Entrevista com Sona Fati, autora da obra ‘Tu és demais’
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Entrevista com Sona Fati, autora da obra ‘Tu és demais’

Entrevista com Sona Fati, autora da obra ‘Tu és demais’

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Sona Fati nasceu na Guiné-Bissau mas vive em Portugal desde os anos 90. Formada em técnicas de comunicação e consultoria de imagem, começou o seu caminho no universo da escrita em 2020. A seguir, confira uma entrevista completa com a escritora guineense. 

Sona Fati
Sona Fati é uma escritora guineense. | Foto: Reprodução/ Acervo Pessoal

Entrevista completa com Sona Fati 

1. Como teve início a sua trajetória como escritora?

A escrita esteve sempre na minha vida por questões de trabalho. Mas era uma escrita técnica. A escrita criativa surgiu quando criei um blog sobre moda e comportamento. A partir disso, e, como passei a ter contato com muitas pessoas de áreas diferentes, a minha fonte de inspiração aumentou e foi quando nasceu a ideia de escrever um livro para  partilhar com o mundo o meu olhar sobre a vida e a sociedade.

Tu és demais
Livro ‘Tu és demais’, de Sona Fati. | Foto: Reprodução/ Acervo Pessoal

2. Se tivesse de resumir o livro “Tu  és demais”, como o definiria?

Um livro sobre reflexões da vida, da valorização do eu. Uma leitora em tempos partilhou comigo que para ela o livro é uma bíblia. Achei isso poderoso.

3. Tem alguma formação literária, estuda por conta própria ou escreve de maneira intuitiva? Como é o seu processo de busca por aprimoramento profissional?

Eu tenho formação superior em gestão de empresas, a minha escrita é sobre a vida, sociedade e pessoas, então escrevo aquilo que a sociedade e as pessoas me dão como inspiração sem filtros mas de forma construtiva com objetivo de empoderar e valorizar.

4. Qual é a sua expectativa em relação a este primeiro livro?

Quando Tu és demais foi lançado em dezembro de 2020, eu sabia que era o livro certo para aquele momento que o mundo estava a viver por causa da pandemia e para todos os outros momentos que vierem a seguir.

5. Qual a reação que tem tido por parte dos leitores?

Os leitores, a maioria mulheres, têm partilhado excelentes reações desde 2020. Houve leitoras que leram o livro quando foi lançado e partilharam as suas reações e voltaram a ler o livro no verão e partilharam novamente as reações, agradecendo a inspiração e os pensamentos que o livro suscita nelas.

6. Como o leitor guineense vê a literatura produzida por mulheres?

Eu sou uma mulher com visão global, raramente o meu foco está num só povo, portanto, não sei o pensamento do leitor guineense sobre isso em concreto. Mas sei que, no lançamento do meu livro, tive a presença de leitores e leitoras guineenses e algumas leitoras partilham comigo a sua alegria sobre o livro e não por ser escrito por uma mulher.

7. Enquanto mulher sofreu com algum tipo de opressão na literatura? Ou ainda encontra dificuldade de aceitação do seu trabalho?

Na minha opinião, enquanto existir editora que aceita publicar o livro e leitores para o ler quem terá poder para oprimir? Uma obra é aceita ou não é bem aceita pelos leitores e claro pela editora. Tenho o privilégio de viver num contexto em que não tenho sido alvo de opressões.

Sobre a opressão, convido todas as pessoas a refletirem isto; se existirem homens que querem nos oprimir como mulheres, nós mulheres devemos nos ajudar para neutralizar essa tentativa de opressão. Se existem homens que pensam que podem nos oprimir é porque as mulheres deixam.

8. Quais são as autoras que influenciam na sua/tua escrita?

Mia Couto, é o autor da minha vida desde sempre. Também gosto de Martha Medeiros, Luísa Fresta, Helena Sacadura Cabral, Miguel Sousa Tavares

9. Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas para ter o seu livro publicado?

Não enfrentei dificuldades, apenas fiquei mais conhecida e sinto maior responsabilidade sobre a minha imagem e forma de estar principalmente em público.

10. Quais são os seus planos futuros? Já pensa em um próximo projeto literário?

Sim, já pensei no próximo projeto literário.

11. O que você gostaria de dizer para as pessoas que acompanham o seu trabalho como escritora?! 

Para as pessoas que acompanham o meu trabalho como escritora, gostaria de lhes dizer que são pessoas essenciais no meu universo literário, portanto, convido todas essas pessoas a continuarmos juntos. 

Onde encontrar o livro “Tu és demais” para quem mora em outro país?

Na wook, site da editora Edições Vieira da Silva, no meu site sonafati.pt.

Sona Fati
Sona Fati planos para mais projetos literários. | Foto: Reprodução/ Acervo Pessoal

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Por Benazira Djoco – Fala! UNIESP PB 

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