Honda Civic G10: será que ainda vale a pena colocar na garagem?
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Honda Civic G10: será que ainda vale a pena colocar na garagem?

Honda Civic G10: será que ainda vale a pena colocar na garagem?

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Apesar do encerramento da produção do Honda Civic na fábrica de Sumaré, em meados de dezembro de 2021, o icônico modelo da marca japonesa continua sendo referência quando se trata de sedãs médios, com alta procura e baixa desvalorização no mercado de seminovos.

Mesmo não sendo o líder de vendas da categoria em 2021, o Honda Civic geração 10 teve um ótimo desempenho comercial e ficou atrás apenas do também japonês Toyota Corolla – 41.891 unidades vendidas contra 18.949 do Civic. Um número longe de ser ruim ao analisar que o próximo sedã médio da lista vendeu apenas 7.090 unidades (Chevrolet Cruze).

Pois bem, enquanto a geração 11 do Honda Civic não chega – segundo a montadora, a previsão é importá-lo ao Brasil no segundo semestre de 2022 – , decidi testar e avaliar as qualidades da última geração fabricada no Brasil, o Civic G10. Para entender o motivo do modelo ser tão querido pelos brasileiros, testei por uma semana uma unidade da versão Touring (topo de linha), ano 2019 com valor médio na casa dos R$143.000,00 (referência: março/2022). Será que a geração 10 ainda consegue surpreender? Saiba mais sobre o carro.

Honda Civic Touring
Honda Civic Touring 2019. | Foto: Matthaeus Avelino

Motor e Transmissão do Honda Civic G10

A versão Touring é a única do Civic que trás o motor 1.5 turbo, que rende 173cv potência e 22,4kgfm de torque a 1.700rpm. A transmissão é do tipo CVT (transmissão continuamente variável) que simula 7 marchas; é obrigatório dizer que se engana quem pensa que o câmbio deixa o conjunto adormecido; as respostas são rápidas e progressivas, garantindo conforto ao rodar na cidade e desempenho em rodovias.

motor honda civic
Motor 1.5 turbo utilizado na versão Touring. Foto: Honda Automóveis

Segundo a Honda, a aceleração 0-100Km/h é cumprida em 8,6s; muito provavelmente o mais rápido da categoria se excluir o VW Jetta GLI (que cobra muito mais caro, diga-se).

É válido ressaltar que este motor tubo bebe somente gasolina, e beber felizmente não é o forte do Civic Touring! Durante a semana de testes, foram obtidas médias de 10,1km/l na cidade (trânsito moderado) e 16,9km/l em rodovia (velocidade média de 100km/h, sem trânsito). Para um veículo de porte médio, os números são excelentes!

Conforto

É impossível dizer que o Civic G10 é desconfortável; mas também não tem a suavidade de um Chevrolet Cruze. Tudo isso por que o conjunto é acertado em favor da dinâmica do veículo, ou seja, a mesma suspensão que garante maior estabilidade em curvas e mudanças bruscas de direção acaba copiando um pouco mais as imperfeições do solo; se você busca um veículo extremamente confortável ao rodar, este japonês não é o carro ideal. O Civic Touring tem um amortecimento bom com acerto impecável para estabilidade (neste sentido vale ressaltar a suspensão traseira multibraços com buchas hidráulicas).

bancos
Bancos de couro são muito confortáveis, com opções de ajustes elétricos para o motorista. | Foto: Matthaeus Avelino

Internamente, pode-se dizer que os bancos de couro são excelentes; a ergonomia e o espaço interno são condizentes com a categoria; a ressalva é que passageiros com mais de 1,85m podem se sentir um pouco mais desconfortáveis no banco traseiro, devido ao estilo coupé da carroceria que deixa o teto mais baixo.

Design do Honda Civic G10

Avaliar o design de um carro é ponto polêmico, até pela máxima que diz: “beleza é fator subjetivo”; mas isso não se aplica ao Honda Civic G10.  É praticamente consensual a beleza do carro.  Não dá para negar que mesmo este projeto que começou a ser fabricado em 2016 (as primeiras unidades são modelo 2017) continua atual e cativante. O veículo atrai olhares por onde passa e não há um ângulo do carro que faça pensar o contrário.

design honda civic
Traseira tem silhueta esportiva e fica entre um sedã e um coupé. Foto: Matthaeus Avelino

A propósito, o design interno impressiona tanto quanto o externo; mesmo sem fazer uso do painel de dois andares, marca registrada das gerações 8 e 9 do Civic, o painel de instrumentos digital aliado a um console central elevado transmitem a sensação de um veículo mais caro (e refinado) do que realmente é. 

interior honda civic
Interior do Civic geração 10. Quadro de instrumentos digital na versão Touring e console central elevado. | Foto: Matthaeus Avelino

O acabamento não decepciona; ouso dizer que é o melhor da categoria. O refinamento fica a cargo do bom encaixe das peças e o do uso de materiais sensíveis ao toque no painel e nas portas. Tudo é exatamente como deveria ser – exceto a localização das entradas USB/ HDMI em um vão abaixo do console central.

Equipamentos

O Honda Civic Touring trás uma vasta lista de equipamentos; entre os mais relevantes (que o diferencia de alguns rivais de mercado) pode-se citar: teto solar elétrico, faróis full LED, banco do motorista com regulagens elétricas, conexão HDMI, espelhamento de smartphone (Android Auto e Apple Car Play), partida remota do motor pela chave, direção elétrica com assistência progressiva, sensores de estacionamento (dianteiro e traseiro) com câmera de ré, freio de estacionamento elétrico, auto hold, entre outros. A multimídia poderia ser mais rápida e seriam bem vindas assistências como ACC (controle de cruzeiro adaptativo), assistente de colisão frontal e de permanência na faixa de rodagem. 

Veredicto

​O Honda Civic Touring, apesar da geração 10 ter sido descontinuada, ainda é uma excelente opção de veículo para se adquirir. Com fama de inquebrável e boa revenda, é o carro ideal para quem gosta de dirigir! Tem uma dinâmica bem acertada, motor e câmbio rápidos e eficientes (excelente consumo) e uma boa lista de equipamentos (embora faltem tecnologias mais recentes). As opções semelhantes são Chevrolet Cruze Premier, Volkswagen Jetta R-Line e Toyota Corolla Altis, cada um com suas armas para conquistar o cliente. Se você preza pelo Puro Prazer de Dirigir, mas ainda não pode comprar um BMW, o Civic Touring é pra você!

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Por Matthaeus Jonnattan Avelino – Fala! Universidade Cruzeiro do Sul 

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