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Musa do carnaval paulistano faz ensaio fotográfico na rua e expõe sua opinião sobre o carnaval e o empoderamento feminino

Renata Ayalla já ganhou títulos como Musa do Samba Paulistano 2013, Rainha de Bateria da escola de samba Unidos de São Miguel em 2014, e também como Rainha do Ziriguidum do Carnaval Brasileiro em 2015.

Este ano, Renata desfilou pela Escola de Samba Torcida Jovem, e também chamou a atenção de quem passava pela avenida paulista na semana que antecedeu o carnaval deste ano.

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Foto: RSouza / Paulo Souza.

 

Enquanto o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) fazia seu protesto, a modelo se posicionava na avenida e aproveitava a via que estava bloqueada para fazer o ensaio.

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Foto: RSouza / Paulo Souza.

 

As fotos de Renata nos remete ao que está acontecendo na cidade de São Paulo – o carnaval de rua se expandindo cada vez mais e as mulheres sendo as protagonistas da festa.

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Foto: RSouza / Paulo Souza.

 

Fala!: Por que você acha que o carnaval de rua de São Paulo evoluiu tanto de uns anos pra cá? Você já desfilou em algum bloquinho?

Renata: O carnaval de rua inclui. É de livre acesso, e é a festividade que chega mais próximo do ideal da festa ‘popular’.

Os blocos vêm se aprimorando e a cada ano organizando um desfile melhor, por isso o carnaval de rua tende a crescer a cada ano. Os blocos estão se juntando a algumas entidades que proporcionam isso com planejamento.

E sobre a minha participação nos bloquinhos eu posso dizer que faltou oportunidade, mas quem sabe posso desfilar no próximo carnaval!

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Foto: RSouza / Paulo Souza.

 

Fala!: Como foi a experiência de desfilar como musa na Escola de Samba Torcida Jovem neste ano?

Renata: Esse foi o meu terceiro desfile no carnaval da cidade de São Paulo. A experiência é única, por estar mais um ano representando o samba e a maior festa popular brasileira. Como musa, meu dever foi cumprido com muita alegria e samba no pé.

Musa do Carnaval - Renatta Ayalla na Torcida Jovem
Renatta Ayalla na Torcida Jovem.

 

Fala!: Com toda a sua experiência de carnaval, você acha que a mulher está sofrendo menos assédio nos dias de hoje?

Renata: O assédio que a mulher sofria há 10 anos ela ainda sofre hoje. Isso porque o machismo e a objetificação é algo passado de pai para filho, como herança cultural.

No carnaval é pior. Passistas são estereotipadas e erotizadas por causa dos figurinos e características que compõe a ‘personagem passista’.

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Foto: RSouza / Paulo Souza.

 

Fala!: E como é para uma mulher fazer um ensaio fotográfico na rua?

Renata: Arrisquei a fazer o ensaio para me libertar da prisão que impuseram ao meu corpo. É maravilhoso fazer um trabalho artístico com seu corpo sem que ele seja erotizado ou objetificado.

O machismo prevalece, mas não podemos ser escravas dele. Eu tinha vontade de fazer algo voltado para o carnaval, mas sem apelo sexual, e conseguimos um resultado voltado para o artístico. Para mim foi libertador.

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Foto: RSouza / Paulo Souza.

 

 

 

Por: Marcelo Gasperin – Fala! Universidades

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