O padrão de beleza da atualidade: Sem mais padrões
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O padrão de beleza da atualidade: Sem mais padrões

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Desde a Idade Média, os padrões de beleza vêm passando por notáveis mudanças, mas foi no final dos anos 80, com a explosão do mundo da moda, que os padrões disseminados até hoje se tornaram famosos.

Modelos brancas, magras, com cabelos lisos e medidas corporais enquadradas numa tabela ditaram, indiretamente, nos meios midiáticos uma forma de padronização que aprisionou (e aprisiona) milhares de mulheres, em uma constante busca por corpos e medidas irreais.

Na atualidade, entretanto, diversas mulheres consideradas exemplos de beleza decidiram expor suas opiniões e traumas passados para ensinar novas gerações que não há um padrão “correto” a ser seguido, ressaltando que todas as garotas são belas e únicas do jeito que são, não importando o peso mostrado na balança ou o tipo de curvatura do cabelo. 

padrão de beleza
O padrão de beleza mudou ao longo dos anos. | Foto: Reprodução.

A cantora norte-americana Lizzo, por exemplo, sempre trouxe à tona como seu peso ou a cor de sua pele não foram mediadores de seu sucesso, uma vez que seu talento sempre fora muito além do exterior. Em uma entrevista dada à Rolling Stones, quando foi convidada para ser capa da revista, Lizzo deu um show de amor próprio, evidenciando que já foi excluída por ser uma mulher negra, mas não deixou isso abalar sua perseverança e confiança.

Como mulher negra, faço música para as pessoas, a partir de uma experiência que é de uma mulher negra. Estou fazendo músicas que, com sorte, fazem as pessoas se sentirem bem e também me ajudam a descobrir o amo próprio.

Disse a cantora para a edição de fevereiro de 2020 da revista

Seguindo a mesma linha, a cantora Selena Gomez, que luta contra o lúpus e combate os padrões de beleza, reafirma que mulheres não devem se sentir na obrigação de se encaixar em medidas que não as pertencem, devendo, assim, respeitar a história, importância e o limite de cada corpo.

“As mulheres deveriam se aceitar da maneira que são e os outros precisam nos aceitar também. Nós merecemos respeito!”, disse a cantora em uma entrevista durante a turnê de divulgação de seu álbum Revival, em 2015. 

Ainda nos EUA, a modelo plus size Ashley Graham encara ganhar peso como algo natural e que não deve influenciar no modo como garotas amam a si mesmas.

“Eu ganhei ainda mais peso e não fiz disso um problema: você nunca vai ser feliz se você tentar entrar em categorias que exigem de você ser algo que não cabe no seu perfil”, revelou a modelo para a revista italiana D la Repubblica, em 2017. Ashley ressalta, também, que o melhor é lutar pela saúde e não por atingir medidas irreais e doentias que são impostas à cabeça de meninas desde a infância. 

No Brasil, uma das atrizes mais influentes da modernidade, Taís Araújo, ressalta que o caminho para o amor próprio nunca é sem obstáculos, mas que temos que aprender a amar o corpo que nos proporciona estar viva. Taís também evidencia a importância da representatividade nas mídias, uma vez que, como mulher negra, não teve tantas inspirações quanto gostaria.

Adoro ser um ícone para outras meninas negras. Quando eu era mais nova, era carente de ícones. Você só via aque­las bonecas loiras e de olhos azuis no mercado e esse era um padrão de beleza impossível de alcançar. Isso é cruel. Sinto-me orgulhosa em ser uma referência.

Contou a atriz para a Revista Estilo, em 2015

De maneira geral, os padrões de beleza estão enfrentando muitas transformações na atualidade, sendo elas, muitas vezes, progressistas e que visam a diversidade, como visto nos exemplos acima. Além disso, a busca por corpos perfeitos na geração moderna é um grande problema que deve ser combatido, uma vez que a procura por figuras perfeitas (e irreais) afeta não somente o exterior, mas também o interior.

A melhor influência a ser disseminada para crianças e adolescentes é estimulá-los a serem eles mesmos, sem o medo de não pertencer a um grupo ou comunidade específica. Cada pessoa é perfeita do jeito que tem que ser, não é um padrão de beleza midiático que torna um corpo “menos bonito” ou “mais bonito”. A beleza principal está no interior, está nas pequenas coisas que tornam você: você!

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Por Letícia Lopes – Fala! Cásper

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