Arqueologia: Conheça as cinco descobertas arqueológicas de 2021
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Arqueologia: Conheça as cinco descobertas arqueológicas de 2021

Arqueologia: Conheça as cinco descobertas arqueológicas de 2021

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No decorrer dos anos, as descobertas arqueológicas se tornaram cada vez mais relevantes, tanto para a trajetória acadêmica, quanto social

A arqueologia consiste no estudo das ciências sociais, através de fatos históricos que contribuem para a referência dos estudos de historiadores. Pesquisas e descobertas arqueológicas sobre o passado do homem e respectivas civilizações, através da análise de vestígios de materiais fósseis ou objetos utilizados que foram encontrados em diversos locais do mundo e que são conservados nos chamados sítios arqueológicos.

Com isso, traçam hipóteses ou teorias que explicam a evolução da sociedade, fatos históricos e também contribuem para a referência nos estudos dos historiadores. Entretanto, separamos cinco descobertas arqueológicas no ano de 2021 – o que, de acordo com arqueólogos, pesquisadores e historiadores, podem esclarecer características geológicas e humanas. Confira:      

descobertas arqueológicas
As descobertas arqueológicas são muito importantes para a população. | Foto: Reprodução.

Cinco descobertas arqueológicas no ano de 2021

1 – A ‘cidade perdida’ no Antigo Egito (uma das grandes descobertas arqueológica)   

No início do ano, o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito anunciou a “cidade perdida”, localizada nas proximidades de Luxor, cidade antiga do Tebas. De acordo com arqueólogos, a cidade faraônica, cujo nome é So’oud Atum, foi construída há cerca de 3.400 anos, durante o reinado de Amenhotep III.    

Zahi Hawass, líder responsável pelas equipes de arqueólogos no local, relata que descobriu uma cidade semelhante a Pompeia – cidade no sul da Itália –  com características de boas preservações. As ruas da cidade com casas e dentro dessas casas, artigos de utilização pessoal e decoração, como anéis e vasos de cerâmica colorida. Foram identificados também um distrito administrativo e uma área residencial.

Todas essas características ajudaram com maior precisão, a identificar a época em que a cidade esteve ativa. Até hoje, os pesquisadores ainda não sabem explicar o que motivou a mudança de cidade. No entanto, So’oud Atum pode revelar novas histórias, inclusive que a cidade tenha sido recuperada por Tutancâmon, filho de Akhenaton em meados de  1337, a.C.       

2 – Carruagem romana no Parque Arqueológico em Pompeia, Itália 

Pompeia está localizada ao sul da Itália e foi a cidade do Império Romano. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio, no ano de 79 d.C. e provocou uma chuva de cinzas que sepultou toda a cidade e petrificou toda a população, tornando-se oculta por 1600 anos. Para as pesquisas e estudos, a contribuição é grande, já que ela foi reencontrada em meados de 1748 e, desde então, Pompeia se tornou um grande sítio arqueológico que possibilita conhecer em detalhes a vida nos tempos da Roma Antiga.      

A descoberta ocorreu no vilarejo suburbano de Civita Giulianna, ao norte de Pompeia. Segundo Massimo Ossana, diretor do Parque, “É uma experiência extraordinária para o avanço do conhecimento do mundo antigo. Em Pompeia, já foram localizados veículos de transporte anteriormente, como o da casa de Menandro e as duas carruagens encontradas em Vila Arianna, mas nada como a Carruagem da Civita Giulianna”.

Pesquisadores relatam que a carruagem de quatro rodas estava em “perfeito estado”, com decorações em bronze e estanho, elementos de ferro e vestígios de corda. Além disso, havia também restos mortais de cavalos e dois corpos intactos, que foram petrificados em consequência da erupção do vulcão Vesúvio.       

 Atualmente, o sítio arqueológico de Pompeia conta com a colaboração de diferentes departamentos além do Ministério da Cultura, a fim de manter a preservação e impedir os roubos e comercialização ilegal desses itens que fazem parte do patrimônio histórico da Itália.

3 – Restos mortais de neandertal em caverna na Itália

Restos fossilizados foram encontrados próximos à cidade de Roma, na Itália. Acredita-se que seja de homenídeo que viveu entre 90 e 100 mil anos atrás, cuja descoberta ocorreu na Grota Guattari, cavernas pré-históricas descobertas há mais de 80 anos.

Os neandertais, parentes mais próximos dos humanos, foram extintos há cerca de 40.000 anos e não está clara a causa de sua morte, entretanto, as teorias estudam hipóteses como a incapacidade de se adaptar às mudanças climáticas, o surgimento do Homo sapiens ou até mesmo as hienas poderiam ter caçado esses humanos. Já foram localizados, anteriormente, 11 pessoas na Grota Guattari e restos de animais, incluindo de hienas, cavalos selvagens, elefantes e o auroque, animal bovino extinto.        

O intuito dos pesquisadores agora é se aprofundar no modo de vida dos neandertais, examinando o DNA dos fósseis e os caminhos percorridos até a chegada na caverna.

4 – Espada nórdica de 3 mil anos intacta encontrada na Dinamarca

Uma equipe de arqueólogos no Museu de Odene, descobriu durante trabalhos de construção de um gasoduto na ilha dinamarquesa de Funen, uma espada de aproximadamente três mil anos. Acredita-se que a espada é pertencente à idade nórdica do bronze (1700 – 500 a.C.) e tenha sido parte de uma oferenda.

Segundo Jesper Hansen, curador do museu, a espada que foi feita de bronze, madeira, chifre e antimônio, possui 1,3 quilos e foi encontrada em boas condições de conservação. Visto que o artefato é composto de diferentes materiais, seus cuidados são um assunto complexo. Por isso, os pesquisadores decidiram desmontar os punhos e manter separados os elementos da espada.   

Essa técnica permite que o metal, a madeira e o chifre sejam tratados separadamente para garantir a correta preservação e, assim que os trabalhos de pesquisa forem concluídos, a espada será novamente remontada e exposta nas instalações do museu.

5 – Ancestral humano misterioso em Israel (uma das descobertas arqueológicas mais misteriosas)   

Um estudo realizado pela Universidade de Tel Aviv em conjunto com a Universidade Hebraica de Jerusalém, evidenciou fósseis recém-descobertos e que revelam um possível novo tipo de espécie de Homo, que coexistiu com ancestrais humanos, na região do Mediterrâneo, há mais de 120.000 anos. Essa nova espécie misteriosa foi chamada de Homo Nesher Ramla, uma alusão ao local em que foram encontrados os vestígios, em Israel.

Esses fósseis datam o final da época do Pleistoceno médio, a era em que a linhagem dos hominídeos evoluiu e deixou uma marca duradoura na humanidade. Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv relatam que a morfologia se parece com a dos Neandertais (dentes e mandíbulas) e dos humanos modernos (crânio), porém é significativamente distinta. A estrutura do crânio é diferente, com dentes grandes e queixo quase ausentes. A simulação ocorreu pelo uso de tecnologia moderna, reconstrução virtual e comparação desses materiais ao real.   

Um grupo distinto de hominídeos não poderia estar ligado a outros grupos. Foi a partir do Levante, em Israel, que o Homo Nesher Ramla migrou entre a Europa e a Ásia.

Essas informações sobre as descobertas arqueológicas são fundamentais para o estudo arqueológico, que tanto contribui para compreendermos a formação da nossa sociedade contemporânea, e devem ser divulgadas para o acesso comum, a fim de que não se restrinja aos estudiosos da área.

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Por Erica Almeida Silva – Anhembi

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