Conheça nove destinos turísticos inusitados no Nordeste
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Conheça nove destinos turísticos inusitados no Nordeste

Conheça nove destinos turísticos inusitados no Nordeste

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A região do Nordeste conta com diversos atrativos além do litoral. Alternativas exploram riquezas naturais e culturais 

Todo mundo sabe que o Nordeste do Brasil é conhecido por suas belezas naturais, principalmente em seu litoral. Por isso, atrai muitos turistas nacionais e estrangeiros. 

Porém, não só de praia é feito o Nordeste. Muitos lugares da região podem parecer bem inusitados à primeira vista por serem diferentes dos destinos turísticos mais famosos.

E não é por causa disso que são menos interessantes para o turismo. Confira, a seguir, uma lista com nove destinos inusitados no Nordeste!

9 destinos turísticos inusitados no Nordeste

Baixada Maranhense

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Baixada Maranhense. | Foto: Jailson Moreira.

Por estar em uma área de transição entre Amazônia e caatinga, o Maranhão apresenta grande diversidade de biomas e paisagens naturais. Toda essa riqueza se reflete em opções diferenciadas para os turistas. O estado é dividido em 10 polos turísticos, cada um com seus atrativos naturais e culturais.

A região da Baixada Maranhense integra o polo Lagos e Campos Floridos. Nela, grandes planícies são alagadas na estação chuvosa, dando origem a vários lagos. Não à toa, outro nome que a região recebe é “pantanal maranhense”.

São 14 municípios que integram a Baixada e há diversas opções do que fazer em cada um deles. Durante a época de cheia, é possível navegar pelos lagos e rios da região.

Em Penalva, dá para conhecer as fantásticas ilhas flutuantes do Lago Formoso. A pororoca do Rio Mearim e o surf são atração em Arari. Outra dica é visitar a reserva florestal Paraíso, no município de Monção. Trata-se de uma faixa de floresta amazônica preservada cheia de trilhas e lagos.

Também vale a pena conhecer os costumes locais, inclusive a rica culinária à base de peixes e frutas típicas.

Parque Nacional Serra da Capivara

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Parque Nacional Serra da Capivara, um local cheio de cultura no Nordeste. | Foto: Reprodução.

Em uma área de 130 mil metros quadrados que abrange vários municípios no sudeste do Piauí, fica o Parque Nacional Serra da Capivara. Considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, o local abriga a maior quantidade de sítios arqueológicos das Américas e os vestígios mais antigos da presença do homem no continente americano.

O Parque é composto por quatro serras: Serra da Capivara, Serra Branca, Serra Talhada e Serra Vermelha. É na serra que dá nome ao parque onde estão as famosas artes rupestres pré-históricas.

Além do rico patrimônio histórico resultado da presença humana há milhares de anos no local, a natureza é um espetáculo à parte para os visitantes. Você pode contemplar serras, cânions, grutas, chapadões e vales. O Parque tem uma grande diversidade de espécies de animais e plantas típicos da região.

Também vale a pena conhecer os dois museus ligados ao Parque: o Museu do Homem Americano e o Museu da Natureza.

Serra de Guaramiranga

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Serra de Guaramiranga. | Foto: Reprodução.

Além de um extenso litoral e um vasto sertão, o Ceará possui muitas serras. Uma delas fica no Maciço de Baturité, região do estado formada por 13 municípios. 

Essas cidades são repletas de edifícios históricos, museus, cachoeiras, lagos e trilhas ecológicas. Além disso, a vegetação difere bastante do restante do estado: em vez de caatinga, mata atlântica!

A 865 metros de altitude, Guaramiranga é o principal destino da região. É conhecida pelo clima ameno, com uma temperatura que chega aos 15 °C no período mais frio. 

Tem hospedagens para públicos diversos, incluindo a opção de acampar próximo à natureza. Também dá para praticar esportes de aventura como rapel, canoagem e trekking.

A cidadezinha aconchegante é o refúgio de muitos fortalezenses durante o Carnaval. Na mesma data, ocorre o Festival de Jazz e Blues, tradicional atração local para quem quer aproveitar o feriado de um jeito diferente. 

Ainda há vários outros eventos culturais no decorrer do ano que impulsionam o turismo na cidade.

Dunas do Rosado

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Dunas do Rosado, uma das paisagens mais incríveis do Nordeste. | Foto: Eduardo Vessoni.

No topo do Rio Grande do Norte, fica um cenário ainda pouco conhecido pelo turismo local. As Dunas do Rosado são um conjunto de montanhas coloridas formadas pelos sedimentos das falésias vizinhas, que são carregados pelo vento.

Trata-se do maior conjunto de dunas do estado. Ao longo do dia, esse mar de areia ganha novos tons de acordo com a incidência da luz. Por isso, recomenda-se a visita no início da manhã e no final da tarde. 

Com 10 quilômetros quadrados de extensão, o local é uma unidade de conservação de proteção integral inserido no Polo Costa Branca, localizado no município de Porto do Mangue.

Por ser uma área protegida por lei, não é permitido o passeio de bugue. Sendo assim, a única forma de conhecer as Dunas é caminhando a pé. As dunas já serviram de locação para as novelas O Clone e Flor do Caribe, para o filme Maria, mãe do filho de Deus e para a série 3%.

Cabaceiras

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Cabaceiras, a Hollywood do Nordeste. | Foto: Antonio David.

Na região do Cariri paraibano, fica a cinematográfica Cabaceiras. Essa cidade se destaca por ter sido cenário para mais de 30 filmes nacionais, incluindo o clássico O Auto da Compadecida

Os moradores têm tanto orgulho que há um letreiro na entrada do município dizendo “Roliúde Nordestina”. Foi feito até um museu com o acervo das gravações feitas lá, o Memorial Cinematográfico.

Provavelmente essa vocação é devida ao clima semiárido e à paisagem típica de sertão, o que atrai também adeptos do ecoturismo. No entanto, o destaque está nas formações rochosas curiosas da cidade, como o Lajedo de Pai Mateus.

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Lajedo de Pai Mateus, onde há uma das vistas mais lindas do Nordeste. | Foto: Carla Belke/Wikimedia Commons.

O lugar tem cerca de 100 blocos de granito nos mais variados formatos, incluindo a famosa Pedra do Capacete. Além de pequenos lagos, há ainda pinturas rupestres nas rochas.

O pôr do sol e a vista desse lugar são muito bem recomendados.

Parque das Esculturas Monumentais

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Parque das Esculturas Monumentais. | Foto: Hayale Guimarães/G1.

Perto de Nova Jerusalém, o icônico teatro a céu aberto, onde todos os anos é realizado o espetáculo Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, fica o Parque das Esculturas Monumentais Nilo Pacheco. Ambos se localizam em Fazenda Nova, distrito de Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco.

É opção de ponto turístico para quem visita a cidade no feriado da Semana Santa para acompanhar a famosa encenação.

Em meio à paisagem do agreste, os turistas podem ver esculturas gigantes que retratam o cotidiano e a cultura popular do interior nordestino. Estão representados personagens históricos, figuras religiosas, trabalhadores e animais.

As esculturas foram produzidas por cerca de 120 artesãos da região. Seu tamanho impressiona: têm de dois a sete metros de altura. Ao todo, são 37 peças divididas em nove setores. O passeio pode ser feito a pé ou de carro.

Cânion do Xingó

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Cânion do Xingó. | Foto: Turismo Alagoas.

Entre Sergipe e Alagoas fica o Cânion do Xingó, localizado em um vale de 65 quilômetros de extensão e com uma profundidade média de 150 metros, onde as águas do rio São Francisco se encontram com imponentes paredões rochosos. 

Esse ponto virou atração turística somente depois da construção da Usina Hidrelétrica do Xingó, em 1994. Depois disso, o São Francisco aumentou de tamanho e inundou áreas que antes eram secas.

Além de poder conhecer os vilarejos próximos, quem faz esse percurso contempla a paisagem natural onde o verde do rio contrasta com o alaranjado das formações rochosas.

A forma mais comum de fazer esse trajeto é por meio do passeio de catamarã. Para pegar a embarcação, é preciso sair de Canindé de São Francisco, em Sergipe, ou de Piranhas, em Alagoas. No fim do passeio, há uma grande piscina natural onde todos podem sair do barco e tomar banho. Também é possível alugar um barquinho e navegar pela parte mais estreita do Cânion, conhecida como “paraíso talhado”.

Rota da Liberdade

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Rota da Liberdade. | Foto: Quilombos da Rota da Liberdade.

Este destino é uma proposta do chamado “turismo étnico”, um tipo de turismo em que o visitante está mais interessado na cultura do povo de determinado lugar, principalmente quando esse povo pertence a um grupo etnicamente diferenciado.

Na Bahia, o grupo de turismo étnico Rota da Liberdade é formado por representantes das comunidades quilombolas Kaonge, Dendê, Kalembá, Engenho da Ponte e Santiago do Iguape. Elas estão localizadas na região da Baía de Iguape, no Recôncavo Baiano.

A iniciativa partiu das lideranças locais que viram a oportunidade de promover a autonomia socioeconômica das comunidades. O empreendimento é um negócio coletivo baseado na economia solidária e tem como gestores os jovens das próprias comunidades.

Há diferentes roteiros pelos quilombos locais, incluindo trilhas, caminhadas ancestrais e imersão na cultura tradicional, com sabedorias griôs, oficinas de azeite de dendê e farinha, samba de roda e dança quilombola. 

Aldeia Barra Velha

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Aldeia Barra Velha. | Foto: Caraíva.

Esta é mais uma opção de turismo étnico. Os povos indígenas estão em todo o território brasileiro. No Nordeste, não é diferente. Alguns deles permitem a entrada de visitantes em suas aldeias. Em muitas delas, é possível conhecer de perto a cultura e as tradições locais, além de praticar ecoturismo e adquirir produtos de artesanato típico.

Na famosa Costa do Descobrimento, em Porto Seguro, na Bahia, vive o povo Pataxó. Na chamada Rota das Aldeias, é possível visitar quatro dos seus territórios: Reserva da Jaqueira, Juerana, Imbiriba e Barra Velha. 

A aldeia Barra Velha fica mais precisamente na comunidade Caraíva. Lá, eles possuem o Centro Cultural de Tradições Indígenas dentro da aldeia. É possível conhecer dança, culinária e histórias contadas pelos próprios Pataxós.

O artesanato confeccionado por eles é uma fonte de renda para a tribo. São produzidos colares, pulseiras, prendedores de cabelo, farinheiras, gamelas, colheres e vários outros utensílios de madeira, penas de aves, fibras e sementes.

Vale lembrar que, devido à pandemia de Covid-19, muitas aldeias indígenas e comunidades quilombolas suspenderam atividades turísticas e/ou visitações para evitar contaminação. Fica a orientação para consultar com antecedência e respeitar as determinações das lideranças locais.

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Por Igor Magalhães – Fala! Universidade Federal do Ceará

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