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Resenha: Oito Mulheres e Um Segredo

Resenha: Oito Mulheres e Um Segredo

Por Karolyne Rocha de Oliveira – Fala!Cásper


Um filme que mostra mulheres incríveis fazendo coisas incríveis – essa me parece a melhor definição para essa produção hollywoodiana. Com um elenco repleto de estrelas, a gangue recrutada por Sandra Bullock conta com Cate Blanchett, Rihanna, Mindy Kaling, Awkwafina, Helena Bonham Carter, Sarah Paulson e Anne Hathaway.

O filme que faz parte do mesmo universo do clássico Onze Homens e um Segredo traz Sandra na pele de Debbie Ocean, irmã de Danny Ocean, que está morto, mas ninguém acredita muito nisso. A irmã Ocean acaba de sair da prisão onde ficou cinco anos, oito meses e 12 dias planejando o roubo do século. O palco do espetáculo é tradicional Baile do MET Gala, e o alvo é o um colar Cartier de diamantes no valor de US$ 150 milhões que ficou durante cinquenta anos dentro de um cofre – até o dia do baile. Logo na primeira sequência de cenas fica claro o talento da personagem para o mundo do crime, e como esse roubo é importante para ela, seu grande golpe.

Para que tudo ocorra como planejado, porém, Debbie precisará de uma girls gang. Cate Blanchett é Lou, sua parceira de crime de longa data que ajuda Debbie a encontrar as outras integrantes. A cantora Rihanna é a hacker Nine Ball, imprescindível para saírem limpas da ação. Mindy Kaling vive Amita, uma especialista em jóias que não vê a hora de sair da casa da mãe. Awkwafina é uma ladra de rua chamada Constance que surpreende com os truques. Helena Bonham Carter coloca seu toque pessoal na estilista à beira da falência Rose Weil. A dona de casa sedenta pela adrenalina que só  o roubo proporcion, Tammy, é vivida por  Sarah Paulson. Por fim, temos Anne Hathaway vivendo o papel mais diferente que eu já a vi atuando: ela é Daphne Kluger, uma atriz aparentemente fútil que levará o colar no pescoço. Apesar de termos Debby Ocean como principal da trama, todas as personagens possuem o mesmo peso, com espaço suficiente na história para se desenvolverem. Elas se complementam.

Não sei vocês que assistiram o filme ou vão assistir, mas shippei muito os personagens de Sandra Bullock e Cate Blanchett, elas são parceiras de crime e amigas fiéis, porém algo fica no ar. A química foi perfeita. Atenção à personagem de Anne Hathaway, como disse parece fútil, mas não é do feitio da atriz fazer esses tipo de papel, ela pode surpreender.

O ponto alto do filme é sem dúvida o grande baile do MET, onde esperamos que o roubo aconteça e com ele a sucessão de acontecimentos que tiram o fôlego. Trazendo um roteiro direto, sem enrolação, uma ação inteligente e cativante, é impossível que você tire os olhos da tela, ou contrariando todos os nossos valores morais, não torcer para que o roubo dê certo. Tudo foi muito bem arquitetado nesse plano, e quando cada parte dele é revelado, te aconselho a segurar o queixo.

O figurino é impecável, a cada cena uma personagem aparece com uma roupa mais bonita que a outra. Atenção especial para os modelos do baile, não poderia ser diferente em um filme que conta com o MET Gala, famoso pelos looks inesquecíveis. Além das oito atrizes que fazem parte da gangue, surgem na tela estrelas que conhecemos do cinema e do Instagram, Katie Homes e Heidi Klum dividem espaço com as irmãs Kardashians/Jenners Kim, Kylie e Kendall entre os convidados do baile.

Pouco se via mulheres como protagonistas e grandes filmes, ou em papéis profundos, mas tudo que se achava eram personagens rasas, e nos últimos anos essa realidade vem começando a mudar. O assalto do século faz mais do que nos surpreender com ação e suspense, ele mostra que nós mulheres chegamos e agora é a nossa vez, seremos atrizes lindas, hackers que dão a volta nos melhores sistemas de seguranças, estrategistas, fortes e, acima de tudo, estaremos juntas por um segredo.

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