Greve de ônibus em São Paulo: paralização por mais direitos na capital
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Motoristas e cobradores fazem greve de ônibus em São Paulo pedindo mais direitos

Motoristas e cobradores fazem greve de ônibus em São Paulo pedindo mais direitos

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No dia 14 de junho, motoristas e cobradores realizaram uma greve de ônibus em São Paulo como protesto contra suas condições de trabalho. Mesmo após o sindicato ter garantido aumento salarial e de vale refeição em 12,47%, a categoria segue descontente com os outros pedidos não atendidos, sendo eles: hora de almoço remunerada, pagamento total de horas extras, plano de carreira e PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados).

A insatisfação gerou uma nova greve a partir da madrugada de hoje (29), aprovada ontem por unanimidade em assembleia com mais de seis mil participantes na sede do sindicato, o SindMotoristas, na Liberdade, no centro da capital.

O presidente em exercício do SindMotoristas, Valmir Santana da Paz (Sorriso), destrinchou o motivo da nova paralisação de ônibus: “Já se passaram dois meses das nossas negociações, e os patrões mostraram-se intransigentes, pedindo prazos, paciência e protelando decisões. A categoria está estafada dessa enrolação.”

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Entenda tudo sobre a greve de ônibus que está acontecendo hoje na capital de São Paulo. | Foto: Reprodução/Instagram.

Greve de ônibus em São Paulo: veja as linhas paralizadas

A operação foi interrompida às 4h da madrugada em todas as garagens dos grupos estrutural e de articulação regional, os 6.008 ônibus e 675 linhas diurnas paralisados afetaram mais de 1,5 milhão de passageiros que viajariam pela manhã. À noite e pela madrugada, 88 linhas das 150 também não estavam nas ruas. Confira abaixo as linhas paralisadas e as que continuam trabalhando no dia de hoje:

Paralisadas: Santa Brígida (Zona Norte); Gato Preto (Zona Norte); Sambaíba (Zona Norte); Viação Metrópole (Zona Leste); Ambiental (Zona Leste); Via Sudeste (Zona Sudeste); Campo Belo (Zona Sul); Viação Grajaú (Zona Sul); Gatusa (Zona Sul); KBPX (Zona Sul); MobiBrasil (Zona Sul); Viação Metrópole (Zona Sul); Transppass (Zona Oeste) e Gato Preto (Zona Oeste).

Não paralisadas: Norte Buss (Zona Norte); Spencer (Zona Norte); Express (Zona Leste); Transunião (Zona Leste); UPBUS (Zona Leste); Pêssego (Zona Leste); Allibus (Zona Leste); Transunião (Zona Sudeste); MoveBuss (Zona Leste); A2 Transportes (Zona Sul); Transwolff (Zona Sul); Transcap (Zona Oeste) e Alfa Rodobus (Zona Oeste).

As vans do Atende+, programa de transporte para pessoas com deficiência severas, mantêm seus serviços usuais. A Secretaria de Transportes Metropolitanos ofertou maior número de trens em circulação, ampliando ainda mais nos horários de pico; o Metrô, CPTM, Via Mobilidade e ViaQuatro também colocaram seus trens reservas em operação em todas as suas linhas. Já a EMTU declarou possibilidade de apoio à SPTrans caso seja solicitado, pelo sistema Paese.

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Veículos da empresa Santa Brígida estacionados dada a Greve de ônibus em São Paulo. | Foto: Reprodução/TV Globo.

Resposta da Prefeitura

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) se mostrou aborrecido com a nova paralisação e afirmou: “É uma irresponsabilidade muito grande do sindicato, demonstra o descumprimento da determinação judicial, que foi muito clara, era obrigado a manter 80% da frota no horário de pico e 60% nos demais horários não-de-pico, e não cumpriram.”

Ainda sobre o assunto do transporte público, foi perguntado sobre o aumento da tarifa, e o prefeito defendeu o esforço da gestão em manter o preço da passagem:

Nós já estamos há dois anos sem fazer a correção da tarifa, continua os 4,40, só o diesel, se você for comparar de junho do ano passado para junho deste ano aumentou 107%, tem agora esse aumento de 12,47% da correção do salário e do vale, evidente aumentou muito a questão do custo do transporte coletivo e a gente mantém a questão da mesma tarifa e ainda a gente tem a diminuição de usuários e, portanto, a diminuição de receita do transporte coletivos.

Declarou.

Além das declarações zangadas, a Prefeitura tomou medidas de contenção, suspendendo o rodízio de carros e liberando a circulação em faixas e corredores de ônibus.

No dia 31 de maio, foi acordada uma decisão liminar na Justiça do Trabalho que determinava a operação de 80% da frota em horários de pico e 60% nos demais horários em situações como a de hoje, sob pena de 50 mil reais caso houvesse descumprimento. A SPTrans afirma que a liminar segue vigente e está em processo de solicitação de aumento desta multa na Justiça.

A Greve de ônibus em SP tem fim supostamente marcado para às 15h de hoje, quando ocorrerá um julgamento dos pontos requisitados pela categoria na Justiça.

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Por Isabelle Zanardi – Redação Fala!

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