Jogadores de futebol: 5 técnicas para ajudar no desempenho do atleta
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Jogadores de futebol: 5 técnicas para ajudar no desempenho do atleta

Jogadores de futebol: 5 técnicas para ajudar no desempenho do atleta

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Com a evolução do futebol, a cobrança sobre o desempenho dos jogadores também aumentou. O avanço da medicina e da tecnologia garante maiores possibilidades aos atletas em relação ao autocuidado para melhorar a atuação dentro de campo.

Confira as 5 técnicas usadas para melhorar o desempenho dos jogadores

1- Ação do estímulo do cérebro nos jogadores 

Um atleta que possui atividades cerebrais bem desenvolvidas tem melhores resultados. Um cérebro bem trabalhado, significa movimentos mais precisos e tomadas de decisões mais rápidos. De acordo com Howard Gardner, psicólogo norte-americano, a inteligência corporal (habilidade motora), espacial (visão de jogo) e lógica matemática são as funções cerebrais que fazem a diferença para o desempenho de jogadores.

Algumas técnicas para treinar o cérebro dos jogadores: 

  • Visão de jogo: a visão periférica ajuda o atleta a ter a noção da situação em que se encontra o jogo, ou seja, a habilidade de perceber, em segundos, o que se passa a sua volta. Dois exercícios para treinar sua visão: Chacoalhe os dedos na lateral da sua cabeça. Sem olhar para a sua mão. Veja os dedos apenas pelos cantos dos olhos. Estimule a sua visão noturna. Quando estiver tomando banho, desligue a luz. Atividades do escuro estimulam as células bastonete, localizadas na retina periférica. 
  • Raciocínio rápido: um cérebro rápido tem um poder de decisão mais ágil e certeiro. Uma das formas de conseguir desenvolver o raciocínio rápido são os jogos de tabuleiro e desafios matemáticos. Para desenvolver o raciocínio rápido, pratique atividades novas que estimulam o cérebro e ajudam a criar novas conexões neurais. Treine sua memória, procure decorar números de telefone, nomes de ruas, receitas e quaisquer outras informações da sua rotina. 
  • Agilidade mental: escolher o movimento certo para as situações previstas requer uma grande habilidade mental. Alguns exercícios ajudam a um bom funcionamento das funções executivas do cérebro como: Vista-se ou tire a roupa com os olhos fechados. Esse exercício melhora a coordenação, aumenta a união do hemisfério direito e do esquerdo, aprimora a motricidade fina, realiza mapas mentais sobre a distância existente de botão a botão, sobre como fechar o zíper, por onde introduzir os braços. Aprenda cinco palavras em outro idioma, não importa em qual língua ou se a cada dia é um diferente. Para melhorar a agilidade mental, aprenda entre 3 a 5 palavras novas diariamente. 

2- Treinamento Psicológico 

Muitos atletas focam apenas em treinamentos físicos e esquecem de quão importante é o cuidado psicológico. Às vezes, um jogador ou outro está passando por problemas pessoais que podem remeter o desempenho nos jogos. Vemos cada vez na área esportiva, a inclusão às mais variadas técnicas de Treinamento Psicológico, tanto para melhorar fatores psicológicos, quanto aperfeiçoar habilidades físicas de atletas. Segundo Becker Jr. (2002), a utilização de técnicas de treinamento psicológico possibilita aprender, variar e aperfeiçoar as capacidades cognitivas. 

Para Perez (1995), o objetivo do treinamento psicológico é melhorar as habilidades psicofísicas que influem no rendimento esportivo, bem como nos protagonistas do meio (esportistas, treinadores e outros).

Essas habilidades são: 

  • Organização da carreira esportiva; 
  • Automotivação; 
  • Confronto de situações estressantes; 
  • Controle da tensão; 
  • Adaptação às cargas de treinamento e mudanças ambientais. 

Nitsc afirma: “o objetivo e a meta do Treinamento psicológico é a modificação dos processos e estados psíquicos (percepção, pensamento, motivação), ou seja, as bases psíquicas da regulação do movimento. Essa modificação será alcançada com a ajuda de procedimentos psicológicos”.

Estes objetivos finais são: 

  • Autorregulação da atividade; 
  • Influência sobre a habilidade; 
  • Manejo da autoimagem; 
  • Recuperação e reabilitação do atleta; 
  • Motivação. 

3- Automotivação 

Em vésperas de jogos, é bastante comum os jogadores procurarem um meio de ganhar mais confiança. Por meio de um ato religioso ou memórias passadas de dificuldade e fracassos.

Segundo Samulski: “sobre técnicas de motivação compreende todas aquelas medidas que uma pessoa aplica assumindo o controle sobre seu próprio comportamento, para regular seu nível de motivação”. O treinamento de automotivação se divide em três técnicas: cognitivas, motoras e emocionais.  

4- Técnicas Cognitivas

Abrange as funções psíquicas como a percepção, a imaginação e a memória. Por meio de processos avaliativos, determinações de metas pessoais, atribuição de causas e autoafirmações, os praticantes modulam seu estado motivacional atual. 

Esportistas de alto nível beneficiam-se das técnicas: 

  • Imaginar as capacidades positivas; 
  • Imaginação de metas concretas; 
  • Estabelecer e modificar metas; 
  • Autoafirmação; 
  • Antecipação do reforço externo. 

Técnicas Motoras 

Alguns atletas atuam contra o desânimo e a falta de motivação utilizando processos de movimentação. Em outros casos, a participação na organização e realização do treinamento também é uma técnica motivadora para alguns. 

Técnicas Emocionais 

Alguns atletas estimulam-se por meio de emoções positivas durante o exercício e até por estímulos musicais para criar um estado emocional agradável. Existem reações estudadas como resultados das técnicas emocionais: 

  • Flow-feeling (sensação de fluidez): domínio total de seus movimentos durante a partida. 
  • Winning-feeling (sensação de vitória): sensação de sucesso durante a atividade. O atleta sente-se envolvido e completamente focado em seu objetivo. 
  • Group-feeling (sensação de união do grupo): clima emocional positivo e união do grupo em torno de um objetivo e a satisfação dos membros desse grupo. 
jogadores de futebol
Treinador motivando os jogadores. | Foto: Reprodução.

A motivação do treinador é um instrumento importante para os jogadores irem confiantes para as partidas.

5- Treino da resistência e boa alimentação 

A resistência está relacionada aos músculos e ao sistema cardiorrespiratório. Quando você faz o treinamento de resistência repetida e consistentemente, seus músculos se tornam mais fortes. É bastante importante o atleta manter em dia a resistência, para não só conseguir correr por mais tempo, mas também para o aumento da forçar muscular.

Dicas de como fazer um treino de resistência, em casa ou na academia: 

  • Pesos livres: ferramentas clássicas de treinamento de força, como halteres, anilhas e kettlebells; 
  • Bolas ou sacos de areia;
  • Equipamentos de musculação: dispositivos que possuem assentos ajustáveis com alças acopladas a pesos ou sistemas hidráulicos;
  • Faixas de resistência fornecem resistência quando esticadas. Elas são portáteis e podem ser adaptados à maioria dos exercícios. Thera bands e extensores fornecem resistência contínua ao longo de um movimento;
  • Equipamento de suspensão: uma ferramenta de treinamento que usa a gravidade e o peso corporal do usuário para realizar vários exercícios;
  • Seu próprio peso corporal pode ser usado para agachamentos, flexões e pranchas. Usar o seu próprio peso corporal é conveniente, especialmente ao viajar ou no trabalho. 

Contudo, desempenho e alimentação estão totalmente interligados, não adianta ter um carro se você não vai colocar o combustível certo nele, certamente não funcionará corretamente. É a mesma coisa com o corpo humano, se o atleta não se alimenta direito, ingerindo certos nutrientes, acaba comprometendo seu desempenho nas partidas. Por isso é interessante manter uma boa grade de alimentação.  

O jogador Cristiano Ronaldo, atleta da Juventus, é um exemplo de dedicação aos treinos e enaltece a importância da alimentação não só para as atividades, mas para um estilo de vida mais saudável. “Um bom treino deve ser combinado com uma boa alimentação”, afirma. “Eu como uma dieta rica em proteínas, com muitos carboidratos integrais, frutas e vegetais, e evito alimentos açucarados.”

Cristiano mantém uma dieta de alimentação comendo seis pequenas refeições por dia, ou uma a cada três a quatro horas. Gosta sobretudo de peixe – espadarte, robalo e dourado – e o seu prato preferido é o bacalhau à brasa, que é uma mistura de bacalhau, cebola, batata em rodelas finas e ovos mexidos. Ele também come muitas frutas e proteínas magras. Para o seu café da manhã, o craque gosta de queijo, presunto, iogurte desnatado junto com muitas frutas e torradas com abacate. 

“Coma regularmente”, continua Ronaldo, “Se você treinar regularmente, é importante manter os níveis de energia altos para abastecer seu corpo e ter um melhor desempenho. Às vezes como até seis refeições menores por dia para ter certeza de que tenho energia suficiente para realizar cada sessão em nível alto”. 

Cristiano Ronaldo, como muitos outros jogadores de futebol, segue algumas técnicas que são importantes e influenciam diretamente no desempenho dentro de campo. Ele ainda afirma que a hidratação também é fundamental – “beber água é muito importante” – mas outros sacrifícios, além da disciplina, para manter o corpo em perfeitas condições é evitar o álcool e os refrigerantes. 

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Por João Martins – Fala! Metodista

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