Análise de Bojack Horseman: uma reflexão existencial
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Análise de Bojack Horseman: uma reflexão existencial

Análise de Bojack Horseman: uma reflexão existencial

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Dizer que uma animação sobre um cavalo falante e outros animais antropomórficos é uma das séries mais pungentes de todos os tempos parece exagero, mas não é. Bojack Horseman é uma obra-prima da Netflix e consegue ser mais real do que qualquer outro programa da plataforma, mesmo não tendo nada de real nela. Um paradoxo que só consegue ser explicado quando se assiste ao show. 

Confira uma análise completa sobre a série que promove uma reflexão existencial.

Bojack Houseman
Bojack House, uma obra-prima da Netflix. | Foto: Reprodução: Vulture

Análise crítica de Bojack Horseman

No início da primeira temporada parece inofensivo, com um foco muito maior na comédia, que lembra um pouco programas como Simpsons e Família da Pesada. Mas é a partir dos últimos dois episódios que o “verdadeiro” Bojack Horseman entra em cena e a qualidade do show aumenta drasticamente. 

A espiral que vemos cada um dos protagonistas percorrer é fascinante. Na sexta e última temporada, ninguém poderia imaginar que eles chegariam onde chegaram e nem que uma série com uma premissa tão estranha e cômica abordaria temas complexos como sexualidade e depressão de forma tão exemplar. 

O principal exemplo dessa transformação do show é sem dúvidas o próprio Bojack, um ex-ator de uma sitcom chamada Horsin’ Around, que é solitário e depressivo, mesmo possuindo toneladas de dinheiro. 

Suas relações com os outros personagens da série, principalmente com a escritora Diane, são os momentos de mais destaque da narrativa e os que mais diferenciam ela de outras animações. 

Isso porque existe uma continuidade nesse universo, tudo aquilo que é feito em determinado episódio possui impacto direto no resto da história. As atitudes, ruins ou boas, que os personagens têm uns com os outros, jamais são esquecidas após os créditos rolarem. 

Além disso, a mensagem niilista que o show passa vai contra a maré de programas desse tipo, excessão de Rick e Morty, e desconstrói a ideia de que animações não podem ter histórias com temas mais sérios e pouco irreverentes. 

Algo que, sem dúvida, faz com que Bojack seja um dos pioneiros nesse novo estilo de “dramacon” e também com que mais séries como essa tenham portas abertas para serem produzidas no futuro.  

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Por Bruno Marquesini – Fala! Cásper

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