Victor Sá, do Wolsburg, conta sobre a volta aos gramados na Alemanha
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Victor Sá, do Wolsburg, conta sobre a volta aos gramados na Alemanha

Victor Sá, do Wolsburg, conta sobre a volta aos gramados na Alemanha

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João Victor Sá é um atacante que, atualmente, joga pelo Wolfsburg, da primeira divisão alemã. Ele também passou pela base do Palmeiras e pelo time principal do São José (SP). Antes de atuar na Alemanha, Victor Sá rodou por dois clubes na Áustria, o primeiro foi o SV Kapfenberg, da segunda divisão, e o LASK Linz, uma das principais forças do futebol austríaco.

Nas duas temporadas que atuou pelo Kapfenberg, Victor Sá marcou 30 gols em 68 jogos e deu 11 assistências. Também foi o artilheiro da Copa austríaca da temporada 16/17 com 7 gols marcados

No Linz, Victor Sá disputou 54 jogos, marcou 27 gols e deu 14 assistências. E foi novamente artilheiro da copa austríaca na temporada 18/19 com 6 gols.

Atualmente, no Wolfsburg, ele acumula 35 jogos, 4 gols e 4 assistências.

Wolfsburg
Victor Sá atuando pelo Wolfsburg. | Foto: Reprodução Transfermarkt.

Entrevista com João Victor Sá

Em entrevista ao jornalista Leonardo Almeida, João Victor Sá contou sobre sua expectativa com o retorno da Bundesliga e sobre seu dia a dia na Alemanha.

Qual foi sua reação ao saber que a Bundesliga retornaria em Maio?

“No começo, eu achava que não retornaria em maio, mas quando a Federação Alemã anunciou que iria retornar, pensei que seria bacana, pois sabia que a situação na Alemanha já estava se controlando em relação ao vírus, então pensei que seria legal porque é um passo para frente no mundo do futebol, e que os outros países pudessem nos ver como exemplo e dar seguimento ao campeonato quando a pandemia estiver mais controlada.”

Como funciona seu dia a dia dentro e fora do clube? 

“Dentro do clube, sempre seguindo as medidas de segurança, questão da distância dentro dos vestiários, cada um tem sua própria garrafinha, dentro de campo também tem que evitar o contato com outras pessoas. A Federação Alemã sempre fala para nós, jogadores, se privarem de sair de casa e procurar evitar restaurantes e sair apenas para ir aos supermercados. A gente tem bastante restrição, e vive basicamente no hotel porque estamos concentrando 2 dias antes de cada jogo.”

O campeonato alemão foi o primeiro das grandes ligas a voltar. Qual a sensação de jogar um campeonato no meio da pandemia? E como é jogar sem a vibração da torcida nos estádios?

“É diferente jogar no meio de uma pandemia, estamos vendo que o mundo inteiro está parado e retornando aos poucos e, aí, você vê a gente jogando, é diferente. Mas, ao mesmo tempo, é bacana, sabemos que o futebol sempre traz alegria para as pessoas e isso ajuda bastante. Jogar sem torcida é uma sensação estranha, ainda mais na Alemanha, que sempre tem o estádio bastante cheio, mas a gente vai se adaptando e se acostumando.”

Victor, você jogou na base do Palmeiras, passou por São José-SP, foi para a Áustria e, hoje, joga pelo Wolfsburg da Alemanha. Como foi sua adaptação ao futebol europeu?

“O começo foi bem difícil em relação à língua, ao modo de jogo, e a exigência tática e física é bem diferente do Brasil. No momento que me dediquei a aprender a língua, me dediquei taticamente e vi que as coisas fariam bastante diferença para mim, foi aí que começou a melhorar tudo.”

Qual foi o maior desafio de sua carreira?

“Já passei por muita coisa na carreira, mas chegar aqui na Europa em uma liga pequena e, a partir daí, só conseguir vencer e chegar aonde eu estou hoje, foi bem complicado, a caminhada foi bem difícil. Também no Brasil, jogando em times menores, foi bem complicado. Mas ainda acredito que foi meu começo na Europa, de chegar e não saber a língua, de se adaptar e viver em uma cultura totalmente diferente foi bem difícil.”

Do que você sente mais falta no Brasil?

“Sinto falta do calor e dos amigos, no começo, é bem difícil e sente bastante saudade, sente falta, às vezes, do calor, da comida, da família – que não dá para trazer todos.”

Pretende voltar a atuar no Brasil?

“Pretendo, sim, voltar ao Brasil, se tiver oportunidade, e atuar em um time grande, com expressão, vou deixar nas mãos de Deus para ver o que pode acontecer.”

Seleção Brasileira é um objetivo?

“Com certeza é um sonho, mas tudo acontece no tempo de Deus. Vou seguir trabalhando em meu clube e, se um dia acontecer, eu ficaria muito feliz.”

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Por Leonardo Almeida – Fala! UFBA

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