'Sweet Tooth' - leia a crítica do novo sucesso da Netflix
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‘Sweet Tooth’ – leia a crítica do novo sucesso da Netflix

‘Sweet Tooth’ – leia a crítica do novo sucesso da Netflix

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Nova série de ficção científica/fantasia da Netflix, Sweet Tooth retrata um mundo pós-apocalíptico, repleto de crianças híbridas lutando para sobreviver

Baseada nos quadrinhos do escritor e ilustrador Jeff Lemire, publicados entre 2009 a 2013, a série da Netflix retrata esse mundo pós-apocalíptico, destruído após a pandemia de uma nova doença chamada “Flagelo”, uma gripe muito forte, de fácil proliferação e alta letalidade. Simultaneamente com essa doença, os bebês começaram a nascer híbridos, ou seja, humanos misturados com animais.

Gus, um híbrido de humano e veado, é levado pelo seu pai para o meio da floresta para se esconder de caçadores de híbridos, conhecidos como “Últimos Homens”. Durante nove anos, Gus e seu pai vivem tranquilamente na floresta, até que um ataque faz a vida do menino mudar drasticamente.

Sweet Tooth
Sweet Tooth, nova série da gigante do streaming. | Foto: Reprodução.

Crítica da série Sweet Tooth

A série fez um trabalho excelente ao trazer o universo das HQs de Sweet Tooth para as telas, porém alguns detalhes foram alterados para se encaixar melhor na proposta de produção da Netflix. O desenvolvedor da série, Jim Mickle, apresenta um cenário mais esperançoso e leve, diferente dos quadrinhos, onde os traços são grotescos e cheios de violência, tornando, assim, mais fácil a conexão feita entre os personagens e os telespectadores, que se apegam rapidamente ao protagonista Gus e seu parceiro de aventura Tommy, além dos outros personagens marcantes da série.

Cada episódio conta um pouco da história dos personagens, além da trama principal de Gus na sua busca por respostas, a série aborda outras narrativas, que acontecem simultaneamente com a do protagonista. Dessa maneira, é possível aprofundar os personagens e enriquecer a história com perspectivas diferentes de pessoas que também estão lutando para sobreviver. Um exemplo disso é a trama do Dr. Singh, que busca um tratamento para sua esposa Rani, que possui o “Flagelo”.

Assistir a essa série é se maravilhar com a beleza visual do projeto e se apaixonar pelas características humanas dos personagens, que mesmo em um ambiente hostil e violento, ainda possuem traços de bondade e fidelidade, trazendo esperança em um mundo cheio de pessoas ruins. Utilizando um narrador para conectar ainda mais o espectador com a história, a série possui um roteiro direto e que prende facilmente os telespectadores com os mistérios que são apresentados no decorrer da trama.

Vale muito a pena dar uma chance para Sweet Tooth e essa aventura repleta de sentimentos e surpresas, onde o jovem Gus nos guia por um caminho de mudanças, medos, amores e fantasia.

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Por Carolina Helena – Fala! Universidade Metodista de São Paulo

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