'Elize Matsunaga: Era uma vez um crime' - crítica da série Netflix
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‘Elize Matsunaga: Era uma vez um crime’ – Renascimento aos olhos da mídia

‘Elize Matsunaga: Era uma vez um crime’ – Renascimento aos olhos da mídia

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Minissérie lançada pela Netflix, no dia 8 de julho de 2021, traz a versão de Elize Matsunaga sobre o crime e toda a repercussão da mídia

A minissérie documental Elize Matsunaga: Era uma vez um crime, dirigida por Eliza Capai, retrata as diversas histórias, por trás de uma mesma história. Com a presença de diversos envolvidos no julgamento do crime, no qual Elize assassinou seu então marido Marcos Matsunaga (um dos herdeiros da empresa alimentícia Yoki), e esquartejou seu corpo na tentativa de ocultar o cadáver. A obra conta com vários relatos de amigos, familiares e advogados sobre diferentes óticas de uma mesma narrativa.

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Minissérie Elize Matsunaga: Era uma vez um crime. | Foto: Reprodução.

Elize Matsunaga: Era uma vez um crime – leia a crítica da série da Netflix

Como o esperado, Elize, a principal personagem do documentário, é a voz que guia a narrativa, e através dessa, não apenas relata um crime, mas também a sua própria história. Repleta de emotividade, é contada a história de uma jovem criada por uma família humilde, criada em um cenário conturbado de separação e abandono dos pais. Com isso, a série se mostra com um objetivo claro: reconstruir a imagem de Elize diante dos olhos do público, contradizendo a imagem criada pela mídia na época do crime.

O objetivo da série é atingido com sucesso, uma vez que, ao final do 4° e último episódio da obra, fica um sentimento muito grande de que o crime foi motivado por questões passionais, e não de forma fria e premeditada como a mídia havia tratado no momento do julgamento do assassinato.

Por outro lado, pela alta carga emocional, Elize começa a ser vista como “a moça que sofreu abuso na infância, e estava presa a um relacionamento tóxico e abusivo”, atribuindo a uma assassina a imagem de que ela era a vítima na história, sendo que assim como dito por um dos amigos de Marcos Matsunaga, ele poderia receber o troféu de pior marido do mundo, mas nada justificaria o assassinato. 

Carregada de “gatilhos”, a minissérie documental não traz nada de novo em relação ao caso, além da entrevista feita com Elize. Pela primeira vez após o crime, a mulher decidiu trazer à tona, sob a sua ótica, alguns (não todos) detalhes de seu relacionamento com Marcos e suas “motivações” para o crime.

Portanto, aqueles que já conheciam os detalhes do crime, assistir à série Elize Matsunaga: Era uma vez um crime poderá servir como uma chance de ver o crime por outra ótica. Já aos que não conhecem nada sobre o caso, só vale assistir caso tenha um emocional muito forte, pois são levantadas várias questões rotineiras, que podem despertar “gatilhos” naqueles que a assistem.

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Por Bernardo Augusto E Silva Monteiro – Fala! Uerj

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