fortes, com muito rosa e roxo, as suas obras nos trazem o pensamento de que alguma coisa brega está invadindo a exposição, e a princípio a gente não faz ideia do que aquilo representa.

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Foto: Laura Jabur.

 

Descrição das obras: “… O conjunto de painéis apresentado na 32a Bienal é uma tentativa de traçar paralelos entre os contextos socioculturais do Brasil e da Jamaica. Reagindo aos altos índices de assassinato de crianças e jovens negros nos dois países, Patterson retrata uma infância que é potencia de criação e transformação, e que, ao mesmo tempo, padece diante de sistemas excludentes e violentos”.

03. Susan Jacobs

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Foto: Laura Jabur.

 

Essa é aquelas que você nem tenta descobrir do que se trata. Um relevo de terra com telas que reproduzem vídeos de gosma de lula. O que você pensa quando vê um negócio desse?

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Foto: Laura Jabur.

 

Descrição da obra: “… A artista mostra que as relações entre espécies, sistemas e gestos são capazes de nos fazer reconhecer vida em formas consideradas mortas, desarticulando certezas fundamentais. Observá-los e entende-los como parte de um todo é algo que desafia nossas noções acerca do que vemos, percebemos e sentimos”.

04. Naufus Ramírez-Figueroa

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Foto: Laura Jabur.

 

Este artista retratou manequins bizarríssimos que pareciam estar esquartejados. Ou simplesmente pela metade, por que não deu tempo de terminar até o dia da exposição.

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Foto: Laura Jabur.

 

Descrição da obra: “… Para a 32a Bienal, Ramírez–Figueroa retoma a peça Corazón del Espantaparajós [Coração do Espantalho], escrita em 1962 pelo dramaturgo       guatemalteco Hugo Carrilo. A partir de um novo roteiro – inspirado no texto original e produzido pelo escritor também guatemalteco Wingston González – e em parceria com artesãos e figurinistas, Ramírez Figueroa criou máscaras, vestuários e adereços com base nos elementos originais da obra: uma oligarca, um ditador, um soldado, um cardeal e um espantalho. Ao longo da exposição, atores reencenam, com esses objetos, trechos da peça no pavilhão e no parque Ibirapuera. Com o projeto, o artista retoma não apenas a memória sobre a censura na Guatemala, mas o conteúdo da peça, vital para a história do teatro e da resistência política de esquerda exercida pelos artistas de seu país”.

05. Sucu Mate – Born Dead [nascido morto] – Luke Willis Thompson

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Foto: Laura Jabur.

 

São 8 túmulos no chão da Bienal, sem escrituras ou símbolos de qualquer falecido que essa terra já teve. Daí fica a critério da sua imaginação mesmo, que tem que ser muito boa nessas horas.

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Foto: Laura Jabur.

 

Descrição da obra: “… É o resultado de um longo processo de pesquisa sobre o antiga cemitério público de Balawa, um cemitério com um histórico de escravidão nas Ilhas Fiji, no Pacífico. Luke Willis Thompson pleiteou os direitos de custodia de uma pequena seleção de lápides dentro de uma área do cemitério segregada racialmente. Em 2015, ele recebeu a aprovação oficial das instituições governamentais de Fiji para escavar materiais anônimos da seção de trabalhadores – ela mesma uma antiga plantação de cana de açúcar. As lápides de concreto puderem ser transportadas para fora do país de Fiji por um período de 24 meses, para serem exibidas como objetos de arte, e são apresentadas aqui depois de serem mostradas em Auckland e Brisbane. O trabalho é, nesse sentido, um cemitério móvel, que questiona como as vidas humanas e corpos mortos são inscritos na ordem de poder. O projeto continuará com a repatriação das lápides para Fiji e sua reinstalação no mesmo terreno de onde foram retiradas.”

06. Cristiano Lenhardt

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Foto: Laura Jabur.

 

Aqui são simples mandiocas, ou o que quer que seja, com as raízes para fora se exibindo para o público. E é isso.

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Foto: Laura Jabur.

 

Descrição da obra: “… Cristiano Lenhardt constrói um mundo bicho. Bicho porque investe no rudimentar, simples e pobre, à revelia de uma ideia de erudição que, para a civilização branca ocidental, costuma depender da riqueza. Bicho porque é mantido em situação selvagem, deseducado, alheio aos hábitos estéticos, de poder e classe. Nos refugos de uma Brasil tomado por monoculturas e ciclos de exploração, esse lugar inventado, meio real, meio imaginário, acumula uma energia vital de criação que sobrevive e é capaz de transgredir por pura delicadeza, e não pelo conflito.

07. Park McArthur

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Foto: Laura Jabur.

 

Essa aqui é tão bisonha e sem noção, que o público até confundia com um cesto de lixo.

Descrição da obra: “… Para a 32a Bienal, McArthur desenvolveu Sometimes You’re Both [Às vezes você é ambxs], que consiste em colunas de aço distribuídas pelo pavilhão e pelo parque Ibirapuera, e que contém itens que intermediam o contato e as relações íntimas – luvas cirúrgicas estéreis e protetores de dedo. Com diferentes profundidades, as colunas regulam o acesso de acordo com as condições físicas do visitante. Os materiais contidos na instalação ficam à disposição do público e não são repostos. Ao final, restará apenas a estrutura que os comporta, como um totem passível de usos espontâneos”.

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Foto: Laura Jabur.

 

E assim foi a nossa lista com as 7 obras mais sem noção da Bienal de Arte Moderna de São Paulo.

A exposição fica até o dia 11 de dezembro, no parque Ibirapuera (Pavilhão Ciccillo Matarazzo).

Clique AQUI e saiba mais informações sobre a exposição.

 

Por: Marcelo Gasperin e Laura Jabur – Fala! Universidades

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