Perda do olfato: saiba quais são os maiores riscos
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Perda do olfato e os riscos que ela pode causar

Perda do olfato e os riscos que ela pode causar

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A perda do olfato, também conhecida como anosmia, pode se tornar um grande problema no dia a dia das pessoas que enfrentam essa condição. Causada por diferentes motivos, a perda do olfato pode trazer uma série de riscos para o cotidiano e, em muitos casos, é necessário realizar um tratamento para solucionar essa questão. 

Confira o que pode causar a perda do olfato e os riscos que você corre com essa condição, além de algumas opções de tratamento para a anosmia. 

perda do olfato
O que causa a perda do olfato? | Foto: Freepik.

A perda do olfato

Tipos de perda do olfato

A perda olfativa pode surgir de três origens diferentes: 

  • Condutiva: Causada pelo impedimento da passagem de ar pelas vias aéreas, como em casos de doenças respiratórias. 
  • Neurossensorial: Surge quando há o comprometimento de células ou nervos sensoriais, que levam a informação do cheiro para o cérebro. 
  • Central: Acontece quando o cérebro não consegue processar as informações de cheiro por conta de uma lesão no sistema nervoso central. 

O que causa a perda do olfato?

Sinusite, rinite e outras doenças respiratórias  

Em casos de doenças respiratórias, como a rinite, a sinusite e a gripe, o ar não consegue passar pelo nariz, dessa forma, impedindo a chegada das partículas sensoriais e prejudicando a nossa capacidade olfativa. 

Doenças neurodegenerativas

Doenças neurodegenerativas, como o mal de Parkinson, Alzheimer e câncer, ocasionam lesões no cérebro, que podem inibir o sentido do olfato. Em muitos casos, a perda do olfato é um dos primeiros sintomas dessas doenças. 

Traumatismo craniano

Sofrer alguma pancada ou golpe na cabeça, como em um acidente, por exemplo, pode acabar atingindo alguma parte que integra o sistema olfativo. Nesse caso, não tem como recuperar o olfato, já que houve o rompimento de um nervo. 

Perda do olfato e Covid-19

A perda do olfato ganhou muito destaque no último ano, por ser um sintoma característico da Covid-19. Muitos estudos sobre essa condição trazida pela doença estão em andamento, e a maioria dos pacientes têm recuperação total do olfato após alguns meses. Apesar disso, ainda há muito para concluir a respeito dessa doença e das sequelas que ela pode deixar a longo prazo. 

Além disso, a variante Delta, que atualmente é a predominante em vários países e que preocupa autoridades da saúde, não tem entre seus principais sintomas a perda do olfato ou paladar, com sinais que mais se assemelham aos sintomas de uma gripe comum. Caso apresente esses sintomas, procure assistência médica e pratique o isolamento social. 

perda do olfato covid
Perda do olfato Covid. |  Foto: Freepik. 

Impactos e riscos da perda do olfato (H2)  

Quais os riscos da perda do olfato?

Acidentes domésticos

Quando a função do olfato está prejudicada, certos sinais importantes, como o cheiro de gás ou de fumaça, podem passar despercebidos e ocasionar acidentes domésticos. Com essa condição, é preciso manter a atenção redobrada para a segurança doméstica. 

Ingerir alimentos estragados

Muitas vezes, o único sinal de que um alimento não está mais próprio para o consumo só pode ser percebido através do olfato. Nesses casos, uma pessoa pode acabar consumindo alimentos estragados e colocando a si mesma e a sua família em risco.  

Cuidados com a higiene pessoal

Com o olfato comprometido, fica mais difícil apurar quando o seu corpo está com odor, ou quando você precisa lavar determinadas peças de roupa. Isso pode atrapalhar interações sociais e também acarretar problemas de higiene pessoal. 

Cuidados com crianças e idosos

Além de não conseguir perceber os odores em si, também é difícil perceber possíveis odores nas outras pessoas. Quando existem pessoas dependentes de você, como no caso de crianças ou idosos, uma fralda a ser trocada, por exemplo, pode passar despercebida. 

Problemas para desempenhar certas profissões

A perda do olfato pode ocasionar problemas para algumas profissões. No caso de profissionais que trabalham na cozinha, por exemplo, o olfato é muito importante para a percepção, se um alimento já está pronto após ir para o forno. Além disso, como já citado anteriormente, é possível que alimentos estragados passem despercebidos. 

Consequências emocionais da perda do olfato

Existem consequências emocionais da perda do olfato? Sim, pode haver um impacto emocional relacionado à perda do olfato. Isso pode ser explicado pelo fato desse sentido estar muito atrelado à memória e às emoções de uma pessoa. A chamada memória olfativa é muito presente nas nossas vidas, podendo ser marcada pelo cheiro de alguém amado, de algo que remeta à infância, ou pelo cheiro do preparo de algum alimento. 

Isso pode ser explicado pelo nosso cérebro associar eventos passados da nossa vida a algum cheiro específico, fazendo com que determinados odores sejam muito marcantes para diferentes pessoas. A falta dessa memória pode acarretar muita tristeza e pesar, já que muitas pessoas têm uma conexão muito forte com os cheiros que ativam suas memórias afetivas, principalmente quando atrelada a pessoas amadas. 

saúde
Tratamentos para a perda do olfato. |  Foto: Unsplash.

Existe tratamento para perda do olfato?

Conheça a terapia de cheiro

A terapia de cheiro, também conhecida como treinamento olfativo, é uma das principais formas para a recuperação do olfato. É importante realizar esse tratamento com o acompanhamento de um profissional otorrinolaringologista, então procure clínicas que ofereçam a terapia de cheiro. 

A Otorrino Paulista é uma clínica de otorrinolaringologia localizada no coração de São Paulo, na Avenida Paulista. Contando com um atendimento humanizado, profissionais capacitados e uma estrutura modernizada, a Otorrino Paulista pode te ajudar. 

Como a terapia de cheiro funciona?

O protocolo da terapia de cheiro funciona da seguinte forma: 

Primeiro, escolhem-se quatro aromas e substâncias, e cabe ao paciente tentar identificar cada uma delas. Alguns exemplos de aromas podem ser: 

  • Limão;
  • Eucalipto;
  • Alecrim;
  • Essência de baunilha;
  • Café;
  • Lavanda.

Então, o paciente inala cada uma das substâncias, concentrando-se para tentar identificar cada uma delas. A inalação deve durar 10 segundos, com um intervalo de 15 segundos, entre cada uma. O ideal é fazer essa prática duas vezes ao dia, ao longo de alguns meses para a recuperação da perda do olfato. Com isso, a Otorrino Paulista pode auxiliá-lo no processo. Acesse o site e saiba mais!

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Por Malu Jansen – Fala! Cásper

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