Egito: confira cinco razões para visitar o país das pirâmides
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Egito: confira cinco razões para visitar o país das pirâmides

Egito: confira cinco razões para visitar o país das pirâmides

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O Egito é um país muito conhecido por suas enormes pirâmides, principalmente as Pirâmides de Gizé, e por suas paisagens e natureza exuberantes como o Mar Vermelho ou o enorme deserto do Saara. Há inúmeras razões para visitar o país considerado berço de uma das mais importantes civilizações da Antiguidade. Viajar para o Egito é um convite para voltar no tempo, às aulas de história e conhecer uma cultura plural e peculiar a nossa.

Localizado na porção nordeste do continente africano, na região denominada África Mediterrânea, o território do Egito possui fronteira terrestre com a Ásia. Limita-se a oeste com a Líbia, ao sul com o Sudão, a nordeste com a Faixa de Gaza e Israel, além de ser banhado pelo Mar Mediterrâneo ao norte e pelo Mar Vermelho a leste. A sua capital é o Cairo, onde ao menos 50% da população egípcia habitam os grandes centros urbanos, assim como a cidade de Alexandria situada ao norte e principal porto do país. A cidade foi fundada por Alexandre Magno em 332 a.C. e foi o principal centro cultural do mundo antigo e possui uma das histórias mais completas do Egito.

O Egito é o terceiro país mais populoso da África, com aproximadamente 84,4 milhões de habitantes. Mais de 90% desse contingente populacional reside nas áreas próximas às margens do Rio Nilo e na costa do Mar Mediterrâneo, visto que as outras regiões do país são desérticas, ocupadas pelo Deserto do Saara. É o Rio Nilo que promove a principal fonte de vida e trabalho, através dele é realizado o abastecimento de água e energia elétrica, possibilitando o desenvolvimento da atividade agrícola. Os principais cultivos são de arroz, trigo, algodão e milho. Também há criações de ovelhas, cabras e aves.

O árabe chegou ao Egito no século VII, é a língua formal e oficial do estado que é usada pelo governo e pelos jornais. Enquanto isso, o dialeto árabe egípcio ou Masri é a língua oficial falada do povo. A posição do Egito no coração do mundo de língua árabe fez dele o centro da cultura e seu dialeto generalizado teve uma enorme influência em quase todos os dialetos vizinhos. A língua egípcia, que formava um ramo separado entre a família das línguas afro-asiáticas, estava entre as primeiras línguas escritas e é conhecida pelas inscrições hieroglíficas preservadas em monumentos e folhas de papiro. A língua copta, o estágio mais recente do egípcio escrito principalmente em alfabeto grego com 7 letras demóticas, é hoje a língua litúrgica da Igreja Ortodoxa Copta.

A cultura do Egito tem milhares de anos de história registrada. Por milênios, o Egito manteve uma cultura surpreendentemente única, complexa e estável que influenciou as culturas posteriores da Europa. Na culinária egípcia predominam as tradições culinárias locais, como Ful medames, Kushari e Molokhia. Ela também compartilha semelhanças com alimentos encontrados em todo o Mediterrâneo oriental, como kebab e falafel. No Egito, a religião controla muitos pontos da vida social e é aprovada por lei. A população é predominantemente muçulmana, com muçulmanos que compreendem entre 80% e 90% de uma população de cerca de 95 milhões de egípcios. A grande maioria dos egípcios adere ao Islã, principalmente ao sunita, e uma minoria de cerca de 9% pertence à Igreja Ortodoxa Copta da Alexandria, um ramo do cristianismo ortodoxo.

Agora que você já conheceu um pouco mais sobre a história e a cultura dessa grande civilização histórica, confira 5 motivos que vão te convencer de vez a visitar e conhecer as maravilhas do Egito!

Egito
O Egito é um dos destinos mais ricos em cultura para visitar. | Foto: Reprodução.

Razões para visitar o Egito

1- Construções históricas milenares

Quando pensamos em grandiosas obras na história da humanidade, quase sempre nos lembramos das pirâmides do Egito Antigo. As Pirâmides de Gizé são os monumentos mais conhecidos do Egito e alguns dos mais antigos do mundo. Por isso, as Pirâmides de Gizé não podem ficar de fora do seu roteiro de viagem. As três pirâmides de Gizé ficam no Planalto de Gizé, a 18km do Cairo, são elas: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Além dessas, há muitas outras pirâmides menores que também valem a pena conhecer.

Outro ponto turístico muito importante e que fica próximo às Pirâmides de Gizé é a Grande Esfinge de Gizé, uma imponente escultura dotada de cabeça humana e corpo de leão. Trata-se de um dos monumentos mais extraordinários e emblemáticos não apenas no Egito, mas no mundo inteiro. A enigmática esfinge possui uma altura de, aproximadamente, 20 metros e um pouco mais de 70 metros de longitude. Além disso, possui uma cabeça humana e corpo de leão, algo que para os antigos egípcios reunia em uma mesma figura a inteligência e a força.

2- Paisagens naturais deslumbrantes

O mar Vermelho, entre a África e a Ásia, traz consigo inúmeros refúgios remotos e paradisíacos, como o golfo de Aqaba, além de outras belezas naturais que vão além da água e do deserto. São um ótimo destino para férias relaxantes e exóticas em meio a águas azuis turquesa e enormes desertos. Como a exuberante Taba, entre a África e a Ásia, atrai turistas do mundo todo por conta de suas praias imaculadas, recifes de corais espetaculares e templos religiosos inspiradores. Para melhorar, tem o Monte Sinai a poucos metros de distância.

Outro destino é a cidade de Marsa Alam entre o mar vermelho e o deserto, ao sul de Hugharda, é um verdadeiro oásis egípcio, tem belas praias, pontos para mergulho e observação de golfinhos, safáris e expedições para o deserto. O clima agradável durante boa parte do ano o torna o destino ideal para as férias. O Deserto Branco é um dos grandes atrativos de Farafra é o Parque Nacional Saara el Beyda, onde fica o incrível deserto branco. Diversas rochas adornam o local, que surgiu por meio de formações de giz de rocha maciça, resultantes das ocasionais tempestades de areia.

3- Conhecer uma nova cultura e costumes

A cultura do Antigo Egito parece a partir do modo de vida, costumes e tradições da antiga sociedade egípcia. Você pode conhecer um pouco mais sobre a cultura dessa sociedade milenar no Museu Egípcio do Cairo, inaugurado em 1902 é o Museo mais importante dos seus estilos neoclássicos a nível mundial. Entre os apreciados objetos da coleção do museu podemos ver estátuas, pinturas, relevos e elementos funerários, entre outros numerosos objetos, embora haja duas áreas que se destacam sobre o resto das exposições: tratam-se das salas de Tutancâmon, onde são expostos os tesouros encontrados em sua tumba, e a sala das múmias, onde repousam os restos mumificados de importantes faraós.

Não há lugar melhor para conhecer os costumes de um povo que um enorme mercado, o Khan El Khalili, ou Jan El Jalili, é o mercado mais famoso do Egito e de todo Oriente Médio. Sua origem data do ano 1382 se encontra no coração do Cairo islâmico, em uma zona amuralhada com um ar medieval e em que se respira a magnificência da arquitetura mameluca. No mercado você pode encontrar mais de 900 estandes com os mais variados produtos como tecidos, artesanatos, joias, especiarias, perfumes, instrumentos musicais, souvenirs e presentes egípcios. Além das lojas, o mercado também possui antigos cafés para tomar chá e fumar o tradicional narguilé. O mais famoso é o El Fishawi, conhecido também como o Café dos Espelhos. Aberto em 1769 e funcionando até hoje – aberto 24 horas por dia.

4- Conhecer as iguarias egípcias

A culinária do Egito é rica e bastante similar ao resto do oriente médio. A gastronomia típica do Egito é muito saborosa, colorida e variada. Os deliciosos e picantes pratos típicos do país têm alguns protagonistas como o peixe fresco do Mediterrâneo e a carne de cordeiro, que costumam ser servidos acompanhados de fruta fresca e vegetais locais.

 A dieta principal é baseada nos grãos como fava, lentilha e grão de bico e é utilizado muitos temperos naturais nas preparações. Alguns dos pratos típicos do país são: Koshary composto por diversos tipos de macarrão, arroz, lentilha, grão de bico, molho de tomate, molho de alho e cebola frita, o Koshary está presente nas ruas e nas casas de norte ao sul do país; Kunafa é uma sobremesa muito tradicional em todo o Oriente Médio, ela é feita com massa bem fina, manteiga, calda de açúcar. Podem ser recheadas com nozes e uvas passas, creme de leite ou queijo. O famoso churrasco egípcio também é uma ótima opção, o Kebab, pedaços de carne de carneiro ou de boi e bem temperados, são assados no grill e servidas com tahine (molho feito de gergelim) e baba ghanouj (mistura de molho tahine com berinjela defumada).

O Egito é o país do chá, os mais populares são: preto, de hortelã e de hibisco. Os sucos também são bastante consumidos, principalmente o de tamarindo, bem típico da capital Cairo. Outros populares são: Assab, suco de cana de açúcar, Er’sous é um suco de alcaçuz, Lamoun, que é uma espécie de suco verde de limão, e o Assir manga, que é o suco de manga. Se você quiser experimentar a cerveja egípcia local, não terá problemas em encontrar uma Stella em qualquer bar ou restaurante. É uma bebida bastante suave em comparação com outras cervejas.

5- Templos e Mesquita

Após conhecer as principais cidades do Egito, é recomendável saber quais são os templos e as mesquitas mais importantes do país. Abu Simbel é um complexo de dois templos escavados na rocha, um dedicado a Ramsés II e o outro a Nefertari, sua primeira esposa. O Templo de Abu Simbel é uma das construções mais espetaculares do Egito, compete até com a beleza das grandiosas Pirâmides de Gizé.

Localizada junto à Cidadela de Saladino, a Mesquita de Al Rifa’i é um imponente templo construído entre 1869 e 1912, também conhecido como a Mezquita Real por abrigar os restos de diversos membros da família real. A Mesquita Al Rifa’i é uma enorme construção retangular de mais de 1700 metros quadrados que está dividida em três naves localizadas ao redor de uma cúpula. Está bem próximo à Mesquita do Sultão Hassan, e até parece que formam parte do mesmo complexo. Você poderá visitar dois dos templos mais importantes da cidade ao mesmo tempo.

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Por Ana Júlia Müller Fernandes – Fala! Universidade Federal de Santa Maria

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