Super Bowl 2020: a performance política de Jennifer Lopez e Shakira
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Super Bowl 2020: a performance política de Jennifer Lopez e Shakira

Super Bowl 2020: a performance política de Jennifer Lopez e Shakira

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Super Bowl 2020: Do campo esportivo ao político – a performance de Jennifer Lopez e Shakira

Mulheres, latinas, cantoras e diversidade. Essas foram as palavras que marcaram o show de intervalo do Super Bowl 2020. A final da NFL (Liga de Futebol Americano dos Estados Unidos) entre Kansas City Chiefs e San Francisco 49ers, que ocorreu neste último domingo, em Miami, contou com uma das performances mais representativas e importantes trazidas pelas cantoras Jennifer Lopez e Shakira.

Jennifer Lopez e Shakira entoaram seus maiores hits no final da NFL. – Foto: TIMOTHY A. CLARY/AFP/Reprodução

Pela primeira vez em sua história, o palco foi tomado e comandado por duas mulheres latinas durante o intervalo do Super Bowl. J-lo e Shakira fizeram da performance o palco para falar sobre temas como: imigração e representatividade.

Na sua 54ª edição, o show de intervalo não deixou essa reflexão de lado. Enquanto dançarinas de várias etnias complementavam o palco ao lado da cantora Shakira, diversas crianças apareceram dentro de uma espécie de gaiola e possuíam roupas brancas adornadas com a bandeira dos Estados Unidos. Seguidas por uma imagem aérea do palco representando o símbolo feminino, a filha de Jennifer Lopez, Emme Maribel, juntou-se as divas na performance para cantar “Let’s Get Loud”. Já a mãe da pequena, enrolada em uma bandeira de Porto Rico, entoava “Born In The USA”, de Bruce Springsteen, fazendo um mix entre as músicas. A performance chamou a atenção por remeter ao cenário vivido pelas crianças imigrantes durante a política de tolerância zero nos EUA.

Entre abril e maio de 2018, o governo do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, separou mais de 2 mil crianças imigrantes de suas famílias e realocou as mesmas em abrigos. A política de “tolerância zero” tinha como principal intuito barrar a imigração ilegal advindas das fronteiras e junto à esse cenário soma-se o processo de deportação em massa e acusação criminal para os imigrantes adultos sem documentos. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmou que essa nova regra iria permitir a “integridade do sistema migratório”. Tal medida causou indignação internacional, principalmente após vazarem imagens de crianças em uma espécie de jaula nos abrigos.

A separação de famílias imigrantes, em sua grande maioria latino-americanos, se tornou um tema que ganhou ampla repercussão nos jornais de todo o mundo. A ONU (Organização das Nações Unidas) se manifestou sobre o caso e exigiu a suspensão da separação das famílias por parte do governo dos EUA. “Os EUA devem imediatamente suspender essa prática de separar as famílias e parar de criminalizar o que deve ser no máximo uma infração administrativa: entrar ou permanecer irregularmente nos Estados Unidos. Entrar em um país sem os documentos relevantes não deve ser um crime. Então essas pessoas não devem ser detidas”, afirmou a porta-voz de Direitos Humanos da ONU Ravina Shamdasani.

Em uma recente matéria publicada pela Billboard, a bandeira usada por J-lo representando a ilha caribenha deixou os porto-riquenhos surpresos: “Todo mundo começou a bater palmas. Eles pularam de suas cadeiras. Foi tão emocionante”, recordou Danny Hernández, funcionário do governo na cidade de Guayanill em entrevista ao portal. Essa representatividade também está atrelada ao furacão que atingiu a ilha em 2017 e a resistência da população contra a corrupção.

Créditos: KEVIN WINTER/AFP/Getty Images
Créditos: KEVIN WINTER/AFP/Getty Images

A cantora Shakira também fez questão de representar costumes e danças da cultura colombiana e libanesa. A inigualável dança do ventre foi um dos destaques de sua performance, além de trazer músicas presentes no Oriente Médio. A cultura latino-americano pulsava em todos os cantos do palco.

“Hips Don’t Lie”, “Jenny From The Block”, “Waka Waka”, “On The Floor” foram alguns dos sucessos presentes na noite do campeonato. A segunda língua mais falada nos Estados Unidos, o espanhol, também marcou presença nas performances de J. Balvin e Bad Bunny. O show de J-lo e Shakira foi um dos assuntos comentados no Twitter e acabou somando mais de 70 milhões de visualizações no canal do youtube da NFL.

Veja o momento a partir do minuto: 11:37.

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Por Bianca Dias – Fala! Anhembi

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