Covid-19: exercícios para ajudar a combater a perda do olfato
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Covid-19: exercícios para ajudar a combater a perda do olfato

Covid-19: exercícios para ajudar a combater a perda do olfato

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O ano de 2020 ficou marcado pelo início da pandemia causada pelo novo coronavírus. A doença, desconhecida até então, já conta com mais de 16 milhões de casos confirmados e 454 mil mortes somente no Brasil. A Covid-19 afeta diferentes pessoas de diferentes formas. Entre os sintomas mais recorrentes estão: febre, tosse seca, cansaço, perda de olfato e paladar, falta de ar, dor de garganta, dor de cabeça. 

Além disso, existem os casos assintomáticos, em que as pessoas são infectadas, mas não sentem nada. Essa questão dos sintomas e também do grau de gravidade da doença variam de pessoa para pessoa. Um sintoma que é comum e que está sendo bastante falado neste período de pandemia é a perda do olfato. 

Antes de entender um pouco mais sobre a perda do olfato, é importante relembrar o que é o olfato e sua relevância para o ser humano. 

perda do olfato
Perda de olfato é uma das consequências da Covid. | Foto: Freepik.

O que é olfato?

O olfato é um dos cinco sentidos básicos – olfato, paladar, tato, visão e audição – e refere-se à capacidade dos seres de captar odores do ambiente. No homem, o principal órgão responsável por realizar essa função é o nariz.

Na maioria das situações, como já estamos acostumados a sentir os diferentes aromas ao nosso redor, não damos tanto valor para isso. Porém, é interessante entender que o olfato influencia nos outros sentidos e a sua perda provoca certa agonia. Imagina ficar 24 horas sem sentir o cheiro de nada? Você não sentirá o cheiro marcante do café pela manhã, o da pasta no momento de escovar os dentes ou até mesmo do shampoo ou sabonete durante o banho. 

Além da ausência desses cheiros que já fazem parte do dia a dia das pessoas, a perda do olfato também implica na mudança do nosso paladar. Pois os sentidos do olfato e do paladar agem juntos para identificar melhor o gosto dos alimentos. Através de estímulos das células olfativas notamos o sabor das comidas. Um exemplo clássico que comprova essa ideia é quando estamos com o nariz entupido, o sabor dos alimentos é alterado. 

Covid e a perda do olfato

Outra situação que provoca a perda do olfato é a covid. Diagnosticado como um dos sintomas características da contaminação pelo novo coronavírus, a perda desse sentido ocorre de forma abrupta e intensa. 

Estudo

Segundo uma pesquisa divulgada no Journal of Internal Medicine, cerca de 86% dos pacientes que tiveram covid-19 na forma leve apresentaram perda de olfato. De acordo com a pesquisa, os casos de covid considerados leves são aqueles em que não houve evidência de pneumonia viral ou perda de oxigênio ou ainda se o paciente pode se recuperar em sua casa. 

Esse impacto gera não somente sumiço total ou parcial da capacidade olfativa, mas também dificuldade em distinguir corretamente os odores, levando as pessoas a sentir cheiros inexistentes ou confundi-los. Ou seja, dentro desse problema, há diferentes tipos de alteração do olfato que recebem nomes específicos. Confira.

  • Anosmia: ausência completa do olfato. Pode ser um problema adquirido ao longo da vida ou congênito, quando a pessoa já nasce sem esse sentido;
  • Hiposmia: olfato reduzido;
  • Parosmia: olfato distorcido.

Assim como a maioria dos sintomas da covid e também de outras doenças, a perda do olfato costuma se resolver logo após o paciente se curar. Entretanto, o que a ciência já percebeu é que parte dos infectados por esse vírus permanece por um período maior, até meses, por exemplo, sem esse sentido. De acordo com o estudo mencionado anteriormente, os pacientes recuperam o olfato, em média, após 18 a 21 dias. Porém, cerca de 5% das pessoas não o recuperaram em 6 meses. 

Com o objetivo de combater essa sequela, já existem técnicas e protocolos mundiais utilizados por otorrinolaringologistas em qualquer caso. Além disso, são executados uma série de exercícios, uma espécie de fisioterapia, que ajudam a combater a perda do olfato. 

Um dos protocolos seguidos inicia-se aplicando um teste da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, baseado em quatro cartelas com 40 odores diferentes.

Através dessa cartela, é possível identificar o cheiro que foi perdido e acompanhar a evolução do paciente. Caso o problema persista, é indicado realizar o treinamento olfativo, que consiste em um conjunto de técnicas demonstradas e comprovadas em estudos científicos como sendo benéfico para aqueles que perderam o olfato depois de um vírus ou lesão. 

Treinamento após perda do olfato

A reabilitação olfativa corresponde aos exercícios de inalação de diferentes odores, concentrando a mente nesses cheiros. O objetivo é fazer com que os nervos olfativos sejam estimulados através dessa técnica. 

Ingredientes

Para a realização dos exercícios, é necessário ter um kit com quatro frascos contendo tipos de óleos: rosa, limão, cravo e eucalipto. Apesar de optar por esses, outras substâncias podem ser usadas. Kits com quatro coisas disponíveis em sua própria casa também já foram recomendados por médicos, como por exemplo: café, sabão em pó, orégano ou chocolate picado.

Preparo

É interessante etiquetar os frascos com o nome de cada substância para facilitar a identificação e mantê-los fechados na geladeira. Além disso, é recomendado molhar pedaços de algodão com cada líquido ao invés de colocar o óleo diretamente no frasco. Dessa forma, conserva-se mais o odor e evita-se possíveis irritações na pele. 

Na prática

Quando for usar, abra o vidrinho e seguro-o perto do seu nariz. Inale suavemente por mais ou menos 20 segundos e, durante esse tempo, foque na atividade. Mantenha sua mente no que você está fazendo e no cheiro que está sentindo. 

Feche o frasco após os 20 segundos e respire algumas vezes ar puro. Logo após, vá para os próximos cheiros e faça da mesma maneira que fez com o primeiro. Inspire suavemente por 20 segundos o odor de dentro do frasco, feche-o, respire ar puro e assim sucessivamente. É recomendado repetir esse exercício pelo menos duas vezes ao dia. 

Sinais de melhora

A evolução do quadro das pessoas ocorre de forma gradativa e individual. Mesmo que você não sinta cheiro algum dos primeiros dias, continue com os exercícios. Especialistas já comprovaram que o treinamento é a melhor maneira de reparar sua perda olfativa. Os pacientes que fizeram esse treinamento se saíram melhor na identificação e distinção dos cheiros do que aqueles que não fizeram nada.

Otorrino Paulista

Se você está incluído no grupo de pessoas que apresentam perda do olfato, saiba que a clínica médica Otorrino Paulista está a sua disposição para esclarecer dúvidas ou realizar tratamentos. Todos os nossos otorrinolaringologistas estão aptos a te atender e auxiliar. 

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Por Maria Eduarda Vieira – Fala! UFF

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