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Coringa: confira as primeiras críticas e impressões

Coringa: confira as primeiras críticas e impressões


Dirigido por Todd Phillips, Coringa estreou no último sábado, dia 31 de agosto, no Festival de Veneza.

Mas claro que as críticas não iriam ficar de fora desse grande lançamento, e os maiores portais trataram de fazer seus comentários a respeito do filme que marca o rompimento da forma dos quadrinhos e um grande trabalho de Joaquin Phoenix. Confira:

O The Hollywood Reporter comentou que:

Coringa é construído ao redor de uma espiral crível de excluído solitário a assassino enlouquecido, e um estudo psicológico neo-noir ancorado em alienação urbana e inspirado em Taxi Driver como o retrato da ascensão de um super vilão. É indiscutivelmente o melhor filme adjacente a Batman desde O Cavaleiro das Trevas, e a Warner deve esperar bons números de bilheterias para refletir isso. O fato imperdível da performance arrebatadora de Joaquin Phoenix, ao mesmo tempo incômoda e impactante, será significante.

O IndieWire aproveitou para fazer um panorama do filme em relação ao contexto psico-social da mundo atual:

Enquanto Coringa frequentemente parece uma refilmagem cena a cena de O Rei da Comédia, aquele filme era sobe um homem sem talento que foi convencido de que era especial; este filme, por contraste, é sobre um homem talentoso que engole a pílula vermelha e se convence de que ninguém é. Essa perspective permite a Phillips simular uma posição apolítica e falar para pessoas em nosso mundo que estão predispostas a pensar em Arthur como um modelo: homens brancos solitários, criativamente impotentes que são atraídos por ideologias de ódio por causa das comunidades raivosas que se fomentam ao redor deles.

Ainda para o IndieWire:

É uma abordagem confusa e auto-negativa para um filme que vê vingança pessoal como uma fagulha viável para uma revolução política, e uma abordagem profundamente perigosa para um filme que está muito impressionado com a própria subversão para ver Arthur como alguma coisa além de um herói. A direção de fotografia linda e sombria de Lawrence Sher bajula o Coringa, os close-ups assistindo a Phoenix fazer sua dança como Twyla Tharp como se estivesse possuído por um espírito santificado. Mas a direção de Phillips falha em não nos colocar dentro da cabeça de Arthur — em não arriscar uma identificação com mais nuances que viria de uma câmera mais subjetiva

Já a Variety elogiou os sentimentos de emoção que o filme produz no telespectador e ressaltou também outras qualidades:

Coringa consegue fazer a façanha ágil de contar a origem do Coringa como se fosse sem precedentes. Sentimos quando Bruce Wayne chega na história; ele está lá menos como uma força do que como um presságio. E sentimos uma emoção quando Arthur, saindo do outro lado de sua fúria, emerge com uma maquiagem borrada, cabelos verdes e um terno colorido.

Para a Forbes, Coringa é, sem dúvidas, um dos melhores filmes do ano:

Coringa é uma conquista incrível que vai agradar aos fãs do personagem e do gênero de super-herói, assim como aos espectadores que estão apenas em busca de um filme incrível para adultos.

Os problemas e consequências do filme foram destacados pela Vanity Fair:

Há um inegável estilo e uma carga propulsora em Coringa, um filme que aparece e zomba com inexorabilidade sórdida. É empolgante da forma mais lasciva, um filme sobre a morte da ordem, sobre a podridão do ethos governamental. Mas de um passo atrás, fora do calor veneziano, pode ser uma propaganda irresponsável para os próprios homens que coloca como patológicos. Coringa é celebratório ou aterrorizado? Ou simplesmente não existe diferença, da forma que não havia diferença em Assassinos por Natureza, ou na miríade de outros filmes no estilo ‘Ah, cara, a América’ sobre o fascínio libertário da depravação?

Coringa (Joker) estreia em 3 de outubro no Brasil.

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