Síndrome de Estocolmo: Quando a agressão vira afeto
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Síndrome de Estocolmo: Quando a agressão vira afeto

Síndrome de Estocolmo: Quando a agressão vira afeto

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O nome não é muito conhecido, mas essa síndrome é bastante comum. A Síndrome de Estocolmo é um estágio psicológico em que a vítima por presenciar medos, frustrações e anseios dentro de uma determinada situação passa a criar afeto pelo seu agressor. Atualmente, um dos casos mais famosos da síndrome no cinema se passa no filme polones 365 Dni, quando Laura Biel (Anna-Maria Sieklucka) se apaixona por Massimo Torricelli (Michele Morrone), o homem que armou seu sequestro.

Pensando nisso, explicamos o que é a Síndrome de Estocolmo, quando surgiu e os casos mais conhecidos da dramaturgia e vida real.

Você já ouviu falar sobre a Síndrome de Estocolmo?

Origem

No ano de 1973, dois assaltantes invadiram o banco Sveriges Kreditbank of Stockholm,em Estocolmo, localizado na Suécia. Após a chegada da polícia, os dois assaltantes fizeram 4 funcionários como reféns por 6 dias, quando os policiais iniciaram suas estratégias para à libertação dos reféns, as mesmas não aceitaram ajuda nas autoridades, usaram seus próprios corpos para proteger a integridade física dos assaltantes e ainda responsabilizaram os profissionais pelo o que tinha ocorrido. Em um caso específico, foi ainda mais longe, após sua libertação, criou um fundo para os raptores, para ajudá-los nas despesas judiciais que estes teriam.

As primeiras vítimas conhecidas da Síndrome de Estocolmo.
As primeiras vítimas conhecidas da Síndrome de Estocolmo. | Foto: Reprodução.

O estágio emocional e de estresse é tão grande que faz a vítima acreditar que qualquer gesto gentil do agressor seja para protegê-la e isso pode gerar um sentimento de falsa empatia. 

De onde vem o afeto na Síndrome de Estocolmo?

O afeto se dá pela situação de medo, estresse e pressão psicológica da situação, em que o instinto de sobrevivência da vítima, inconscientemente, acredita que ela precisa cumprir todas as regras do agressor para que ela possa sair da situação de uma forma menos dolorosa. É possível que a vítima se apaixone e crie até uma amizade com quem está causando a situação, ela começa a interpretar os atos do agressor como gentis, educados, ou mesmo de não violência como indícios de uma suposta simpatia da parte dele a ela. 

Mónica e Denver em La Casa de Papel.
Mónica e Denver em La Casa de Papel. | Foto: Reprodução.

Na maioria das vezes, a vítima não reconhece esse quadro da síndrome e não acredita que está vivendo a situação, mesmo ouvindo a respeito, muitas não acreditam que tenham sido vítimas dessa síndrome e também não assumem que tudo que ocorreu ali foi um estado ilusório que sua própria mente criou como uma autodefesa.Um exemplo claro dessa síndrome são as mulheres que, mesmo após serem agredidas pelo seu parceiro, continuam a defendê-los e justificando suas agressões. Outro exemplo é na série La Casa de Papel, em que a personagem Mónica Gaztambide, após ser mantida refém por Denver, inicia um relacionamento com ele e passa a integrar seu bando.

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Por Lívia Ferreira de Almeida – Fala! Mack

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