Pandemia traz lições aos restaurantes: Como eles estão sendo afetados
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Pandemia traz lições aos restaurantes: Como eles estão sendo afetados

Pandemia traz lições aos restaurantes: Como eles estão sendo afetados

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Dono relata dificuldades e ensinamentos adquiridos durante a quarentena 

Ao refletir sobre o cenário pandêmico atual, é possível reparar que estabelecimentos como restaurantes foram muito afetados pelo isolamento social. Esse fato foi relatado por Luiz Guilherme Sapia Franco, de 39 anos, um dos donos do Chirashi ya., estabelecimento localizado na zona norte de São Paulo.

Inaugurado em meados de 2019, o Chirashi estava em um início promissor e acabou sofrendo com dificuldades em decorrência da quarentena, afinal, o tipo de negócio com que ele trabalha tinha como principal lucro pedidos presenciais, e não virtuais por aplicativos. 

restaurantes
Luiz Guilherme preparando o Chirashi. | Foto: Reprodução.

Devido à Covid-19, os donos foram obrigados a solucionar o problema causado a eles pelo isolamento mudando a mentalidade e buscando novas formas e saídas para os empecilhos.

Soluções de restaurantes na pandemia

Quando questionado sobre as soluções, Guilherme relatou: “Mudamos a forma de pensar e educamos nossos funcionários no aspecto de higiene pessoal, tanto dentro do restaurante quanto em suas próprias casas. Buscamos eles em casa, para que não sejam obrigados a utilizar o transporte público, e estabelecemos uma distância entre nós para que tenhamos menos contato possível! Ah, as luvas e máscaras se tornaram essenciais 100% do tempo entre nós e no balcão da rua onde entregamos para o delivery e drive-thru”.

Em relação às dificuldades enfrentadas, Luiz conta que se relacionam com a falta de comprometimento do governo. Ele cita, também, os bancos e a forma que estão tratando:

A maior dificuldade que encontramos foi a perda do faturamento do salão, o fechamento do comércio e a adaptação à nova forma de trabalho. A verdade é que esperávamos alguma ajuda do governo, mas eles estão ‘mais perdidos que cego em tiroteio’. Tentamos também a ajuda dos bancos, mas é impossível, pois querem seus bens como garantia em troca da dívida que, na maioria dos casos, é impagável. Estamos nos readaptando e encontramos um ‘caminho’ sólido para o futuro, o delivery!

A alternativa mais viável encontrada por ele foi o foco total nos aplicativos de entrega. Quando questionado sobre a diminuição do número de pedidos e se o feedback positivo de antes continuou o mesmo, ele explica: “Pode-se dizer que o início foi complicado, mas, com o passar do tempo, a quantidade de pedidos voltou à normalidade e conseguimos manter o padrão de atendimento e avaliações de antes da pandemia. Somos jovens no mercado ainda e, com o aumento do uso dos aplicativos, muitos clientes novos estão surgindo! Sendo assim, devemos tomar o dobro de cuidado para não ‘azedar’ o processo de expansão que programamos para 2021 e seguir com a onda de boas avaliações. Nosso foco é trazer o melhor para o cliente, seja no takeaway delivery ou no presencial, assim que possível”.

Por se tratar de uma nova forma de trabalho, Luiz relata um pouco da sua percepção sobre os entregadores e sua experiência com eles: “Claramente, o padrão dos motoboys aumentou. Isso aconteceu porque várias pessoas, como engenheiros, advogados, arquitetos, etc., colocaram a mochila nas costas e entraram para esse mundo das entregas. Então, com a transferência de classe no trabalho, o nível melhorou. Além disso, buscamos tratar problemas corriqueiros de higiene ensinando àqueles que, talvez, não tiveram acesso a essas informações”.

Por fim, ele conta sobre as lições obtidas tanto para seu restaurante quanto para sua vida:

A maior lição disso tudo, no meu negócio, foi aprender a enxugar o que já estava enxuto, trabalhar dobrado e perceber que é possível fazer e solucionar quando se tem vontade. Não é impossível vencer desafios, seja a pandemia, o governo ou as burocracias desnecessárias.

Em relação à minha vida, os aprendizados foram diversos. Com tudo isso, acredito que todos conseguimos perceber quem realmente está do nosso lado! Além disso, percebemos que os beijos, abraços, cheiros no cangote e encontros físicos são tão importantes quanto respirar. A saudade de amigos e família aumenta a cada dia e eu não imaginava que este sentimento poderia ser tão forte! Entretanto, tem um lado bom nisso tudo, a relação com a minha filha melhorou. Sinto que encontramos um caminho para estarmos cada vez mais próximos! No final, tudo é baseado no amor!

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Por Felipe Sapia – Fala! Cásper

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