Coronavírus: Consequências para as universidades públicas brasileiras
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Coronavírus: Consequências para as universidades públicas brasileiras

Coronavírus: Consequências para as universidades públicas brasileiras

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Na metade do mês de março, as instituições de ensino superior no Brasil começavam a paralisar suas atividades. No início, as suspensões de aulas e eventos tinham data para terminar. O cenário mudou na medida em que o número de casos de Covid-19 registrados no país passaram a subir rapidamente.

Seguindo as medidas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, as aulas presenciais foram canceladas por tempo indeterminado.

Sob o regime de isolamento social e diante da possibilidade da adoção do sistema EAD, levantada pelo Ministério da Educação, os posicionamentos e medidas adotadas por universidades públicas do país tiveram particularidades.

Laboratório UFRJ. | Foto: Reprodução.
Laboratório da UFRJ. | Foto: Reprodução.

Coronavírus: medidadas adotadas por universidades públicas no Brasil

UFF

A Universidade Federal Fluminense (UFF) suspendeu os calendários acadêmico e administrativo. A instituição informou que as revisões ocorrerão quando as atividades presenciais puderem ser retomadas.

UFRJ

A Universidade Federal do Rio de Janeiro informou por meio de nota que “as aulas em meios digitais não devem substituir as atividades presenciais.” E que “a utilização de plataformas virtuais é permitida naquelas turmas que já faziam uso dessa tecnologia anteriormente”.

A universidade suspendeu as aulas, mas mantém o calendário acadêmico até o momento.

UFMG

A Universidade Federal de Minas Gerais também não permitiu a aplicação das aulas à distância, alegando que nem todos os alunos teriam acesso aos recursos necessários para o acompanhamento e participação nas aulas. 

UnB

A Universidade de Brasília decidiu suspender o primeiro semestre letivo de 2020. As aulas e as avaliações, incluindo as virtuais, também estão suspensas. 

UFBA

A Universidade Federal da Bahia lançou, no dia 13 de abril, um questionário para alunos e professores responderem. A pesquisa buscou avaliar as condições de acesso à internet para a adoção ou não do sistema EAD.

Embora diferentes medidas tenham sido tomadas pelas universidades, algumas preocupações e dúvidas são iguais entre alunos e vestibulandos.

De um lado, estão as pessoas que se formariam nesse período de suspensões. No Rio Grande do Sul, 17 alunos colaram grau por meio de uma procuração. O grupo foi representado por uma aluna e acompanhou a cerimônia por uma videochamada.

Do outro lado, estão alunos que realizaram o Enem 2020 e aguardavam as chamadas do primeiro semestre do SISU, que ainda aconteciam quando as atividades presenciais foram suspensas. Há ainda aqueles que aguardavam as chamadas do segundo semestre e também os candidatos que realizarão os vestibulares neste ano. 

A boa notícia no meio da crise é a de que as pesquisas e os estudos das instituições públicas vêm ganhando projeção no atual cenário. Além de auxiliar o combate da pandemia do novo coronavírus no país, as universidades podem sair fortalecidas desse difícil período na história do Brasil e do mundo.

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Por Leonardo Martins – Fala! UFRJ

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