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DESCRIÇÃO

Quando amanhece a aurora e mais uma vez abrimos os olhos pro mundo, já não somos mais o mesmo.

A todo momento, pequenas ações nos moldam, nos esculpem e contribuem para que a nossa rotina se mantenha em equilíbrio: palavras escolhidas pelo inconsciente; os olhares expressivos ; as curvas das rugas de uma reação qualquer; a lentidão ou a rapidez de um toque; o suor temperado nas extremidades do corpo.

O aroma do vapor, que dança no ar e se encaixa nos espaços em branco; o som de uma nova voz, doce, tranquilizadora; o gosto agridoce que cega os olhos e estremece as veias. Situações do cotidiano que, se alteradas, rompidas, intensificadas ou diminuídas, geram uma angustiante e tóxica crise.

A TEMPESTADE

A crise da mudança é o que faz qualquer pequena ação passar de sombra, comum e discreta, para o reflexo em si, real e desafiador. A crise, irritante e autossustentável, sai do âmbito das sensações e se expande para quem está próximo de nós. Eles veem, eles sentem e eles opinam também. Começa com um reboliço no estômago, um fervilhar na garganta e um no pé da cabeça, um cuco veloz no crânio, uma coceira atrás da orelha, uma dor na ponta do dedo. A mudança é como uma tempestade, fenômeno o qual primeiro revira e embravece as águas salgadas, expele gota por gota (como lágrimas), para só depois, se abrandar e abrir um céu azul, claro e limpo.

Porém, enquanto devasta a mente espalha no sangue a dúvida, a angústia o incômodo real que se esconde envolto nos ossos e os aperta quanto agimos e reagimos. O desenrolar é duro. Mudar é difícil. A rotina é cômoda.

NÓS

Estamos sempre presos aos pequenos problemas, nós, que temos laços amarrados – ou até nós indesejados, que precisamos desvencilhar, e dessa forma, agimos estáticos, cristalizados. Porém, quando algo maior e impactante, como uma onda, nos atinge, o primeiro elemento a se romper é o delicado cristal que nos protege. Por ele temos que pisar, cortar os pés, para olhar para trás, para frente, e reorganizar os componentes da rotina e restabelecer o equilíbrio. Sozinhos não, com ajuda do mundo o qual pertencemos. Uma conversa de confiança, o apoio de um amigo, o abraço de um irmão, um beijo apaixonado, podem levar paz aos neurônios que estalam atrás dos olhos à procura de respostas.

DE DENTRO PARA FORA

A renovação acontece do interior para o exterior. Em uma analogia barata, quando se pensa no uno para o todo, as pessoas são o ar, os pensamentos e decisões são a pólvora e o questionamento, a faísca.

Como uma bala, o corpo é vítima e a mente quente resfria e esvazia para ser mais uma vez preenchida por novas ações, novas reações e novas mudanças.

O dia está lindo lá fora e o orvalho da manhã de hoje me inspira a dizer que sim, vai dar tudo certo. Hoje é dia de mudar.

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Foto: Isabella Mori

Por: Beatriz Issler – Fala!Cásper

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