5 coisas que eram proibidas para as mulheres no Brasil
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5 coisas que eram proibidas para as mulheres no Brasil

5 coisas que eram proibidas para as mulheres no Brasil

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A série The Handmaid’s Tale, com 21 indicações ao Emmy Awards 2021, conta a história de um futuro próximo onde as mulheres têm seus direitos cassados e começam a ser tratadas como propriedade. No Brasil, em um passado também próximo, as mulheres não tinham inúmeros direitos que são imprescindíveis hoje.

O movimento feminista foi essencial para a conquista dos direitos das mulheres. Assim, é preciso conhecer a história, e continuar defendendo os direitos iguais para que não tenhamos um fim igual ao da série. Por isso, listamos 5 coisas que já foram proibidas para as mulheres no Brasil e que talvez você não saiba!

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Muitos dos direitos desfrutados pelas mulheres é recente no Brasil. | Foto: Reprodução/Diário do Comércio.

Conheça 5 coisas que eram proibidas para as mulheres no Brasil

1. Cartão de Crédito

Em 1974, o Senado aprovou a Lei de Igualdade de Oportunidade de Crédito, que fez com que os credores não discriminassem seus clientes por seu estado civil ou gênero. Antes disso, as mulheres que quisessem ter acesso a um cartão de crédito precisavam levar um homem para assinar o contrato.

2. Futebol feminino

Durante a Era Vargas, no ano de 1941, foi imposto o Decreto-Lei 3199, que proibia a mulher de praticar esportes devido às “condições da sua natureza”. A medida permaneceu em vigor até 1979, totalizando 38 anos que o esporte ficou proibido para as mulheres no Brasil.

3. Trabalhar

Até 1962, as mulheres casadas precisavam da autorização de seus maridos para trabalhar fora, e essa decisão poderia ser revogada a qualquer momento, de acordo com o que decretava o Código Civil de 1916.

4. Divórcio

Apesar do dirvócio continuar sendo mal visto pela sociedade até poucos anos atrás, foi no ano de 1977 que a lei nº 6.515/1977 foi aprovada, tornando o dirvócio legal. Antes disso, a mulher que era infeliz em seu casamento não tinha o direito de se divorciar. No entanto, pela pressão social, muitas continuam casadas mesmo com amparo legal por medo de ficarem “mal faladas”.

5. Voto

O direito mais importante conquistado pelo movimento feminista só foi concedido em 1932, para as mulheres, no Brasil. O direito ao voto aconteceu com a aprovação do Código Eleitoral (Decreto n.º 21.076), durante o governo Vargas. Mas apenas mulheres casadas, com autorização dos maridos, ou viúvas com renda própria podiam votar. Essas limitações deixaram de existir em 1934, quando o sufrágio feminino foi incluído na Constituição Federal. 

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Por Alexia Gomes – Fala! UFRJ

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