Opinião: A influência da mídia na percepção dos corpos femininos
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Opinião: A influência da mídia na percepção dos corpos femininos

Opinião: A influência da mídia na percepção dos corpos femininos

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Quem, atualmente, não segue no Instagram ou em outra mídia alguma garota que vive de academias e procedimentos de beleza? De blogueiras com milhões de seguidores que vendem uma ideia de vida fit fácil e maravilhosa como Bella Falconi, ou até mesmo aquela amiga, com poucos seguidores, que adora postar fotos do que está comendo, usando, ou a clássica no espelho da academia com a legenda “o de hoje tá pago”. O fato é que as mídias sociais inflaram uma mudança radical na percepção da imagem corporal, principalmente, das mulheres. 

As mídias sociais impulsionam cada vez mais a venda de produtos de beleza.
As mídias sociais impulsionam cada vez mais a venda de produtos de beleza. | Foto: Freepik.

Como a mídia influencia na percepção dos corpos femininos?

Podemos definir imagem corporal como um fenômeno humano complexo, pois envolve muitos aspectos cognitivos, afetivos, motores e socioculturais. Além disso, este conceito está intimamente ligado a outro conceito: a de si própria. Este emaranhado de ligações é, como já dito, complexo, mas não tão difícil de se compreender. Em meias palavras, a imagem corporal é influenciada pelas interações entre o ser e o meio em que se vive. E tudo isso, ao mesmo tempo em que cria novos ideais, altera também a percepção da estética corporal que estava em evidência. 

Podemos definir imagem corporal como um fenômeno humano complexo, pois envolve muitos aspectos cognitivos, afetivos, motores e socioculturais. Além disso, este conceito está intimamente ligado a outro conceito: a de si própria. Este emaranhado de ligações é, como já dito, complexo, mas não tão difícil de se compreender. Em meias palavras, a imagem corporal é influenciada pelas interações entre o ser e o meio em que se vive. E tudo isso, ao mesmo tempo em que cria novos ideais, altera também a percepção da estética corporal que estava em evidência. 

Ainda é confuso? Pois bem, pense assim: Você acompanha a influencer de 22 anos, Virgínia Fonseca, na rede social Instagram. Ela é casada com o cantor Zé Felipe, com quem também tem uma filha de três meses. Hoje pela manhã, Virginia postou uma série de stories em seu perfil, onde aparece malhando na academia de sua própria casa. Na hora do almoço, a blogueira divulgou uma foto de seu prato cheio de salada, com a legenda “orgulho da nutri”. À tarde, a foto no feed é de Virgínia fazendo pose toda sorridente de biquíni ao lado da piscina. 

Para ser feliz, saudável, bem sucedida e bonita é necessário seguir exatamente essa imagem corporal perfeita, idealizada e vendida neste cenário exemplificado no dia a dia da influencer Virginia Fonseca. Você não será bonita se não tiver um corpo esculpido a duas horas na academia e sob efeito de uma dieta rígida. Muito menos ser considerada saudável! A foto usando o lindo biquíni com recortes em tons vibrantes vende muito além da tendência moda praia 2021. Ela implica um imaginário de perfeição cada vez mais absurdo sobre os corpos femininos. 

A prática de exercícios difundido na mídia nem sempre é sinônimo de saúde.
A prática de exercícios difundido na mídia nem sempre é sinônimo de saúde. | Foto: Freepik.

Na publicidade é difundida a ideia de que a felicidade e o conhecimento somente são adquiridos através do consumo de produtos, fazendo com que haja intensos investimentos em uma produção da imagem do corpo feminino estereotipado. Seguindo este caminho, esses investimentos da mídia sobre temas que envolvem beleza, sucesso, bem-estar e felicidade fazem com que o corpo da mulher passe a assumir o papel de neutralizador do mal-estar gerado pelo seu desejo insaciável por beleza e pela aquisição do corpo perfeito. 

Antes a mulher sofria perseguição por parte do marido, da igreja e da sociedade em geral, pautada no patriarcado opressor. Atualmente, o cerco contra os corpos femininos é em grande parte feito pelo publicidade, com enormes outdoors estampando modelos magras, brancas, altas e com cabelos incrivelmente “saudáveis”. Ou senão na televisão e em plataformas de streaming, que mostram atrizes em diferentes situações, mas que vendem a mesma ideia de corpo feminino difundido pela publicidade. 

Além disso, o fenômeno das redes sociais, como já mencionado, implicaram um verdadeiro bombardeio de ideais que pretendem não mais do que a subordinação do corpo da mulher aos padrões que não visam mais somente beleza, mas também, sucesso, empoderamento e saúde. O grande X de toda essa questão é que a mídia transformou a forma de percepção sobre os corpos femininos a fim de aumentar seus lucros econômicos. E o fator rede social, a fez em prol da vaidade e da necessidade de visibilidade de seus usuários.

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Por Maria Fernanda Ribeiro – Fala! UFG

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