Rayssa Leal: o conto de fadas que se tornou realidade
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Rayssa Leal: o conto de fadas que se tornou realidade

Rayssa Leal: o conto de fadas que se tornou realidade

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Jhulia Rayssa Mendes Leal nasceu em 2008, no interior do Maranhão, e, mesmo tão nova, já assumiu grandes responsabilidades, representando o País em uma modalidade de estreia nos Jogos Olímpicos. A “fadinha” emocionou os brasileiros na madrugada de 26 de julho, entrando para história como a atleta brasileira mais jovem a conquistar uma medalha, com a prata no Skate Street. “Pude representar todas as meninas do Skate. Realizar meu sonho de estar aqui e ganhar uma medalha, é muito gratificante pra mim, realizar o sonho dos meus pais”, declarou Rayssa após a conquista.

Rayssa Leal é uma das medalhistas brasileiras nas Olimpíadas 2021.
Rayssa Leal é uma das medalhistas brasileiras nas Olimpíadas 2021. | Foto: Reprodução.

Trajetória de Rayssa Leal

Sua paixão pelo esporte começou quando um amigo de seu pai a presenteou com um skate, que promoveu sua popularidade em 2015, com um vídeo publicado que mostrava suas tentativas em realizar a manobra “heelflip”, considerada muito difícil. Chamou a atenção pela persistência, mas principalmente por estar fantasiada de fada. Na época, o vídeo chegou a atingir mais de 4,8 milhões de visualizações e 60 mil compartilhamentos, incluindo o de Tony Hawk.

Desde o vídeo na cidade natal de Imperatriz, a jovem vem acumulando diversos títulos nacionais e internacionais, como a etapa da SLS, em Los Angeles, aos 11 anos e o vice-campeonato no Mundial de Skate Street, disputado em São Paulo, atrás apenas de Pâmela Rosa, além da indicação ao Prêmio Laureus, considerado o Oscar do Esporte, um ano depois.

Teve como inspiração a skatista Letícia Bufoni, uma das maiores esportistas na modalidade e companheira de Rayssa nas pistas olímpicas. Ainda em 2015, após viralizar como fadinha, o programa Esporte Espetacular promoveu um primeiro encontro emocionante entre as duas.

Apesar do sucesso, relatou algumas dificuldades e a importância do otimismo em sua carreira: “Comecei a andar de skate com apoio dos meus pais, mas muitas pessoas, até mesmo da minha família, quiseram me parar. Eu andava com minha prima, que parou por causa do preconceito da família. E eu nunca deixei isso entrar na minha cabeça, porque não ficaria bem. Portanto, nunca desista de seus sonhos, mesmo que ninguém te apoie”.

Jogos Olímpicos de Tóquio

As três skatistas competiram nas Olimpíadas de Tóquio.
As três skatistas competiram nas Olimpíadas de Tóquio. | Foto: Reprodução.

No último dia do Mundial de Skate, realizado em Roma, em junho, Letícia Bufoni, Pâmela Rosa e Rayssa Leal se classificaram para a final e carimbaram seus passaportes para as Olimpíadas 2021 de Tóquio

Mesmo com uma disputa acirrada, somente Rayssa seguiu para a final da competição, com a terceira colocação entre oito classificadas. As outras duas brasileiras, Leticia e Pâmela, não conseguiram avançar e terminaram em nono e em décimo, respectivamente, encerrando as expectativas de mais de uma atleta brasileira medalhista na disputa.  

Rayssa Leal é a "fadinha" do skate.
Rayssa Leal é a “fadinha” do skate. | Foto: Reprodução.

Rayssa dividiu o pódio com as japonesas, Momiji Nishiya, também de 13 anos, e Funa Nakayama, de 16. Na final, ficou entre as primeiras colocações desde o início das rodadas e seu protagonismo se consolidava a cada manobra. Com sua personalidade leve e sorriso contagiante, sempre demonstrou apoio às demais competidoras. Mesmo abalada com a eliminação da amiga Letícia Bufoni, Rayssa se deixou levar pelo otimismo, terminando a competição em lágrimas de alegria e inundando os brasileiros de orgulho com a conquista de sua mais do que merecida medalha de prata.

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Por Glícia Santos – Fala! Cásper

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