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Quando se tornou careta ter fé?

Quando se tornou careta ter fé?


fé em Deus
Quando se trata de acreditar em Deus, a humanidade já mudou várias vezes de posição.

Já houve um tempo no qual acreditar era pedir para morrer e já houve outro tempo no qual não acreditar era pedir para morrer, ou seja, quando se trata de acreditar em Deus, a humanidade já mudou várias vezes de posição.

Antigamente, na época dos nossos bisavós e avós, ir na igreja era tipo obrigatório. Na visão das pessoas, isso ajudava a construir um bom caráter. Um homem de respeito, bondoso e humilde com certeza frequentava a casa de Deus e criava seus filhos nela, certo? E a principal atividade do ano era a festa junina da Igreja. Pois é, mas isso mudou.

Hoje o legal na nossa roda é ser em cima do muro, sabe? Abre aspas: “Ah, eu acredito em uma força maior, mas não sei se acredito que é Deus.”, isso por que na realidade a maioria nunca pensou sobre o assunto, tem preguiça de tentar entender ou não acredita mesmo mas não fala na lata dependendo de quem perguntou.

Duvida? Pense no seu círculo de amizade e quantas pessoas nele realmente tem em alguma coisa (e agora nem estou falando mais apenas do cristianismo). Se a resposta for “mais de 5”, feliz você por estar rodeado por gente que tem fé.

Por que fé é aquela verdade que mora no coração, é aquilo que não se explica (e nem precisa), é o que move um corpo quando fraco, é aquilo que te faz acreditar (no que você quiser crer), como disse João Doederlein.

Mas em algum momento isso se tornou careta. Quem vai na igreja, quem acredita que Jesus morreu para nos livrar, quem lê a Bíblia, quem diz “vou orar por você”.

E agora, eis a questão: estamos vivendo um período tão aberto quando se trata de questões sociais, debatendo sobre aborto, racismo, igualdade de gênero, liberdades de expressão… por que, então, ainda temos um certo preconceito com pessoas que assumem sua fé sem nenhum receio?

Por que temos aquela ideia de que essa pessoa aí não deve viver certo e aproveitar as coisas? Quem nunca pensou isso que jogue a primeira pedra, rs.

E pra terminar, uma última questão: hoje em dia o máximo é cada um cuidar da sua vida (pelo menos é isso que o pessoal do Instagram diz), então por que ainda teimamos em cuidar (e julgar) da vida dos outros? 

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Por Rafaela Piccioli – Fala! UEM

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