Moda de 2000 pode ter influenciado em casos de transtorno alimentar?
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Moda de 2000 pode ter influenciado em casos de transtorno alimentar?

Moda de 2000 pode ter influenciado em casos de transtorno alimentar?

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Seria o mundo fashion o grande vilão dos transtornos alimentares? Ou seriam os transtornos alimentares os representantes do lado oculto da moda?

Os padrões de beleza que a sociedade impõe podem ser compreendidos como um conjunto de normas estéticas que desejam formatar como deve ou não deve ser o corpo e a aparência das pessoas. Essa pressão surge da ideia de que existe um estereótipo de ser humano “mais bonito” a ser alcançado.

Quando o assunto é tipo de corpo, a verdade é que os problemas são muitos. A cultura do consumo sempre faz questão de nos lembrar que o papel das propagandas, principalmente de moda e beleza é você imaginar parecendo-se como aquela modelo ou celebridade.

Foi nos anos 60 que nomes de modelos começaram a tornar-se populares, aparecendo em revistas – e eram como elas que as mulheres da época gostariam de se parecer. Lesley Lawson, mais conhecida como Twiggy, uma modelo britânica muito conhecida na época, marcou o começo de uma nova era, que fazia com que as mulheres quisessem estar no mesmo padrão estético das supermodels.

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Padrão de beleza reforçado pelas passarelas no início dos anos 2000. | Foto: Reprodução/Hypeness.

As consequências dos anos 2000 na moda

Os anos 2000 foram marcados pela era digital. Modelos, celebridades e influenciadoras do Instagram tiveram ainda mais visibilidade. As notícias e fotos de supermodelos e desfiles de modas começaram a se expandir pelas mídias sociais, aproximando ainda mais os padrões de passarelas das mulheres que não fazem parte dessa indústria.

A princípio, as primeiras consequências da busca por padrões de beleza idealizados são os problemas emocionais, como os sintomas de estresse, depressão e ansiedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão, por exemplo, atinge 12 milhões de brasileiros. Sendo um dos destinos de quem não consegue se aceitar fisicamente.

O crescimento das mídias sociais nos anos 2000 fez com que os estilos considerados “ideais” de beleza se propagassem ainda mais, fazendo com que as pessoas não se sentissem representadas ao ver apenas perfis brancos, altos e magros. Podemos ressaltar também as questões relacionadas aos traumas que muitas crianças e adolescentes passaram na infância, sofrendo bullying nas escolas por conta de sua estética.

Outro fenômeno que pode ocorrer, muitas vezes em decorrência dos problemas psicológicos, é o surgimento dos transtornos alimentares. Casos como anorexia, bulimia e compulsões alimentares mexem muito com a estrutura das pessoas, que tentam se moldar de acordo com o padrão estético preestabelecido pela sociedade.

Atualmente, vemos um grande avanço nos debates para que os conceitos de beleza sejam mais diversos, livres e inclusivos. Os padrões estão sendo quebrados e a sociedade, que tanto buscava pela perfeição, vem aderindo ao movimento body positive (corpo positivo) cada vez mais.

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O body positive tem crescido nas redes sociais. | Foto: Reprodução/Hypeness.

Um ponto importante do body positive é que você aceite e ame o seu corpo, não que você apenas se conforme e viva insatisfeito com ele. O importante é ter em mente que as suas “diferenças” — quando comparadas aos padrões estipulados pela moda — são especiais e fazem de você quem você é, ou seja, não são defeitos!

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Por Caroline Devides – Fala! Universidade Metodista de São Paulo

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