LGBT+: Conheça os melhores destinos gay-friendly do mundo LGBT+: Conheça os melhores destinos gay-friendly do mundo
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LGBT+: Conheça os melhores destinos gay-friendly do mundo

LGBT+: Conheça os melhores destinos gay-friendly do mundo

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Apesar da comunidade LGBT+ ter adquirido muitos avanços nos últimos anos, é fato que ainda persistem muitos preconceitos e estereótipos. Prova disso são os diversos países em que ser LGBT+ é considerado crime, ou lugares em que, mesmo tendo seus direitos garantidos por lei, na prática, ainda lhes são negadas várias liberdades.

Dessa forma, trataremos, aqui, dos destinos gay-friendly, ou seja, países que acolhem a comunidade e demonstram mais respeito, baseado no Spartacus Gay Travel Index 2020.

Avaliação dos destinos LGBT+

Para entender melhor como esses destinos são definidos, vamos entender como funciona o ranking da Gay Travel Index. Ele possui 3 categorias, dentre as quais são distribuídos 17 critérios. 

A primeira categoria analisa os direitos assegurados pela legislação do país, por exemplo, se casais homoafetivos têm direito a se casar e também se há leis anti-discriminação. A segunda categoria avalia a discriminação, isso inclui a proibição de paradas LGBT+, violência, discursos e manifestações de ódio, entre outros. A terceira e última categoria julga se a homossexualidade é tratada como crime e a pena estabelecida, já que há países onde ser homossexual é passível de pena de morte.

Confira, abaixo, o ranking dos 5 melhores destinos gay-friendly do mundo:

Melhores destinos para a comunidade LGBT+

1- Canadá

O Canadá é um dos países mais inclusivos do mundo, desde 1982, a Carta Canadense de Direitos e Liberdades garante certos direitos à população LGBT+. Lá, pessoas LGBT+ podem se casar e adotar filhos, além de poder optar pela maternidade de substituição (famosa barriga de aluguel), e possuem direitos sociais e fiscais iguais.

Além disso, pessoas trans podem retificar seus documentos sem necessidade da cirurgia, e caso a pessoa opte pelo procedimento, a cirurgia de redesignação de sexo é oferecida gratuitamente pelo sistema público de saúde do país.

A Davie Village é um famoso bairro de Vancouver conhecido por ser um “bairro gay”. Nele, vários bares, restaurantes e boates são voltados para esse público, além de ter a bandeira LGBT+ espalhada por todo o bairro, é nele também que é realizada a parada gay de Vancouver.

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Faixas de pedestre em Davie Village. | Foto: Reprodução.

No entanto, a população canadense é muito discreta quando se trata de demonstrar afeto em público, logo, é importante ressaltar que haverá um estranhamento com beijos e abraços em público, independentemente de ser um casal homossexual ou não.

2- Malta

Por ser próximo à Tunísia, país onde ainda é crime ser LGBT+, Malta tornou-se um refúgio para a comunidade, que se muda para o lugar a fim de ter uma vida plena. Malta já foi considerado o país mais gay-friendly da Europa. Isso porque, além da proibição da discriminação pela orientação sexual e identidade de gênero, esse país apresenta uma das legislações mais fortes sobre os direitos dos transexuais e intersexuais.

Apesar de recém-legalizado, o casamento LGBT+ no país, desde 2017, são mínimos os índices de preconceito ou violência. Além disso, a comunidade LGBT pode servir às forças armadas sem esconder sua sexualidade, dado importante, uma vez que a comunidade militar tende a ser mais preconceituosa.

A parada gay ainda é um evento recente no país, com seu início em 2004, mas que reúne milhares de pessoas nas ruas para levantar a bandeira do orgulho LGBT+.

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Parada LGBT+ nas ruas de Malta. | Foto: Reprodução.

3- Suécia

A Suécia foi um país bem à frente dos demais quando se trata de direitos LGBT+. O país legalizou o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo em 1944, pessoas trans podem retificar seus documentos após a cirurgia de redesignação e fornece terapia hormonal gratuita desde 1972.

Além disso, a união estável foi autorizada legalmente em 1995 e, em 2013, foi aprovada a legislação que permite alterações nos documentos de pessoas transexuais, mesmo sem cirurgia ou terapia hormonal.

Diferente do Brasil, a Suécia permite que LGBT+ doem sangue, no entanto, há algumas restrições. Homens gays que queiram doar sangue precisam não ter relações sexuais por, no mínimo, um ano, sendo que mulheres lésbicas devem esperar, no mínimo, três meses. Mas esse tempo de espera já é criticado e pauta de novas mudanças atuais.

4- Áustria

Apesar de ser um país muito influenciado pelo catolicismo, a Áustria tornou-se cada vez mais aberta à comunidade LGBT+, tendo grandes avanços principalmente durante o século XXI. 

A união estável foi legalizada em 2010, proporcionando aos casais homoafetivos direitos semelhantes aos casais heterossexuais. A adoção conjunta só foi permitida em 2015, embora a individual fosse legal desde 2013. A decisão de legalizar o casamento LGBT+ só foi efetivada bem recentemente, em 2019.

5- Argentina

A Argentina é o país mais gay-friendly da América Latina. Em 2010, tornou-se o primeiro país latino a legalizar o casamento homoafetivo.

Os direitos dos transexuais estão entre os mais avançados do mundo, e possibilita a retificação dos documentos sem a necessidade de intervenção cirúrgica ou terapia hormonal. Além disso, é permitida a adoção entre casais do mesmo sexo, e casais de lésbicas podem ter acesso à fetilização in vitro.

A população argentina também demonstra esse respeito, principalmente em Buenos Aires, a capital do país se destaca por ser uma província que respeita as diferenças. Na Pesquisa de Atitudes Globais de 2013 do Pew Research Center, a Argentina teve o melhor índice de aceitação LGBT+, com 74% dos pesquisados afirmando que a homossexualidade deve ser respeitada.

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Obelisco de Buenos Aires com a bandeira LGBT+. | Foto: Reprodução.

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Por Bárbara Moraes – Fala! UFPE

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