Como é que a Gente Sobrevive? - Uma Crônica Sobre o Custo da Nossa Sobrevivência
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Como é que a Gente Sobrevive? – Uma Crônica Sobre o Custo da Nossa Sobrevivência

Como é que a Gente Sobrevive? – Uma Crônica Sobre o Custo da Nossa Sobrevivência

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No trabalho a gente se mata pra conseguir dinheiro, justamente para gastá-lo com tudo que a gente é obrigado a pagar. De segunda até sexta-feira a nossa rotina nos devora, e aí sobram dois dias pra gente recarregar a energia e voltar a trabalhar. Parece que todo dia da semana a gente trabalha pra pagar alguma coisa.

2a feira: Na hora de se alimentar a gente tem que pagar um absurdo na comida de boa qualidade, ou então ficar com os alimentos que têm preço mais em conta, o que é totalmente compreensível. O problema é que esses alimentos vão nos dar dor de barriga, infecção no estômago ou uma virose genérica.

3a feira: Depois de pegar a virose, a gente vai pro hospital. Existe a opção de enfrentar a fila do SUS ou a de ir num consultório particular.

A primeira te faz esperar 1 mês, e aí você já virou amigo íntimo do vírus que tem na sua barriga.

Já a segunda é pagar um doutor que fez medicina pra ficar rico, dentro de um consultório que na verdade é o escritório de uma empresa, com um crânio em cima da mesa (afinal, eles são muito mais inteligentes que o ser humano médio, eles foram aprovados em medicina!).

4a feira: Depois de gastar com comida e saúde, a gente se lembra do aluguel – que do ano passado pra cá sofreu um reajuste de 10%. Afinal, o mercado imobiliário também precisa se sustentar.

5a feira: Daí você precisa colocar na conta o lazer – uma televisão, por exemplo, que foi parcelada em 24x, e que na hora de ser quitada já vai estar ultrapassada demais, fazendo com que você compre outra em seguida, só que dessa vez parcelada em 48x.

6a feira: Não podemos nos esquecer dos impostos, que subiram um pouquinho de preço, pois ele sobe proporcionalmente com a corrupção dos nossos representantes.

Sábado: Você não precisa trabalhar, mas também não tem dinheiro pra sair e ter o privilégio de se divertir. O que resta é ler o jornal e ficar sabendo que o salário mínimo vai diminuir, em paralelo ao aumento na passagem do transporte público que você paga durante os dias da semana.

Domingo: finalmente o dia de ir na missa, agradecer a Deus pela vida que ele te deu, mas também de ter esperança e acreditar que tudo vai dar certo – mas você se lembra que precisa pagar o dízimo, até porque a sobrevivência custa caro demais, e pra garantir o seu lugar no céu é necessário abrir uma poupança.

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Por: Marcelo Gasperin – Fala! Universidades

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